{"id":5983,"date":"2023-04-21T06:17:39","date_gmt":"2023-04-21T05:17:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5983"},"modified":"2023-04-21T06:17:40","modified_gmt":"2023-04-21T05:17:40","slug":"as-estrelas-pobres-em-metais-sao-mais-amigas-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/04\/21\/as-estrelas-pobres-em-metais-sao-mais-amigas-da-vida\/","title":{"rendered":"As estrelas pobres em metais s\u00e3o mais &#8220;amigas da vida&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Cientistas dos Institutos Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e para a Qu\u00edmica descobriram que estrelas que cont\u00eam relativamente grandes quantidades de elementos pesados fornecem condi\u00e7\u00f5es menos favor\u00e1veis para o aparecimento de vida complexa do que estrelas pobres em metais. A equipa mostrou como a metalicidade de uma estrela est\u00e1 ligada \u00e0 capacidade dos seus planetas em se rodearem de uma camada protetora de ozono. Crucial para isto \u00e9 a intensidade da luz ultravioleta que a estrela emite para o espa\u00e7o em diferentes comprimentos de onda. O estudo fornece aos cientistas que procuram sistemas estelares habit\u00e1veis, com telesc\u00f3pios espaciais, pistas importantes sobre onde este esfor\u00e7o poderia ser particularmente promissor. Sugere tamb\u00e9m uma conclus\u00e3o surpreendente: \u00e0 medida que o Universo envelhece, torna-se cada vez mais hostil ao aparecimento de vida complexa em novos planetas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/0m2SEa2W_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"755\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/0m2SEa2W_o-1024x755.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5984\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/0m2SEa2W_o-1024x755.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/0m2SEa2W_o-300x221.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/0m2SEa2W_o-768x566.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/0m2SEa2W_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck\/hormesdesign.de\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Na procura por planetas habit\u00e1veis ou at\u00e9 mesmo habitados, em \u00f3rbita de estrelas distantes, os investigadores t\u00eam-se concentrado cada vez mais, nos \u00faltimos anos, nos inv\u00f3lucros de g\u00e1s destes mundos. Ser\u00e1 que os dados observacionais mostram ind\u00edcios de uma atmosfera? Ser\u00e1 que cont\u00eam at\u00e9 gases como o oxig\u00e9nio ou o metano, que na Terra s\u00e3o produzidos quase exclusivamente como produtos metab\u00f3licos de formas de vida? Nos pr\u00f3ximos anos, tais observa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o empurradas para novos limites. O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA permitir\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 caracterizar as atmosferas de gigantes gasosos como os super-Neptunos, mas tamb\u00e9m analisar pela primeira vez os sinais espectrogr\u00e1ficos muito mais fracos das atmosferas de planetas rochosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ajuda de simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas, o estudo atual, que foi publicado na revista Nature Communications, voltou-se agora para o conte\u00fado de ozono das atmosferas exoplanet\u00e1rias. Tal como na Terra, esta mol\u00e9cula composta por tr\u00eas \u00e1tomos de oxig\u00e9nio pode proteger a superf\u00edcie do planeta (e as formas de vida que nele residem) da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) que danifica as c\u00e9lulas. Uma camada protetora de ozono \u00e9 assim um pr\u00e9-requisito importante para o aparecimento de vida complexa. &#8220;Quer\u00edamos compreender as propriedades que uma estrela deve ter para que os seus planetas formem uma camada protetora de ozono&#8221;, Anna Shapiro, cientista do Instituto Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e primeira autora do estudo atual, explica a ideia b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Como muitas vezes na ci\u00eancia, esta ideia foi desencadeada por uma descoberta anterior. H\u00e1 tr\u00eas anos, investigadores liderados pelo Instituto Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar compararam as varia\u00e7\u00f5es de luminosidade do Sol com as centenas de estrelas semelhantes ao Sol. O resultado: a intensidade da luz vis\u00edvel de muitas destas estrelas flutua muito mais fortemente do que no caso do Sol. &#8220;Vimos enormes picos de intensidade&#8221;, diz o Dr. Alexander Shapiro, que