{"id":6043,"date":"2023-05-16T06:13:54","date_gmt":"2023-05-16T05:13:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=6043"},"modified":"2023-05-16T06:13:54","modified_gmt":"2023-05-16T05:13:54","slug":"medicao-inedita-do-ritmo-de-expansao-do-universo-contribui-para-um-debate-astronomico-de-longa-data","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/05\/16\/medicao-inedita-do-ritmo-de-expansao-do-universo-contribui-para-um-debate-astronomico-de-longa-data\/","title":{"rendered":"Medi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita do ritmo de expans\u00e3o do Universo contribui para um debate astron\u00f3mico de longa data"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as aos dados de uma supernova, uma equipa liderada por investigadores da Universidade do Minnesota utilizou com sucesso uma t\u00e9cnica in\u00e9dita para medir o ritmo de expans\u00e3o do Universo. Os seus dados fornecem uma vis\u00e3o sobre um debate de longa data no campo da astronomia e podem ajudar os cientistas a determinar com maior exatid\u00e3o a idade do Universo e a compreender melhor o cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho est\u00e1 dividido em dois artigos cient\u00edficos, publicados na revista Science e na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1815b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a1\/5e\/o4hgMKhz_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra o enorme enxame de gal\u00e1xias MACS J1149.5+2223, cuja luz demorou mais de 5 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s. A enorme massa do enxame faz curvar a luz emitida por objetos mais distantes. A luz destes objetos \u00e9 aumentada e distorcida devido ao efeito de lente gravitacional. \u00c9 ainda este efeito que cria igualmente imagens m\u00faltiplas destes objetos distantes.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, S. Rodney (Universidade John Hopkins, EUA) e Equipa FrontierSN; T. Treu (Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles, EUA), P. Kelly (Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, EUA) e equipa GLASS; J. Lotz (STScI) e Equipa Frontier Fields; M. Postman (STScI) e equipa CLASH; e Z. Levay (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na astronomia, existem duas medi\u00e7\u00f5es exatas da expans\u00e3o do Universo, tamb\u00e9m designada por &#8220;contante de Hubble&#8221;. Uma \u00e9 calculada a partir de observa\u00e7\u00f5es de supernovas pr\u00f3ximas e a segunda utiliza a &#8220;radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo em micro-ondas&#8221;, ou seja, a radia\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a fluir livremente pelo Universo pouco depois do Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, estas duas medi\u00e7\u00f5es diferem em cerca de 10%, o que tem provocado um debate generalizado entre f\u00edsicos e astr\u00f3nomos. Se ambas as medi\u00e7\u00f5es forem exatas, isso significa que a atual teoria dos cientistas sobre a composi\u00e7\u00e3o do Universo est\u00e1 incompleta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A grande quest\u00e3o \u00e9 se existe um poss\u00edvel problema com uma ou ambas as medi\u00e7\u00f5es. A nossa investiga\u00e7\u00e3o aborda essa quest\u00e3o utilizando uma forma independente e completamente diferente de medir o ritmo de expans\u00e3o do Universo&#8221;, disse Patrick Kelly, autor principal de ambos os artigos e professor assistente na Faculdade de Ci\u00eancias e Engenharia da Universidade do Minnesota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa conseguiu calcular este valor utilizando dados de uma supernova descoberta por Kelly em 2014 &#8211; o primeiro exemplo de uma supernova com imagens m\u00faltiplas, o que significa que o telesc\u00f3pio captou quatro imagens diferentes do mesmo evento c\u00f3smico. Ap\u00f3s a descoberta, equipas de todo o mundo previram que a supernova reapareceria numa nova posi\u00e7\u00e3o em 2015, e a equipa da Universidade do Minnesota detetou esta imagem adicional.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/01\/e2\/FQxZFuDG_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/01\/e2\/FQxZFuDG_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Amplia\u00e7\u00e3o da imagem anterior que mostra a configura\u00e7\u00e3o e os tempos de chegada de m\u00faltiplas imagens da supernova (SN Refsdal) no campo do enxame de gal\u00e1xias MACS J1149. (A) mostra as tr\u00eas imagens completas da gal\u00e1xia hospedeira de SN Refsdal, com as legendas &#8220;Late 1990s&#8221;, &#8220;Late 2014&#8221; e &#8220;Late 2015&#8221; produzidas pela lente do enxame em primeiro plano. De acordo com os modelos, a supernova apareceu pela primeira vez como a imagem SY no canto superior esquerdo no final da d\u00e9cada de 1990, mas n\u00e3o foram adquiridas nessa altura imagens profundas do campo. Em novembro de 2014, as imagens S1-S4 foram observadas numa configura\u00e7\u00e3o cruzada de Einstein. As equipas de modelagem previram que a supernova reapareceria pela \u00faltima vez na imagem SX, que foi detetada no final de 2015.