{"id":6046,"date":"2023-05-16T06:16:30","date_gmt":"2023-05-16T05:16:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6046"},"modified":"2023-05-16T06:16:30","modified_gmt":"2023-05-16T05:16:30","slug":"uma-vida-estranha-e-solitaria-para-as-jovens-estrelas-no-centro-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/05\/16\/uma-vida-estranha-e-solitaria-para-as-jovens-estrelas-no-centro-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Uma vida estranha e solit\u00e1ria para as jovens estrelas no centro da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo um novo estudo, as estrelas que vivem o mais perto do buraco negro no centro da Via L\u00e1ctea n\u00e3o t\u00eam companheiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o Observat\u00f3rio W. M. Keck em Maunakea, Hawaii, Devin Chu, astr\u00f3nomo da GCOI (Galactic Center Orbits Initiative) da UCLA (Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles), liderou um levantamento de 10 anos que descobriu que estas &#8220;estrelas S&#8221;, onde &#8220;S&#8221; significa Sagit\u00e1rio A*, o nome do buraco negro supermassivo no centro da nossa Gal\u00e1xia, s\u00e3o todas individuais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6047\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o-768x769.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o-1534x1536.jpg 1534w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cZ9kpg4i_o.jpg 1731w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As \u00f3rbitas de estrelas S em torno do buraco negro supermassivo da Via L\u00e1ctea, todas as quais n\u00e3o t\u00eam companheiras.<br>Cr\u00e9dito: GCOI\/Observat\u00f3rio W. M. Keck<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9 surpreendente, uma vez que as estrelas S que a equipa de Chu observou incluem estrelas jovens e massivas de sequ\u00eancia principal, com apenas cerca de seis milh\u00f5es de anos. Normalmente, as estrelas desta idade, que s\u00e3o 10 vezes mais massivas do que o nosso Sol, passam a sua inf\u00e2ncia emparelhadas com uma g\u00e9mea num sistema bin\u00e1rio ou, por vezes, mesmo como trig\u00e9meas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta mostra o ambiente incrivelmente interessante do Centro Gal\u00e1ctico&#8221;, disse Chu, que \u00e9 o autor principal do estudo publicado na revista The Astrophysical Journal. &#8220;\u00c9 prov\u00e1vel que a poderosa influ\u00eancia do buraco negro supermassivo fa\u00e7a com que os sistemas estelares bin\u00e1rios se fundam ou se tornem perturbados, onde uma estrela companheira \u00e9 expulsa da regi\u00e3o. Isto pode explicar porque \u00e9 que n\u00e3o vemos nenhuma estrela com parceiras t\u00e3o perto de Sagit\u00e1rio A*&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo de uma d\u00e9cada marca a primeira investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de sistemas bin\u00e1rios no enxame de estrelas S.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando o sistema de \u00f3ticas adaptativas do Observat\u00f3rio Keck, emparelhado com o seu instrumento OSIRIS (OH-Suppressing Infrared Imaging Spectrograph), Chu e a sua equipa seguiram os movimentos de 28 estrelas S; 16 das quais s\u00e3o estrelas jovens do tipo B da sequ\u00eancia principal e as restantes s\u00e3o estrelas velhas e de baixa massa do tipo M ou gigantes do tipo K.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As \u00f3ticas adaptativas do Keck e o OSIRIS foram cruciais para nos darem a vis\u00e3o infravermelha de que precis\u00e1vamos para espreitar atrav\u00e9s da poeira do Centro Gal\u00e1ctico e para distinguir as estrelas S individuais nesta regi\u00e3o t\u00e3o povoada&#8221;, disse Chu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores n\u00e3o s\u00f3 encontraram as estrelas S a viajarem sozinhas, como tamb\u00e9m conseguiram calcular o limite de quantas destas estrelas S poderiam existir como bin\u00e1rios, uma m\u00e9trica conhecida como fra\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria. Descobriram que o limite da fra\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria das estrelas S jovens \u00e9 de 47 por cento, o que significa que por cada 100 estrelas S, um m\u00e1ximo de 47 podem estar em sistemas bin\u00e1rios. Este limite \u00e9 dramaticamente mais baixo do que o esperado para tipos semelhantes de estrelas jovens na vizinhan\u00e7a solar, que t\u00eam uma fra\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria de 70 por cento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta sugere que as estrelas com companheiras t\u00eam dificuldade em manter-se juntas no ambiente extremo do buraco negro supermassivo da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta acrescenta ao car\u00e1ter j\u00e1 ex\u00f3tico das estrelas S, cujo nascimento permanece um mist\u00e9rio. As for\u00e7as de mar\u00e9 de um buraco negro perturbam normalmente a forma\u00e7\u00e3o estelar tradicional, o que levanta quest\u00f5es sobre a forma como as estrelas S se conseguiram desenvolver no perigoso turbilh\u00e3o c\u00f3smico que Sagit\u00e1rio A* cria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estou muito grato por ter a oportunidade de estudar estrelas bizarras e fascinantes a partir da minha ilha natal&#8221;, disse Chu. &#8220;Alguns dos dados utilizados para este estudo foram obtidos quando eu era estudante de liceu! \u00c9 incrivelmente gratificante ser capaz de realizar ci\u00eancia inovadora enquanto voltava para casa no Hawaii&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/keckobservatory.org\/s-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio W. M. Keck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.ucla.edu\/releases\/binary-stars-supermassive-black-hole-ucla-keck-observatory\" target=\"_blank\">\/\/ UCLA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/acc93e\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2303.16977\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas S:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*#Orbiting_stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo um novo estudo, as estrelas que vivem o mais perto do buraco negro no centro da Via L\u00e1ctea n\u00e3o t\u00eam companheiras. Usando o Observat\u00f3rio W. M. 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