{"id":6097,"date":"2023-06-06T06:10:24","date_gmt":"2023-06-06T05:10:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6097"},"modified":"2023-06-06T06:10:25","modified_gmt":"2023-06-06T05:10:25","slug":"a-sonda-mars-express-esta-a-celebrar-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/06\/06\/a-sonda-mars-express-esta-a-celebrar-20-anos\/","title":{"rendered":"A sonda Mars Express est\u00e1 a celebrar 20 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2007\/02\/mars_express\/9246210-5-eng-GB\/Mars_Express.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7OVdxeRF_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6098\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7OVdxeRF_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7OVdxeRF_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7OVdxeRF_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7OVdxeRF_o-768x767.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7OVdxeRF_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista da sonda Mars Express. A nave espacial deixou a Terra no dia 2 de junho de 2003. Alcan\u00e7ou o seu destino ap\u00f3s uma viagem de seis meses e tem vindo a investigar o planeta desde o in\u00edcio de 2004.<br>Cr\u00e9dito: ESA &#8211; D. Ducros<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sonda Mars &#8220;Express&#8221; recebeu este nome por ter sido constru\u00edda e lan\u00e7ada em tempo recorde e a um custo muito inferior ao de miss\u00f5es anteriores semelhantes, mas nada mais passou rapidamente. Em todos os aspetos, a Mars Express sobreviveu, superou e, de facto, ultrapassou todas as expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em anos humanos, a Mars Express seria agora muito velha, tendo sobrevivido cinco vezes mais tempo do que aquele para que foi projetada. Embora possa estar a sentir a sua idade avan\u00e7ada, continua a revelar o Planeta Vermelho, com implica\u00e7\u00f5es para a nossa compreens\u00e3o do nosso pr\u00f3prio lar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Express: momentos marcantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lan\u00e7ada no dia 2 de junho de 2003, a partir do Cosm\u00f3dromo de Baikonur, no Cazaquist\u00e3o, a Mars Express iniciou a primeira viagem da Europa para explorar o nosso vizinho carmesim e, na realidade, de qualquer outro planeta. Transportando um conjunto de instrumentos cient\u00edficos, a nave espacial tinha como objetivo estudar a geologia, o clima e a atmosfera de Marte, fornecendo informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a sua hist\u00f3ria e o seu potencial para albergar vida<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos feitos mais significativos da miss\u00e3o foi a chegada bem-sucedida a Marte, no dia 25 de dezembro de 2003, quando a nave espacial entrou habilmente em \u00f3rbita do planeta &#8211; uma proeza nada f\u00e1cil. Capturada pela gravidade de Marte, abriu-se uma janela que nos permitiu captar imagens de cortar a respira\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie marciana e da altera\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es clim\u00e1ticos, revelando paisagens diversas, desde vulc\u00f5es imponentes a vales profundos e antigos leitos de rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o do instrumento HRSC (High Resolution Stereo Camera) do DLR (Deutsches Zentrum f\u00fcr Luft- und Raumfahrt e.V., o Centro Aeroespacial Alem\u00e3o) continuam a fornecer aos cientistas dados inestim\u00e1veis, permitindo-lhes reconstruir a hist\u00f3ria geol\u00f3gica do planeta e lan\u00e7ar luz sobre o seu potencial para a vida, passada ou presente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2005\/07\/perspective_view_of_crater_with_water_ice_-_looking_east\/10192616-2-eng-GB\/Perspective_view_of_crater_with_water_ice_-_looking_east.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9d\/bd\/rqBxc0v4_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O instrumento HRSC da Mars Express da ESA obteve esta vista em perspetiva no dia 2 de fevereiro de 2005, durante a sua 1343.\u00aa \u00f3rbita , com uma resolu\u00e7\u00e3o no solo de aproximadamente 15 metros por pixel. Mostra uma cratera de impacto sem nome localizada em Vastitas Borealis, e no seu centro, \u00e1gua gelada.