{"id":6070,"date":"2023-05-26T06:22:10","date_gmt":"2023-05-26T05:22:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6070"},"modified":"2023-05-26T06:22:10","modified_gmt":"2023-05-26T05:22:10","slug":"investigacao-resolve-o-misterio-das-espantosas-mudancas-de-cor-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/05\/26\/investigacao-resolve-o-misterio-das-espantosas-mudancas-de-cor-de-jupiter\/","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o &#8220;resolve&#8221; o mist\u00e9rio das espantosas mudan\u00e7as de cor de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acad\u00e9micos da Universidade de Leeds pensam que poder\u00e3o ter encontrado a resposta a um mist\u00e9rio de longa data por detr\u00e1s das famosas bandas de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens do planeta s\u00e3o caracterizadas por bandas coloridas, bem como pela famosa Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter, mas estas bandas s\u00e3o frequentemente vistas a mover-se e a mudar &#8211; algo que os cientistas n\u00e3o conseguiram explicar at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-1024x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6071\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-660x330.jpg 660w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o-1050x525.jpg 1050w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/p6iL3C0U_o.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens, obtidas por um telesc\u00f3pio terrestre infravermelho, mostrando J\u00fapiter a 5 micr\u00f3metros. \u00c9 poss\u00edvel observar a not\u00e1vel mudan\u00e7a entre maio de 2001 e dezembro de 2011 na Cintura Equatorial Norte (destacada nas linhas tracejadas a azul).<br>Cr\u00e9dito: Arrate Antu\u00f1ano\/NASA\/IRTF\/NSFCam\/SpeX<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, gra\u00e7as a uma nova descoberta &#8211; poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 miss\u00e3o Juno da NASA, que fornece novas e incr\u00edveis informa\u00e7\u00f5es sobre o campo magn\u00e9tico de J\u00fapiter &#8211; a Dra. Kumiko Hori e o professor Chris Jones, da Escola de Matem\u00e1tica dessa institui\u00e7\u00e3o de ensino, pensam ter encontrado a resposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Jones disse: &#8220;Se olharmos para J\u00fapiter atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio, vemos as riscas, que contornam o equador ao longo de linhas de latitude. H\u00e1 cinturas escuras e claras e, se olharmos com um pouco mais de aten\u00e7\u00e3o, podemos ver nuvens a deslocarem-se levadas por ventos extraordinariamente fortes de leste para oeste. Perto do equador, o vento sopra para leste, mas quando se muda um pouco de latitude, para norte ou para sul, vai para oeste. E depois, se nos afastarmos um pouco mais, volta a soprar para leste. Este padr\u00e3o alternado de ventos de leste e oeste \u00e9 bastante diferente do clima da Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A cada quatro ou cinco anos, as coisas mudam. As cores das bandas podem mudar e, por vezes, vemos turbul\u00eancias globais, quando todo o padr\u00e3o meteorol\u00f3gico fica ligeiramente louco durante algum tempo, e tem sido um mist\u00e9rio saber porque \u00e9 que isso acontece&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas j\u00e1 sabem que a mudan\u00e7a de aspeto de J\u00fapiter est\u00e1 de alguma forma ligada a varia\u00e7\u00f5es infravermelhas a cerca de 50 km abaixo da superf\u00edcie do gigante gasoso, e esta nova investiga\u00e7\u00e3o mostrou que estas varia\u00e7\u00f5es podem, por sua vez, ser causadas por ondas produzidas pelo campo magn\u00e9tico do planeta, nas profundezas do seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando dados recolhidos pela miss\u00e3o Juno da NASA a J\u00fapiter, que orbita o planeta desde 2016, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o conseguiu monitorizar e calcular altera\u00e7\u00f5es no seu campo magn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Jones acrescentou: &#8220;\u00c9 poss\u00edvel obter movimentos ondulat\u00f3rios num campo magn\u00e9tico planet\u00e1rio, que se designam por oscila\u00e7\u00f5es de tor\u00e7\u00e3o. O mais interessante \u00e9 que, quando calcul\u00e1mos os per\u00edodos destas oscila\u00e7\u00f5es de tor\u00e7\u00e3o, elas correspondem aos per\u00edodos que se veem na radia\u00e7\u00e3o infravermelha em J\u00fapiter&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/d2pn8kiwq2w21t.cloudfront.net\/original_images\/imagesjuno20160113PIA13746-16.