{"id":6175,"date":"2023-07-04T06:23:32","date_gmt":"2023-07-04T05:23:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6175"},"modified":"2023-07-04T06:23:33","modified_gmt":"2023-07-04T05:23:33","slug":"webb-identifica-os-mais-antigos-fios-da-teia-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/07\/04\/webb-identifica-os-mais-antigos-fios-da-teia-cosmica\/","title":{"rendered":"Webb identifica os mais antigos &#8220;fios&#8221; da teia c\u00f3smica"},"content":{"rendered":"\n<p>As gal\u00e1xias n\u00e3o est\u00e3o espalhadas aleatoriamente pelo Universo. Elas juntam-se n\u00e3o s\u00f3 em enxames, mas em vastas estruturas filamentares interligadas, com gigantescos vazios est\u00e9reis pelo meio. Esta &#8220;teia c\u00f3smica&#8221; come\u00e7ou por ser t\u00e9nue e foi-se tornando mais distinta ao longo do tempo, \u00e0 medida que a gravidade ia juntando a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos que utilizam o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA descobriram um arranjo filamentoso de 10 gal\u00e1xias que existia apenas 830 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A estrutura com 3 milh\u00f5es de anos-luz de comprimento \u00e9 ancorada por um quasar luminoso &#8211; uma gal\u00e1xia com um buraco negro ativo e supermassivo no seu n\u00facleo. A equipa pensa que o filamento acabar\u00e1 por evoluir para um enxame massivo de gal\u00e1xias, muito semelhante ao conhecido Enxame de Coma no Universo pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01H3D70M71KMNV2YYFJECEN2XY.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"883\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FJgs1iv1_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6176\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FJgs1iv1_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FJgs1iv1_o-300x269.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FJgs1iv1_o-768x688.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este campo profundo de gal\u00e1xias obtido pelo instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb mostra um arranjo de 10 gal\u00e1xias distantes marcadas por oito c\u00edrculos brancos numa linha diagonal, semelhante a um fio. (Dois dos c\u00edrculos cont\u00eam mais do que uma gal\u00e1xia.) Este filamento com 3 milh\u00f5es de anos-luz de comprimento \u00e9 ancorado por um quasar muito distante e luminoso &#8211; uma gal\u00e1xia com um buraco negro supermassivo e ativo no seu n\u00facleo. O quasar, chamado J0305-3150, aparece no meio do enxame de tr\u00eas c\u00edrculos no lado direito da imagem. O seu brilho ofusca a gal\u00e1xia que o acolhe. As 10 gal\u00e1xias assinaladas existiam apenas 830 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A equipa pensa que o filamento acabar\u00e1 por evoluir para um enorme enxame de gal\u00e1xias.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, Feige Wang (Universidade do Arizona) e Joseph DePasquale (STSCI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;Fiquei surpreendido com o comprimento e com a fina espessura deste filamento&#8221;, disse o membro da equipa Xiaohui Fan da Universidade do Arizona em Tucson. &#8220;Estava \u00e0 espera de encontrar alguma coisa, mas n\u00e3o esperava uma estrutura t\u00e3o longa e t\u00e3o fina&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 uma das primeiras estruturas filamentares que alguma vez se encontrou associada a um quasar distante&#8221;, acrescentou Feige Wang da Universidade do Arizona em Tucson, o investigador principal deste programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta descoberta faz parte do projeto ASPIRE (A SPectroscopic survey of biased halos In the Reionization Era), cujo principal objetivo \u00e9 estudar os ambientes c\u00f3smicos dos primeiros buracos negros. No total, o programa vai observar 25 quasares que existiram nos primeiros mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, uma \u00e9poca conhecida como a \u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As \u00faltimas duas d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o em cosmologia deram-nos uma compreens\u00e3o robusta de como a teia c\u00f3smica se forma e evolui. O ASPIRE pretende compreender como incorporar o aparecimento dos primeiros buracos negros massivos na nossa hist\u00f3ria atual da forma\u00e7\u00e3o da estrutura c\u00f3smica&#8221;, explicou Joseph Hennawi, membro da equipa, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Santa Barbara.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Monstros em crescimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outra parte do estudo investiga as propriedades de oito quasares no Universo jovem. A equipa confirmou que os seus buracos negros centrais, que existiram menos de mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, t\u00eam uma massa que varia entre 600 milh\u00f5es e 2 mil milh\u00f5es de vezes a massa do nosso Sol. Os astr\u00f3nomos continuam a procurar evid\u00eancias que expliquem como \u00e9 que estes buracos negros podem crescer t\u00e3o rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para formar estes buracos negros supermassivos em t\u00e3o pouco tempo, \u00e9 necess\u00e1rio satisfazer dois crit\u00e9rios. Em primeiro lugar, \u00e9 necess\u00e1rio come\u00e7ar a crescer a partir de um buraco negro &#8216;semente&#8217; massivo. Em segundo lugar, mesmo que esta semente comece com uma massa equivalente a mil s\u00f3is, ainda precisa de acrescentar um milh\u00e3o de vezes mais mat\u00e9ria ao ritmo m\u00e1ximo poss\u00edvel durante toda a sua vida&#8221;, explicou Wang.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es sem precedentes est\u00e3o a fornecer pistas importantes sobre a forma como os buracos negros s\u00e3o formados. Aprendemos que estes buracos negros est\u00e3o situados em gal\u00e1xias jovens e massivas que fornecem o reservat\u00f3rio de combust\u00edvel para o seu crescimento,&#8221; disse Jinyi Yang da Universidade do Arizona, que est\u00e1 a liderar o estudo dos buracos negros com o ASPIRE.<\/p>\n\n\n\n<p>O Webb tamb\u00e9m forneceu as melhores evid\u00eancias at\u00e9 \u00e0 data de como os primeiros buracos negros supermassivos regulam, potencialmente, a forma\u00e7\u00e3o de estrelas nas suas gal\u00e1xias. Enquanto os buracos negros supermassivos acretam mat\u00e9ria, podem tamb\u00e9m gerar enormes fluxos de material. Estes ventos podem estender-se muito para al\u00e9m do pr\u00f3prio buraco negro, a uma escala gal\u00e1ctica, e podem ter um impacto significativo na forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os ventos fortes dos buracos negros podem suprimir a forma\u00e7\u00e3o de estrelas na gal\u00e1xia hospedeira. Tais ventos t\u00eam sido observados no Universo pr\u00f3ximo, mas nunca foram observados diretamente na \u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Yang. &#8220;A escala do vento est\u00e1 relacionada com a estrutura do quasar. Nas observa\u00e7\u00f5es do Webb, estamos a ver que esses ventos existiam no Universo primitivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados foram publicados dia 29 de junho em dois artigos da revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2023\/nasa-s-webb-identifies-the-earliest-strands-of-the-cosmic-web\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/contents\/news-releases\/2023\/news-2023-124\" target=\"_blank\">\/\/ STScI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/esawebb.org\/images\/aspire1\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESA\/Webb (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/uarizona-astronomers-identify-earliest-strands-cosmic-web\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/accd6f\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2304.09894\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/acc9c8\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2304.09888\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/162267\/jwst-sees-the-beginning-of-the-cosmic-web\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2023\/06\/230629173611.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-06-webb-earliest-strands-cosmic-web.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/jwst-identifies-the-earliest-strands-of-a-quasars-web\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/space\/unveiling-the-cosmic-web-galaxies-filaments-and-early-supermassive-black-holes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reionization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/cycle-1-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As gal\u00e1xias n\u00e3o est\u00e3o espalhadas aleatoriamente pelo Universo. 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