{"id":6082,"date":"2023-05-30T06:23:13","date_gmt":"2023-05-30T05:23:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6082"},"modified":"2023-05-30T06:23:14","modified_gmt":"2023-05-30T05:23:14","slug":"a-procura-por-planetas-habitaveis-cresce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/05\/30\/a-procura-por-planetas-habitaveis-cresce\/","title":{"rendered":"A procura por planetas habit\u00e1veis cresce"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2023\/05\/the-search-for-habitable-planets-expands-Bergin_Carbonplanet_v6-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ma3IABuN_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6083\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ma3IABuN_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ma3IABuN_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ma3IABuN_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ma3IABuN_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica de um jovem disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria ilustrando as localiza\u00e7\u00f5es respetivas das linhas de fuligem e de \u00e1gua gelada. Os planetas nascidos no interior da linha de fuligem ser\u00e3o ricos em silicato. Planetas nascidos no interior da linha de \u00e1gua gelada, mas exteriores \u00e0 linha de fuligem, ser\u00e3o ricos em silicato e fuligem. Os planetas nascidos no exterior da linha de \u00e1gua gelada ser\u00e3o mundos de \u00e1gua.<br>Cr\u00e9dito: Ari Gea\/SayoStudio<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investigadores da Universidade do Michigan est\u00e1 a sugerir uma nova forma de expandir a procura de planetas habit\u00e1veis que tem em conta uma zona n\u00e3o considerada anteriormente: o espa\u00e7o entre a estrela e aquilo a que se chama a &#8220;linha de fuligem&#8221; nos discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os mundos que se formam nesta regi\u00e3o &#8211; um disco de poeira que gira em torno de uma estrela central a partir da qual se podem construir planetas &#8211; podem ter superf\u00edcies ricas em compostos de carbono vol\u00e1teis muito diferentes dos da Terra. Estes planetas seriam tamb\u00e9m ricos em carbono org\u00e2nico, mas pobres em \u00e1gua, de acordo com Ted Bergin, que liderou o estudo que incluiu geoqu\u00edmicos, cientistas planet\u00e1rios, astroqu\u00edmicos e especialistas em exoplanetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando procuramos planetas semelhantes \u00e0 Terra, estamos particularmente interessados n\u00e3o s\u00f3 em corpos que se pare\u00e7am com o nosso, mas tamb\u00e9m naqueles que se formaram por processos semelhantes. Os modelos atuais de exoplanetas rochosos s\u00e3o constru\u00eddos com base em condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas e composi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s da Terra, incluindo as mol\u00e9culas essenciais \u00e0 vida que se formam a partir de blocos de carbono e \u00e1gua. Estes modelos tamb\u00e9m se focam em zonas dentro dos discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria chamadas linhas de gelo, regi\u00f5es suficientemente distantes da estrela central do disco que marcam o local onde a \u00e1gua ou outras mol\u00e9culas chave passam do estado gasoso para o estado s\u00f3lido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os mundos terrestres, como o nosso planeta, formaram-se a partir de s\u00f3lidos. H\u00e1 muito que se pensa que a Terra, que cont\u00e9m apenas cerca de 0,1% de \u00e1gua em massa, deve ter-se formado dentro da linha da \u00e1gua gelada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas esse tipo de modelo pode ser demasiado limitado, disse Bergin. Para expandir a procura por planetas habit\u00e1veis, Bergin e a sua equipa de investiga\u00e7\u00e3o sugerem um novo modelo que considera a &#8220;linha de fuligem&#8221;, um limite mais pr\u00f3ximo da estrela no sistema. Entre esta fronteira e a estrela, os compostos org\u00e2nicos nos s\u00f3lidos sublimam do estado s\u00f3lido para o gasoso. A considera\u00e7\u00e3o desta regi\u00e3o englobaria tamb\u00e9m planetas rochosos que podem ter mais carbono do que a Terra, levantando quest\u00f5es sobre o que isso significa para a habitabilidade deste tipo de planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As conclus\u00f5es da equipa de investiga\u00e7\u00e3o interdisciplinar foram publicadas na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Acrescenta uma nova dimens\u00e3o \u00e0 nossa procura da habitabilidade. Pode ser uma dimens\u00e3o negativa ou positiva&#8221;, disse Bergin. &#8220;\u00c9 excitante porque conduz a todo o tipo de possibilidades infinitas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como