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/63\/d7\/rxqnwfix_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A sonda Juno chegou a J\u00fapiter em julho de 2016, ap\u00f3s uma viagem de quase cinco anos desde Cabo Canaveral no estado norte-americano da Fl\u00f3rida.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A espantosa longevidade da Juno, no ambiente de radia\u00e7\u00e3o severa de J\u00fapiter, fez com que a sonda permanecesse em \u00f3rbita durante muito mais tempo do que o inicialmente planeado. Isto levou a que os investigadores de Leeds obtivessem dados sobre o campo magn\u00e9tico durante um per\u00edodo muito mais longo, o que \u00e9 muito mais \u00fatil para o seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observarem o campo magn\u00e9tico ao longo de v\u00e1rios anos, puderam seguir as suas ondas e oscila\u00e7\u00f5es e conseguiram mesmo seguir uma mancha espec\u00edfica do campo magn\u00e9tico em J\u00fapiter, chamada de Grande Mancha Azul. Esta mancha tem estado a mover-se para leste, mas os dados mais recentes mostram que o movimento est\u00e1 a abrandar &#8211; levando a equipa da Juno a acreditar que se trata do in\u00edcio de uma oscila\u00e7\u00e3o, com o movimento a abrandar antes de inverter e come\u00e7ar a ir para oeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho foi liderado pela Dra. Hori, que trabalhou com o professor Jones em Leeds antes de se mudar para um novo posto na Universidade de Kobe no Jap\u00e3o, juntamente com o professor Steve Tobias em Leeds, com o professor Leigh Fletcher da Universidade de Leicester e com a Dra. Arrate Antu\u00f1ano da Universidade do Pa\u00eds Basco na Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho permitiu-lhes explicar o mist\u00e9rio de longa data da mudan\u00e7a das bandas e riscas de J\u00fapiter e preencher o elo que faltava entre as duas maiores \u00e1reas do estudo de J\u00fapiter &#8211; os cientistas interessados no clima do planeta e no que acontece \u00e0 superf\u00edcie e os que trabalham no interior profundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Dra. Hori afirmou: &#8220;Continuam a existir incertezas e quest\u00f5es, em particular como \u00e9 que a oscila\u00e7\u00e3o de tor\u00e7\u00e3o produz exatamente a varia\u00e7\u00e3o infravermelha observada, que provavelmente reflete a din\u00e2mica complexa e as rea\u00e7\u00f5es das nuvens\/aeross\u00f3is. Estas quest\u00f5es necessitam de mais investiga\u00e7\u00e3o. No entanto, espero que o nosso trabalho possa tamb\u00e9m abrir uma janela para sondar o interior profundo e oculto de J\u00fapiter, tal como a sismologia faz para a Terra e a heliosismologia faz para o Sol&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o professor Jones, a descoberta \u00e9 o culminar de uma paix\u00e3o de toda uma vida por J\u00fapiter. Disse: &#8220;Estou incrivelmente satisfeito por a NASA ter finalmente conseguido ver o campo magn\u00e9tico de J\u00fapiter em pormenor. H\u00e1 muito tempo que estudo J\u00fapiter e comecei a interessar-me pelo que se encontra abaixo da superf\u00edcie de J\u00fapiter quando era crian\u00e7a &#8211; tem sido uma progress\u00e3o de 60 anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.leeds.ac.uk\/main-index\/news\/article\/5304\/research-solves-mystery-of-jupiter-s-stunning-colour-changes\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Leeds (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-023-01967-1\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2304.04460\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00fapiter:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/jupiter\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/jupiter.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atmosphere_of_Jupiter\" target=\"_blank\">Atmosfera de J\u00fapiter (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magnetosphere_of_Jupiter\" target=\"_blank\">Magnetosfera de J\u00fapiter (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Juno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/juno\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.missionjuno.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAJuno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Juno_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acad\u00e9micos da Universidade de Leeds pensam que poder\u00e3o ter encontrado a resposta a um mist\u00e9rio de longa data por detr\u00e1s das famosas bandas de J\u00fapiter. 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