{"id":5986,"date":"2023-04-21T06:19:25","date_gmt":"2023-04-21T05:19:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5986"},"modified":"2023-04-21T06:19:25","modified_gmt":"2023-04-21T05:19:25","slug":"investigadores-descobrem-uma-pequena-galaxia-com-extraordinaria-formacao-estelar-no-universo-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/04\/21\/investigadores-descobrem-uma-pequena-galaxia-com-extraordinaria-formacao-estelar-no-universo-distante\/","title":{"rendered":"Investigadores descobrem uma pequena gal\u00e1xia com extraordin\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o estelar no Universo distante"},"content":{"rendered":"\n<p>Utilizando as primeiras observa\u00e7\u00f5es do seu g\u00e9nero, pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, uma equipa liderada pela Universidade do Minnesota observou mais de 13 mil milh\u00f5es de anos no passado para descobrir uma gal\u00e1xia \u00fanica e min\u00fascula que gerou novas estrelas a um ritmo extremamente elevado para o seu tamanho. A gal\u00e1xia \u00e9 uma das mais pequenas alguma vez descobertas a esta dist\u00e2ncia &#8211; cerca de 500 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang &#8211; e poder\u00e1 ajudar os astr\u00f3nomos a aprender mais sobre as gal\u00e1xias que estavam presentes pouco depois do in\u00edcio do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo cient\u00edfico foi publicado na revista Science. Os investigadores da Universidade do Minnesota foram das primeiras equipas a estudar uma gal\u00e1xia distante utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e as suas descobertas est\u00e3o entre as primeiras publicadas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5987\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/pUEQAgy4_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem da pequena gal\u00e1xia RX J2129-z95 descoberta gra\u00e7as ao JWST, formada apenas 500 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. O seu estudo poder\u00e1 ajudar os astr\u00f3nomos a aprender mais sobre as gal\u00e1xias que existiam pouco depois do Big Bang.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Webb, NASA e CSA, P. Kelly<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O estudo de gal\u00e1xias que estavam presentes quando o Universo era muito mais novo pode ajudar os cientistas a aproximarem-se da resposta a uma enorme quest\u00e3o em astronomia sobre como o Universo se tornou reionizado, mas a observa\u00e7\u00e3o destes corpos distantes pode ser um desafio. Neste caso, os investigadores foram capazes de encontrar e estudar esta pequena gal\u00e1xia devido a um fen\u00f3meno chamado lente gravitacional &#8211; onde a massa, como a de uma gal\u00e1xia ou enxame de gal\u00e1xias, curva e amplia a luz. Um enxame gal\u00e1ctico que atua como lente fez com que esta pequena gal\u00e1xia de fundo aparecesse 20 vezes mais brilhante do que seria se o enxame n\u00e3o estivesse a ampliar a sua luz. Os investigadores utilizaram a espectroscopia para medir a dist\u00e2ncia da gal\u00e1xia, para al\u00e9m das suas propriedades f\u00edsicas e qu\u00edmicas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta gal\u00e1xia est\u00e1 muito al\u00e9m do alcance de todos os telesc\u00f3pios exceto o James Webb e estas primeiras observa\u00e7\u00f5es da distante gal\u00e1xia s\u00e3o espetaculares&#8221;, disse Patrick Kelly, autor s\u00e9nior do artigo e professor assistente na Faculdade de Ci\u00eancias e Engenharia da Universidade do Minnesota. &#8220;Aqui, somos capazes de ver a maior parte do caminho de volta ao Big Bang e nunca olh\u00e1mos, com este n\u00edvel de detalhe, para gal\u00e1xias quando o Universo era t\u00e3o jovem. O volume da gal\u00e1xia \u00e9 aproximadamente um milion\u00e9simo do da Via L\u00e1ctea, mas podemos ver que ainda est\u00e1 a formar o mesmo n\u00famero de estrelas todos os anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb pode recolher cerca de 10 vezes mais luz do que o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e \u00e9 muito mais sens\u00edvel a comprimentos de onda mais longos e avermelhados no espectro infravermelho. Os investigadores disseram que isto permite aos cientistas acederem a uma janela de dados inteiramente nova.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As gal\u00e1xias que existiam quando o Universo estava na sua inf\u00e2ncia s\u00e3o muito diferentes das que vemos agora no Universo pr\u00f3ximo&#8221;, explicou Hayley Williams, primeira autora do artigo cient\u00edfico e estudante de doutoramento no Instituto de Astrof\u00edsica do Minnesota. &#8220;Esta descoberta pode ajudar-nos a aprender mais sobre as caracter\u00edsticas dessas primeiras gal\u00e1xias, como elas diferem das gal\u00e1xias vizinhas e como as gal\u00e1xias mais antigas se formaram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twin-cities.umn.edu\/news-events\/u-m-researchers-discover-tiny-galaxy-big-star-power\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Minnesota (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/astronomers-discover-tiny-galaxy-extraordinary-star-formation-distant-universe\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adf5307\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.15699\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lens\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-ers-programs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas DD-ERS do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/cycle-1-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programas GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Utilizando as primeiras observa\u00e7\u00f5es do seu g\u00e9nero, pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, uma equipa liderada pela Universidade do Minnesota observou mais de 13 mil milh\u00f5es de anos no passado para descobrir uma gal\u00e1xia \u00fanica e min\u00fascula que gerou novas estrelas a um ritmo extremamente elevado para o seu tamanho. 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