esteve envolvido tanto nas an\u00e1lises de h\u00e1 tr\u00eas anos atr\u00e1s como no estudo atual. &#8220;\u00c9, portanto, bem poss\u00edvel que o Sol tamb\u00e9m seja capaz de tais picos de intensidade&#8221;. Nesse caso, tamb\u00e9m a intensidade da luz ultravioleta aumentaria drasticamente&#8221;, acrescenta. &#8220;Por isso, naturalmente, pergunt\u00e1mo-nos o que isto significaria para a vida na Terra e como \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o noutros sistemas estelares&#8221;, diz Sami Solanki, diretor do Instituto Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e coautor de ambos os estudos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel duplo da radia\u00e7\u00e3o UV<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 superf\u00edcie de cerca de metade de todas as estrelas em torno das quais foi demonstrado que os exoplanetas orbitam, as temperaturas variam entre cerca de 5000 e cerca de 6000 graus Celsius. Nos seus c\u00e1lculos, os investigadores voltaram-se, portanto, para este subgrupo. Com uma temperatura de superf\u00edcie de aproximadamente 5500\u00ba C, o Sol \u00e9 tamb\u00e9m uma delas. &#8220;Na qu\u00edmica atmosf\u00e9rica da Terra, a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do Sol desempenha um papel duplo&#8221;, explica a Dra. Anna Shapiro, cuja investiga\u00e7\u00e3o passada se centrou na influ\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o solar na atmosfera da Terra. Nas rea\u00e7\u00f5es com \u00e1tomos individuais de oxig\u00e9nio e mol\u00e9culas de oxig\u00e9nio, o ozono pode tanto ser criado como destru\u00eddo. Enquanto a radia\u00e7\u00e3o UVB destr\u00f3i o ozono, a radia\u00e7\u00e3o UVC ajuda a criar ozono protetor na atmosfera m\u00e9dia. \u201cEra, portanto, razo\u00e1vel assumir que a luz ultravioleta pode ter uma influ\u00eancia igualmente complexa nas atmosferas dos exoplanetas&#8221;, acrescenta a astr\u00f3noma. Os comprimentos de onda precisos s\u00e3o cruciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores calcularam assim exatamente quais os comprimentos de onda que comp\u00f5em a luz ultravioleta emitida pelas estrelas. Pela primeira vez, consideraram tamb\u00e9m a influ\u00eancia da metalicidade. Esta propriedade descreve a propor\u00e7\u00e3o entre o hidrog\u00e9nio e os elementos mais pesados (simplista e de certa forma enganadoramente chamados &#8220;metais&#8221; pelos astrof\u00edsicos) no material de constru\u00e7\u00e3o da estrela. No caso do Sol, existem mais de 31.000 \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio por cada \u00e1tomo de ferro. O estudo tamb\u00e9m considerou estrelas com menor e maior teor de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Intera\u00e7\u00f5es simuladas da radia\u00e7\u00e3o UV com gases<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Numa segunda fase, a equipa investigou como a radia\u00e7\u00e3o UV calculada afetaria as atmosferas dos planetas em \u00f3rbita destas estrelas e a uma dist\u00e2ncia amiga da vida. As dist\u00e2ncias favor\u00e1veis \u00e0 vida s\u00e3o aquelas que permitem temperaturas moderadas &#8211; nem demasiado quentes nem demasiado frias para a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida &#8211; \u00e0 superf\u00edcie do planeta. Para tais mundos, a equipa simulou no computador exatamente que processos a luz UV, caracter\u00edstica da estrela-m\u00e3e, p\u00f5e em andamento na atmosfera do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para calcular a composi\u00e7\u00e3o das atmosferas planet\u00e1rias os investigadores utilizaram um modelo qu\u00edmico-clim\u00e1tico que simula os processos que controlam o oxig\u00e9nio, o ozono e muitos outros gases e as suas intera\u00e7\u00f5es com a luz ultravioleta das estrelas, com uma resolu\u00e7\u00e3o espectral muito alta. Este modelo permitiu a investiga\u00e7\u00e3o de uma grande variedade de condi\u00e7\u00f5es em exoplanetas e a compara\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria da atmosfera terrestre nos \u00faltimos quinhentos milh\u00f5es de anos. Durante este per\u00edodo, foram estabelecidos o elevado teor de oxig\u00e9nio atmosf\u00e9rico e a camada de ozono, que permitiram a evolu\u00e7\u00e3o da vida em terra. &#8220;\u00c9 vi\u00e1vel que a hist\u00f3ria da Terra e da sua atmosfera contenha pistas sobre a evolu\u00e7\u00e3o da vida que podem tamb\u00e9m aplicar-se aos exoplanetas&#8221;, disse Jos Lelieveld, Diretor Geral do Instituto Max Planck para a Qu\u00edmica, que esteve envolvido neste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Candidatos