{"id":6132,"date":"2023-06-20T06:21:30","date_gmt":"2023-06-20T05:21:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6132"},"modified":"2023-06-20T06:21:30","modified_gmt":"2023-06-20T05:21:30","slug":"erupcao-estelar-pode-estar-relacionada-com-disco-infernal-de-um-jovem-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/06\/20\/erupcao-estelar-pode-estar-relacionada-com-disco-infernal-de-um-jovem-planeta\/","title":{"rendered":"Erup\u00e7\u00e3o estelar pode estar relacionada com disco &#8220;infernal&#8221; de um jovem planeta"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/YPBH2xUW_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"433\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/YPBH2xUW_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6133\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/YPBH2xUW_o.jpg 770w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/YPBH2xUW_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/YPBH2xUW_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma simula\u00e7\u00e3o das fases iniciais do processo. Um J\u00fapiter quente \u00e9 empurrado para muito perto da sua estrela e come\u00e7a a evaporar-se, libertando as suas camadas exteriores para o disco circundante. O material extra torna o disco muito mais quente do que antes do surto. Quando o planeta perde a maior parte da sua massa, \u00e9 completamente destru\u00eddo atrav\u00e9s do processo de esparguetifica\u00e7\u00e3o, bem conhecido da destrui\u00e7\u00e3o de estrelas por buracos negros supermassivos. A morte do planeta termina o surto.<br>Cr\u00e9dito: Sergei Nayakshin\/Vardan Elbakyan, Universidade de Leicester<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O mist\u00e9rio de uma erup\u00e7\u00e3o estelar um trili\u00e3o de vezes mais poderosa do que a maior das erup\u00e7\u00f5es solares pode ter sido resolvido por uma equipa de cientistas que pensa que um planeta jovem e massivo est\u00e1 a &#8220;arder&#8221; numa sopa superaquecida de mat\u00e9ria-prima que gira \u00e0 sua volta.<\/p>\n\n\n\n<p>Liderados pela Universidade de Leicester e financiados pelo STFC (Science and Technology Facilities Council) do Reino Unido, os cientistas sugeriram que um planeta cerca de dez vezes maior do que J\u00fapiter est\u00e1 a sofrer uma &#8220;evapora\u00e7\u00e3o extrema&#8221; perto da estrela em crescimento, com o &#8220;inferno&#8221; a arrancar material do planeta e a atir\u00e1-lo para a estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>As suas descobertas foram publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. As estat\u00edsticas deste tipo de erup\u00e7\u00f5es em sistemas solares em desenvolvimento sugerem que cada um deles poder\u00e1 testemunhar at\u00e9 uma d\u00fazia de eventos semelhantes de elimina\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas focaram a sua aten\u00e7\u00e3o na protoestrela FU Ori, localizada a 1200 anos-luz do nosso sistema solar, que aumentou significativamente o seu brilho h\u00e1 85 anos e ainda n\u00e3o diminuiu para a luminosidade normalmente esperada.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os astr\u00f3nomos pensem que o aumento da luminosidade de FU Ori se deva \u00e0 queda de mais material sobre a protoestrela, proveniente de uma nuvem de g\u00e1s e poeira chamada disco protoplanet\u00e1rio, os pormenores dessa queda permanecem um mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor principal, o professor Sergei Nayakshin, da Escola de F\u00edsica e Astronomia da Universidade de Leicester, afirmou: &#8220;Estes discos alimentam as estrelas em crescimento com mais material, mas tamb\u00e9m alimentam os planetas. Observa\u00e7\u00f5es anteriores forneceram pistas tentadoras de um planeta jovem e massivo a orbitar esta estrela muito perto. Foram avan\u00e7adas v\u00e1rias ideias sobre a forma como o planeta pode ter incentivado esse surto, mas os pormenores n\u00e3o encaixaram. Descobrimos um novo processo a que se pode chamar um &#8216;disco infernal&#8217; de planetas jovens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores de Leicester criaram uma simula\u00e7\u00e3o para FU Ori, modelando um planeta gigante gasoso formado muito longe no disco por instabilidade gravitacional, em que um disco massivo se fragmenta para formar enormes aglomerados mais massivos do que o nosso J\u00fapiter, mas muito menos densos.<\/p>\n\n\n\n<p>A simula\u00e7\u00e3o mostra como uma tal semente planet\u00e1ria migra muito rapidamente para perto da sua estrela hospedeira, atra\u00edda pela sua for\u00e7a gravitacional. Quando atinge o equivalente a um-d\u00e9cimo da dist\u00e2ncia entre a Terra e o nosso Sol, a mat\u00e9ria em torno da estrela fica t\u00e3o quente que efetivamente inflama as camadas exteriores da atmosfera do planeta. O planeta torna-se ent\u00e3o uma fonte massiva de material fresco que alimenta a estrela e a faz crescer e brilhar mais intensamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Vardan Elbakyan, coautor do estudo, tamb\u00e9m de Leicester, acrescenta: &#8220;Esta foi a primeira estrela que foi observada a sofrer este tipo de erup\u00e7\u00e3o. Atualmente, temos algumas d\u00fazias de exemplos deste tipo de erup\u00e7\u00f5es noutras estrelas jovens em forma\u00e7\u00e3o no nosso canto da Gal\u00e1xia. Embora os eventos de FU Ori sejam extremos em compara\u00e7\u00e3o com estrelas jovens normais, pela dura\u00e7\u00e3o e observabilidade de tais eventos, os observadores conclu\u00edram que a maioria dos sistemas solares emergentes se inflamam assim uma d\u00fazia de vezes enquanto o disco protoplanet\u00e1rio est\u00e1 por perto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Nayakshin acrescenta: &#8220;Se o nosso modelo estiver correto, ent\u00e3o poder\u00e1 ter implica\u00e7\u00f5es profundas para a nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o das estrelas e dos planetas. Os discos protoplanet\u00e1rios s\u00e3o frequentemente designados ber\u00e7\u00e1rios de planetas. Mas descobrimos agora que estes ber\u00e7\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o lugares calmos como os investigadores do Sistema Solar primitivo imaginavam que fossem, s\u00e3o antes lugares tremendamente violentos e ca\u00f3ticos onde muitos &#8211; talvez mesmo a maioria &#8211; dos jovens planetas s\u00e3o &#8220;queimados&#8221; e literalmente comidos pelas suas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 agora importante perceber se outras estrelas com atividade extrema podem ser explicadas com o mesmo cen\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/le.ac.uk\/news\/2023\/june\/planetary-disc-inferno\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Leicester (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/523\/1\/385\/7161140\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2305.03392\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>FU Orionis:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/FU_Orionis\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma simula\u00e7\u00e3o das fases iniciais do processo. 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