a Terra \u00e9 pobre em \u00e1gua, tamb\u00e9m \u00e9 pobre em carbono, disse Bergin. Quando se formou, provavelmente recebeu apenas 1 \u00e1tomo de carbono por cada 100 dispon\u00edveis nos materiais de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Os astr\u00f3nomos pensam que a linha de fuligem explica porque \u00e9 que a Terra tem t\u00e3o pouco carbono. Se os blocos de constru\u00e7\u00e3o da Terra se formaram no interior da linha de fuligem, a temperatura e a radia\u00e7\u00e3o solar atingiram os materiais que iriam formar o jovem planeta, transformando os compostos ricos em carbono em g\u00e1s e limitando o carbono nos s\u00f3lidos que s\u00e3o fornecidos \u00e0 Terra em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo da equipa teoriza sobre a forma\u00e7\u00e3o de outros planetas nascidos entre a linha de fuligem e as linhas de \u00e1gua gelada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um tal mundo n\u00e3o parece existir no nosso Sistema Solar, mas o nosso Sistema Solar n\u00e3o \u00e9 representativo da maioria dos sistemas planet\u00e1rios conhecidos \u00e0 volta de outras estrelas, disse Bergin. Estes outros sistemas planet\u00e1rios s\u00e3o completamente diferentes. Os seus planetas est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do Sol e s\u00e3o muito maiores, variando em tamanho desde as chamadas super-Terras at\u00e9 aos mini-Neptunos, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;S\u00e3o grandes rochas ou pequenos gigantes gasosos &#8211; este \u00e9 o tipo mais comum de sistema planet\u00e1rio. Portanto, talvez, dentro de todos os outros sistemas estelares da Via L\u00e1ctea, exista uma popula\u00e7\u00e3o de corpos que n\u00e3o reconhecemos antes e que t\u00eam muito mais carbono no seu interior. Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias disso?&#8221;, disse Bergin. &#8220;O que isto significa para a habitabilidade precisa de ser explorado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu estudo, a equipa modela o que acontece quando um mundo rico em silicatos com 0,1% e 1% de carbono em massa e um conte\u00fado vari\u00e1vel de \u00e1gua se forma na regi\u00e3o da linha de fuligem. A equipa descobriu que um planeta assim desenvolveria uma atmosfera rica em metano atrav\u00e9s de um processo chamado &#8220;desgaseifica\u00e7\u00e3o&#8221;. Nesta circunst\u00e2ncia, os compostos org\u00e2nicos num planeta rico em silicatos produzem uma atmosfera rica em carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a de metano proporciona um ambiente f\u00e9rtil para a gera\u00e7\u00e3o de neblinas atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es com fot\u00f5es estelares. Isto \u00e9 an\u00e1logo \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de neblinas a partir do metano em Tit\u00e3, no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os planetas que nascem nesta regi\u00e3o, que existe em todos os sistemas de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, libertar\u00e3o mais carbono vol\u00e1til dos seus mantos&#8221;, disse Bergin. &#8220;Isto pode levar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o natural de neblinas. Tais n\u00e9voas foram observadas nas atmosferas de exoplanetas e t\u00eam o potencial de mudar o c\u00e1lculo do que consideramos mundos habit\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A neblina \u00e0 volta de um planeta pode ser um sinal de que o planeta tem carbono vol\u00e1til no seu manto. E mais carbono, a espinha dorsal da vida, no manto de um planeta, significa que o planeta tem uma hip\u00f3tese de ser considerado habit\u00e1vel &#8211; ou pelo menos merece um segundo olhar, disse Bergin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se isto for verdade, ent\u00e3o pode haver uma classe comum de planetas nublados com carbono vol\u00e1til abundante, e o que isso significa para a habitabilidade precisa de ser explorado&#8221;, disse. &#8220;Mas depois h\u00e1 o outro aspeto: E se tivermos um mundo da dimens\u00e3o da Terra, onde h\u00e1 mais carbono? O que \u00e9 que isso significa para a habitabilidade, para a vida? N\u00e3o sabemos, e isso \u00e9 excitante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.umich.edu\/the-search-for-habitable-planets-expands\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/acd377\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2305.05056\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o art\u00edstica de um jovem disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria ilustrando as localiza\u00e7\u00f5es respetivas das linhas de fuligem e de \u00e1gua gelada. 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