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/DLR\/FU Berlim (G. Neukum)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas n\u00e3o foram apenas as imagens que moldaram a nossa compreens\u00e3o de Marte. O instrumento de radar da Mars Express, MARSIS (Mars Advanced Radar for Subsurface and Ionosphere Sounding), tem sido fundamental na dete\u00e7\u00e3o de \u00e1gua gelada \u00e0 superf\u00edcie do planeta e escondida, e o instrumento OMEGA (Observatoire pour la Min\u00e9ralogie, l&#8217;Eau, les Glaces et l&#8217;Activit\u00e9), numa das primeiras descobertas da sonda, encontrou \u00e1gua gelada exposta nas calotes polares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda mais excitante foi a descoberta, pelo MARSIS, de sinais de \u00e1gua l\u00edquida escondida sob camadas de gelo em regi\u00f5es \u00e1rticas e &#8220;reminiscentes do Lago Vostok, descoberto cerca de 4 km abaixo do gelo na Ant\u00e1rtida, na Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas descobertas t\u00eam grandes implica\u00e7\u00f5es. Uma vez que a \u00e1gua \u00e9 um ingrediente vital para a exist\u00eancia de vida tal como a conhecemos, a Mars Express despertou um maior interesse em futuras miss\u00f5es ao Planeta Vermelho, centradas na explora\u00e7\u00e3o da possibilidade de vida microbiana passada ou presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A miss\u00e3o com muito mais do que nove vidas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A longevidade da Mars Express n\u00e3o \u00e9 um acaso. A sua longa vida e os anos de ci\u00eancia &#8220;extra&#8221; devem-se ao design robusto da nave espacial e ao engenho e dedica\u00e7\u00e3o da equipa de opera\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o no controlo de miss\u00e3o da ESA em Darmstadt, Alemanha, da equipa de opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas no ESAC (European Space Astronomy Centre) em Madrid, Espanha, e dos cientistas e parceiros industriais espalhados por toda a Europa que ajudaram a manter a miss\u00e3o a voar muito para al\u00e9m do seu tempo de vida nominal planeado de um ano marciano (687 dias terrestres).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juntos, os engenheiros e cientistas da Mars Express ultrapassaram um n\u00famero impressionante de problemas a centenas de milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco depois do lan\u00e7amento, um problema com a cablagem do sistema de energia solar da Mars Express levou a que apenas 60% da energia esperada estivesse dispon\u00edvel. Este contratempo obrigou a equipa de controlo a desenvolver um conceito de miss\u00e3o totalmente novo nos seis meses que demorou a chegar a Marte, ajustando as defini\u00e7\u00f5es de pot\u00eancia e conseguindo aument\u00e1-la para cerca de 70%.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2023\/05\/20_years_and_counting_mars_express_in_numbers\/24894208-6-eng-GB\/20_years_and_counting_Mars_Express_in_numbers.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/98\/c0\/Gpr4iE7B_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os &#8220;n\u00fameros&#8221; da Mars Express.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A caminho de Marte, a nave espacial tamb\u00e9m recuperou de v\u00e1rios modos de seguran\u00e7a e, durante o desdobramento da antena do radar MARSIS, a primeira parte ficou presa. A equipa teve de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para a aquecer e conseguir libert\u00e1-la com sucesso &#8211; um problema id\u00eantico aconteceu recentemente com a sonda JUICE (JUpiter Icy moon Explorer), a caminho do sistema de J\u00fapiter, que felizmente tamb\u00e9m teve resolu\u00e7\u00e3o feliz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2011, a Mars Express deparou-se com um grande problema de mem\u00f3ria que resultou na perda das suas capacidades de armazenamento a longo prazo. Em resposta, as equipas desenvolveram um novo conceito operacional utilizando o armazenamento da mem\u00f3ria de curto prazo da nave espacial, o que exigia encontrar uma forma de encaixar 3000 &#8220;telecomandos&#8221; numa fila que s\u00f3 podia conter 117 &#8211; o que conseguiram fazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo em conta que as baterias da nave espacial tamb\u00e9m envelheceram com o tempo, a equipa de controlo da miss\u00e3o implementou medidas de poupan\u00e7a de energia cada vez mais elaboradas para maximizar a sua longevidade &#8211; ao otimizar o consumo e a utiliza\u00e7\u00e3o de energia, fizeram da Mars Express uma das naves mais eficientes a deixar a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2014, a Mars Express teve de navegar num encontro muito pr\u00f3ximo com o cometa Siding Spring. Apesar de o cometa n\u00e3o ter atingido Marte nem o orbitador de fabrico europeu, as part\u00edculas na sua cauda viajariam a uns impressionantes 56 km\/segundo! Os engenheiros protegeram a miss\u00e3o desta poeira, ajustando a sua \u00f3rbita e utilizando o pr\u00f3prio planeta Marte como escudo, ao mesmo tempo que conseguiram recolher observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do momento \u00fanico em que um cometa passou por um planeta rochoso.