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, S. Rodney (Universidade John Hopkins, EUA) e Equipa FrontierSN; T. Treu (Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles, EUA), P. Kelly (Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, EUA) e equipa GLASS; J. Lotz (STScI) e Equipa Frontier Fields; M. Postman (STScI) e equipa CLASH; e Z. Levay (STScI); Kelly et al., 2023<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas imagens m\u00faltiplas apareceram porque a supernova sofreu o efeito de lente gravitacional de um enxame de gal\u00e1xias, um fen\u00f3meno em que a massa do enxame curva e amplia a luz. Utilizando os atrasos temporais entre o aparecimento das imagens de 2014 e 2015, os investigadores conseguiram medir a constante de Hubble utilizando uma teoria desenvolvida em 1964 pelo astr\u00f3nomo noruegu\u00eas Sjur Refsdal, que tem sido imposs\u00edvel de p\u00f4r em pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas dos investigadores n\u00e3o resolvem absolutamente o debate, disse Kelly, mas fornecem mais informa\u00e7\u00f5es sobre o problema e aproximam os f\u00edsicos da obten\u00e7\u00e3o da medi\u00e7\u00e3o mais exata da idade do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa medi\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais de acordo com o valor da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo em micro-ondas, embora &#8211; dadas as incertezas &#8211; n\u00e3o exclua a medi\u00e7\u00e3o da escada de dist\u00e2ncias local&#8221;, disse Kelly. &#8220;Se as observa\u00e7\u00f5es de futuras supernovas que tamb\u00e9m sofrem o efeito de lente gravitacional por enxames produzirem um resultado semelhante, isso identificaria um problema com o valor atual das supernovas pr\u00f3ximas, ou com a nossa compreens\u00e3o da mat\u00e9ria escura nos enxames de gal\u00e1xias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando os mesmos dados, os investigadores descobriram que alguns modelos atuais da mat\u00e9ria escura dos enxames gal\u00e1cticos eram capazes de explicar as suas observa\u00e7\u00f5es das supernovas. Isto permitiu-lhes determinar os modelos mais precisos para a localiza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura no enxame de gal\u00e1xias, uma quest\u00e3o que h\u00e1 muito importuna os astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twin-cities.umn.edu\/news-events\/first-its-kind-measurement-universes-expansion-rate-weighs-longstanding-astronomy\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Minnesota (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.port.ac.uk\/news-events-and-blogs\/news\/first-of-its-kind-measurement-of-the-universes-expansion-rate-weighs-in-on-a-longstanding-debate-in-physics-and-astronomy\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Portsmouth (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.abh1322\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2305.06367\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac4ccb\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2305.06377\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hubble-constant-measured-supernova-gravitational-lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2372834-a-distant-supernova-defies-our-understanding-of-the-cosmoss-expansion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/we-saw-this-star-die-5-times-and-it-shows-how-fast-the-universe-is-expanding\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science Alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-05-first-of-its-kind-universe-expansion-longstanding-debate.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/supernova-universe-expansion-hubble-constant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/mirror-image-supernova-yields-surprising-estimate-of-cosmic-growth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Scientific American<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2023\/05\/gravitational-lens-gives-us-a-third-estimate-of-the-universes-expansion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SN Refsdal:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SN_Refsdal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lens\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law#Determining_the_Hubble_constant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gra\u00e7as aos dados de uma supernova, uma equipa liderada por investigadores da Universidade do Minnesota utilizou com sucesso uma t\u00e9cnica in\u00e9dita para medir o ritmo de expans\u00e3o do Universo. 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