{"id":5995,"date":"2023-04-25T06:20:41","date_gmt":"2023-04-25T05:20:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5995"},"modified":"2023-04-25T06:20:41","modified_gmt":"2023-04-25T05:20:41","slug":"um-novo-perigo-estelar-para-planetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/04\/25\/um-novo-perigo-estelar-para-planetas\/","title":{"rendered":"Um novo perigo estelar para planetas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/4snr.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"725\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/wv3cKdox_o-1024x725.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5996\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/wv3cKdox_o-1024x725.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/wv3cKdox_o-300x212.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/wv3cKdox_o-768x544.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/wv3cKdox_o.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de um planeta parecido com a Terra atingido por raios-X altamente energ\u00e9ticos durante d\u00e9cadas, levando a uma extin\u00e7\u00e3o em massa.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/M. Weiss<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>De acordo com um novo estudo utilizando o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA e outros telesc\u00f3pios de raios-X, a explos\u00e3o de uma estrela pode representar mais riscos para os planetas pr\u00f3ximos do que se pensava anteriormente. Esta amea\u00e7a recentemente identificada envolve uma fase de raios-X intensos que podem danificar as atmosferas dos planetas at\u00e9 160 anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Terra n\u00e3o est\u00e1 hoje em perigo de tal amea\u00e7a porque n\u00e3o existem potenciais progenitoras de supernovas dentro desta dist\u00e2ncia, mas pode ter estado exposta a este tipo de raios-X no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes deste estudo, a maioria da investiga\u00e7\u00e3o sobre os efeitos das explos\u00f5es de supernova tinha-se concentrado no perigo de dois per\u00edodos: a radia\u00e7\u00e3o intensa produzida por uma supernova nos dias e meses ap\u00f3s a explos\u00e3o e as part\u00edculas energ\u00e9ticas que chegam centenas a milhares de anos depois.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, mesmo estas amea\u00e7as alarmantes n\u00e3o catalogam completamente os perigos na sequ\u00eancia da explos\u00e3o de uma estrela. Os investigadores descobriram que, entre estes dois perigos previamente identificados, se esconde outro. As consequ\u00eancias das supernovas produzem sempre raios-X, mas se a onda da explos\u00e3o de supernova atingir g\u00e1s circundante e denso, pode produzir uma dose particularmente grande de raios-X que chega meses a anos ap\u00f3s a explos\u00e3o e pode durar d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos neste \u00faltimo estudo baseiam-se em observa\u00e7\u00f5es de raios-X de 31 supernovas e das suas consequ\u00eancias obtidas principalmente com o Chandra, Swift e NuSTAR da NASA, juntamente com o XMM-Newton da ESA. A an\u00e1lise destas observa\u00e7\u00f5es mostra que podem haver consequ\u00eancias letais da intera\u00e7\u00e3o de supernovas com o seu meio envolvente, para planetas localizados at\u00e9 cerca de 160 anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se uma torrente de raios-X varrer um planeta pr\u00f3ximo, a radia\u00e7\u00e3o alteraria severamente a qu\u00edmica atmosf\u00e9rica do planeta&#8221;, disse Ian Brunton da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, EUA, que liderou o estudo. &#8220;Para um planeta semelhante \u00e0 Terra, este processo poderia eliminar uma por\u00e7\u00e3o significativa de ozono, o que em \u00faltima an\u00e1lise protege a vida da perigosa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta da sua estrela hospedeira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Se um planeta com a biologia da Terra fosse atingido por uma cont\u00ednua radia\u00e7\u00e3o altamente energ\u00e9tica de uma supernova pr\u00f3xima, especialmente uma que interagisse fortemente com o seu ambiente, poderia levar ao desaparecimento de uma vasta gama de organismos, especialmente os marinhos na base da cadeia alimentar. Estes efeitos podem ser suficientemente significativos para iniciar um evento de extin\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Terra n\u00e3o se encontra em perigo de um evento como este agora, porque n\u00e3o existem