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2023\/06\/hubble_spots_mars_express_s_cosmic_bully_siding_spring\/24906222-1-eng-GB\/Hubble_spots_Mars_Express_s_cosmic_bully_Siding_Spring.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/fb\/0b\/b41RAkbz_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble do Cometa Siding Spring, que preocupou a sonda Mars Express e os controladores da miss\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e J.-Y. Li (PSI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, em 2018, a Mars Express liderou o caminho ao ser a primeira nave espacial da ESA a ficar &#8220;sem girosc\u00f3pio&#8221;. Muitas vezes, a parte que mais limita a vida \u00fatil de uma velha nave espacial s\u00e3o os girosc\u00f3pios &#8211; unidades que giram rapidamente e que indicam \u00e0 nave espacial para que lado est\u00e1 virada no espa\u00e7o. H\u00e1 cinco anos, a equipa de controlo de voo da miss\u00e3o reprogramou a nave espacial de modo a que os girosc\u00f3pios pudessem ser desligados durante longos per\u00edodos de tempo, confiando apenas nas c\u00e2maras das estrelas para calcular a sua orienta\u00e7\u00e3o e prolongando provavelmente a vida \u00fatil da miss\u00e3o em 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de tudo isto (e muito mais), a Mars Express viveu 18 anos a mais do que o planeado. At\u00e9, numa a\u00e7\u00e3o in\u00e9dita para uma nave espacial j\u00e1 em \u00f3rbita, desenvolveu um novo instrumento &#8211; a &#8220;Mars Webcam&#8221;! O seu r\u00e1dio de retransmiss\u00e3o MELACOM (Mars Express Lander Communications) foi reutilizado para estudar a atmosfera marciana juntamente com a sonda ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) da ESA e, mais importante, tem sido uma grande ajuda para toda a comunidade de miss\u00f5es cient\u00edficas em Marte, desempenhando um papel vital no apoio \u00e0s aterragens da miss\u00e3o Phoenix da NASA em 2008 e da miss\u00e3o MSL (Mars Science Laboratory), que transportou o rover Curiosity em 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais Mars Express<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vida da Mars Express foi prolongada v\u00e1rias vezes e n\u00e3o \u00e9 de admirar. A miss\u00e3o vai continuar a explorar o Planeta Vermelho at\u00e9, pelo menos, 2026, como foi anunciado este ano na \u00faltima extens\u00e3o da miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sucesso duradouro da Mars Express tamb\u00e9m proporciona li\u00e7\u00f5es valiosas para as pr\u00f3ximas miss\u00f5es, incluindo o rover ExoMars e as miss\u00f5es de entrega de amostras, bem como mais oportunidades para apoiar os parceiros atrav\u00e9s da retransmiss\u00e3o de dados e do apoio \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, incluindo a campanha MSR (Mars Sample Return) da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00f3rbita a milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra, a Mars Express continua a revelar os segredos de Marte &#8211; um planeta que pode ter albergado vida e que no futuro poder\u00e1 tornar-se num novo lar para a humanidade. Esta explora\u00e7\u00e3o \u00e9 um alicerce para a nossa explora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do Sistema Solar, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade preciosa para olharmos para o nosso pr\u00f3prio planeta, para compreender o seu potencial futuro e para garantir que continua a ser o rodopiante ponto azul e verde que \u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Enabling_Support\/Operations\/Mars_Express_milestones_two-year_mission_enters_third_decade\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Express:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa Siding Spring (C\/2013 A1):<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/mars.nasa.gov\/comets\/sidingspring\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/C\/2013_A1\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista da sonda Mars Express. 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