promissores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados das simula\u00e7\u00f5es foram surpreendentes para os cientistas. No geral, as estrelas pobres em metais emitem mais radia\u00e7\u00e3o UV do que as suas hom\u00f3logas ricas em metais. Mas o r\u00e1cio entre a radia\u00e7\u00e3o UVC, gerada de ozono, e a radia\u00e7\u00e3o UVB, destruidora de ozono, tamb\u00e9m depende criticamente da metalicidade: nas estrelas pobres em metais, a radia\u00e7\u00e3o UVC predomina, permitindo a forma\u00e7\u00e3o de uma camada densa de ozono. Para estrelas ricas em metais, com a sua radia\u00e7\u00e3o UVB predominante, este inv\u00f3lucro protetor \u00e9 muito mais esparso. &#8220;Ao contr\u00e1rio das expetativas, as estrelas pobres em metais devem assim proporcionar condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis ao aparecimento da vida&#8221;, conclui Anna Shapiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta descoberta poder\u00e1 ser \u00fatil para futuras miss\u00f5es espaciais, tais como a miss\u00e3o PLATO (PLAnetary Transits and Oscillations of stars) da ESA, que ir\u00e1 examinar uma vasta gama de estrelas em busca de sinais de exoplanetas habit\u00e1veis. Com 26 telesc\u00f3pios a bordo, a sonda ser\u00e1 lan\u00e7ada para o espa\u00e7o em 2026 e concentrar\u00e1 a sua aten\u00e7\u00e3o principalmente em planetas semelhantes \u00e0 Terra que orbitam estrelas semelhantes ao Sol a dist\u00e2ncias favor\u00e1veis \u00e0 vida. O centro de dados da miss\u00e3o est\u00e1 atualmente a ser criado no Instituto Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. &#8220;O nosso estudo atual d\u00e1-nos pistas valiosas sobre quais as estrelas a que sonda Plato deve prestar especial aten\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Laurent Gizon, Diretor Geral do Instituto e coautor do estudo atual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o paradoxal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo permite uma conclus\u00e3o quase paradoxal: \u00e0 medida que o Universo envelhece, \u00e9 prov\u00e1vel que se torne cada vez mais hostil \u00e0 vida. Os metais e outros elementos pesados s\u00e3o formados dentro das estrelas no final da sua vida de v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos e &#8211; dependendo da massa da estrela &#8211; s\u00e3o libertados para o espa\u00e7o como vento estelar ou numa explos\u00e3o de supernova: o material de constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de estrelas. &#8220;Cada estrela rec\u00e9m-formada tem, portanto, mais material de constru\u00e7\u00e3o rico em metais do que as suas antecessoras. As estrelas no Universo est\u00e3o a tornar-se mais ricas em metais com cada gera\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Anna Shapiro. De acordo com o novo estudo, a probabilidade de os sistemas estelares produzirem vida tamb\u00e9m diminui \u00e0 medida que o Universo envelhece. No entanto, a procura por vida n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. Afinal de contas, muitas estrelas hospedeiras de exoplanetas t\u00eam uma idade semelhante \u00e0 do Sol. E esta estrela \u00e9, de facto, conhecida por abrigar formas de vida complexas e interessantes em pelo menos um dos seus planetas.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/20175255\/metal-poor-star-life-friendly?c=2249\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-023-37195-4\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Metalicidade:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Metallicity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Camada de ozono:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ozone_layer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ozono:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ozone\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Radia\u00e7\u00e3o ultravioleta:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ultraviolet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PLATO:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Plato_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PLATO_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas dos Institutos Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e para a Qu\u00edmica descobriram que estrelas que cont\u00eam relativamente grandes quantidades de elementos pesados fornecem condi\u00e7\u00f5es menos favor\u00e1veis para o aparecimento de vida complexa do que estrelas pobres em metais. 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