potenciais supernovas dentro da zona de perigo dos raios-X&#8221;, disse o coautor Connor O&#8217;Mahoney, tamb\u00e9m da Universidade de Illinois. &#8220;No entanto, \u00e9 poss\u00edvel que tais eventos tenham desempenhado um papel no passado da Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem fortes ind\u00edcios &#8211; incluindo a dete\u00e7\u00e3o, em diferentes locais do globo, de um tipo radioativo de ferro &#8211; de que ocorreram supernovas perto da Terra h\u00e1 cerca de 2-8 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Os investigadores estimam que estas supernovas se encontravam a cerca de 65 a 500 milh\u00f5es de anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A Terra est\u00e1 na &#8220;Bolha Local&#8221;, uma bolha ainda em expans\u00e3o de g\u00e1s quente e de baixa densidade rodeada por uma concha de g\u00e1s frio que se estende por cerca de 1000 anos-luz. A expans\u00e3o exterior de estrelas perto da superf\u00edcie da &#8220;Bolha Solar&#8221; implica que esta se formou a partir de um surto de forma\u00e7\u00e3o estelar e de supernovas perto do centro da bolha h\u00e1 aproximadamente 14 milh\u00f5es de anos. As enormes estrelas jovens respons\u00e1veis pelas explos\u00f5es de supernovas estavam ent\u00e3o muito mais pr\u00f3ximas do nosso planeta do que essas estrelas est\u00e3o agora, o que colocou a Terra em muito maior risco dessas supernovas no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esta evid\u00eancia n\u00e3o ligue as supernovas a qualquer evento espec\u00edfico de extin\u00e7\u00e3o em massa na Terra, sugere que as explos\u00f5es c\u00f3smicas afetaram o nosso planeta ao longo da sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Terra e o Sistema Solar se encontrem atualmente num espa\u00e7o seguro em termos de potenciais explos\u00f5es de supernova, muitos outros planetas na Via L\u00e1ctea n\u00e3o est\u00e3o. Estes eventos altamente energ\u00e9ticos reduziriam efetivamente as \u00e1reas dentro da nossa Gal\u00e1xia, conhecida como Zona Gal\u00e1ctica Habit\u00e1vel, onde as condi\u00e7\u00f5es seriam prop\u00edcias \u00e0 vida tal como a conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que as observa\u00e7\u00f5es de raios-X das supernovas s\u00e3o escassas, particularmente da variedade que interage fortemente com o seu ambiente, os autores argumentam que as observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento das supernovas, em intera\u00e7\u00e3o durante meses e anos ap\u00f3s a explos\u00e3o, seriam valiosas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 valor em investigar mais a fundo os raios-X das supernovas, n\u00e3o s\u00f3 para compreender o ciclo de vida das estrelas&#8221;, disse o coautor Brian Fields da Universidade de Illinois, &#8220;mas tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es em campos como a astrobiologia, paleontologia e nas ci\u00eancias da Terra e planet\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo cient\u00edfico que descreve este resultado foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de 20 de abril da revista The Astrophysical Journal. Os outros coautores s\u00e3o Adrian Melott da Universidade do Kansas e Brian Thomas da Universidade de Washburn, no mesmo estado norte-americano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quick Look: New Stellar Danger to Planets Identified by NASA&#039;s Chandra\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yDRNfyk2cp8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/images\/new-stellar-danger-to-planets-identified-by-nasas-chandra.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.cfa.harvard.edu\/press\/23_releases\/press_042023.html\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.illinois.edu\/view\/6367\/1671579305\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/acc728\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.11622\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/swift\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NuSTAR:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/nustar\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nustar.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NuSTAR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o de um planeta parecido com a Terra atingido por raios-X altamente energ\u00e9ticos durante d\u00e9cadas, levando a uma extin\u00e7\u00e3o em massa.Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/M. 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