{"id":5908,"date":"2023-03-24T07:19:16","date_gmt":"2023-03-24T06:19:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5908"},"modified":"2023-03-24T07:19:17","modified_gmt":"2023-03-24T06:19:17","slug":"primeiros-resultados-do-vlt-do-rescaldo-do-impacto-da-sonda-dart-com-dimorphos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/03\/24\/primeiros-resultados-do-vlt-do-rescaldo-do-impacto-da-sonda-dart-com-dimorphos\/","title":{"rendered":"<strong>Primeiros resultados do VLT do rescaldo do impacto da sonda DART com Dimorphos<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, duas equipas de astr\u00f3nomos observaram o resultado da colis\u00e3o entre a sonda DART (Double Asteroid Redirection Test) da NASA e o asteroide Dimorphos. O impacto controlado foi um teste de defesa planet\u00e1ria, mas constituiu igualmente uma oportunidade \u00fanica para aprender mais sobre a composi\u00e7\u00e3o deste asteroide a partir do material expelido.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 26 de setembro de 2022, a sonda DART colidiu com o asteroide Dimorphos num teste controlado das nossas capacidades de deflex\u00e3o de asteroides. O impacto ocorreu a 11 milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia da Terra, ou seja, suficientemente perto para que pudesse ser observado com detalhe por muitos telesc\u00f3pios. Os quatro telesc\u00f3pios de 8,2 metros do VLT do ESO, no Chile, observaram o rescaldo do impacto e os primeiros resultados destas observa\u00e7\u00f5es foram agora publicados em dois artigos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2303a.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/c2dImoZ.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta s\u00e9rie de imagens, obtidas com o instrumento MUSE montado no VLT do ESO, mostra a evolu\u00e7\u00e3o da nuvem de detritos que foi ejetada quando a sonda DART da NASA colidiu com o asteroide Dimorphos. A primeira imagem foi obtida no dia 26 de setembro de 2022, mesmo antes do impacto, e a \u00faltima foi tirada quase um m\u00eas depois, a 25 de outubro. Durante este per\u00edodo, desenvolveram-se v\u00e1rias estruturas: nodos, espirais e uma longa cauda empurrada para longe pela radia\u00e7\u00e3o solar. A seta branca que se v\u00ea em todas as imagens marca a dire\u00e7\u00e3o do Sol. Dimorphos encontra-se em \u00f3rbita de um asteroide maior chamado Didymos. A barra branca horizontal corresponde a 500 km, mas os asteroides apenas se encontram afastados de 1 km entre si, por isso n\u00e3o os conseguimos distinguir separadamente nestas imagens. As riscas que vemos ao fundo das imagens devem-se ao movimento aparente das estrelas de fundo durante as observa\u00e7\u00f5es, quando o telesc\u00f3pio seguia o par de asteroides.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Opitom et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;Os asteroides s\u00e3o rel\u00edquias bastante inalteradas do material que formou os planetas e as luas do nosso Sistema Solar,&#8221; disse Brian Murphy, estudante de doutoramento na Universidade de Edimburgo, Reino Unido, coautor de um dos estudos agora publicados. O estudo da nuvem de material ejetado ap\u00f3s o impacto da DART pode, por isso, ajudar-nos a compreender melhor a forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar. &#8220;Os impactos entre asteroides ocorrem naturalmente, no entanto nunca sabemos quando v\u00e3o ocorrer,&#8221; explica Cyrielle Opitom, astr\u00f3noma na Universidade de Edimburgo e autora principal de um dos artigos. &#8220;A sonda DART deu-nos realmente uma excelente oportunidade para estudar um impacto controlado, quase como se este tivesse ocorrido num laborat\u00f3rio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Evolution of the cloud of debris around Dimorphos and Didymos after the DART impact\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yIiheUdnUX4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Opitom e a sua equipa seguiram a evolu\u00e7\u00e3o da nuvem de detritos durante um m\u00eas, fazendo uso do instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT. Os investigadores descobriram que a nuvem ejetada era mais azul do que o pr\u00f3prio asteroide antes do impacto, o que indica que a nuvem poderia ser constitu\u00edda por part\u00edculas muito pequenas. Nas horas e dias que se seguiram ao impacto, foram-se desenvolvendo outras estruturas: nodos, espirais e uma longa cauda empurrada para longe pela radia\u00e7\u00e3o solar. As espirais e a cauda eram mais vermelhas que a nuvem original e, por isso, seriam provavelmente compostas por part\u00edculas maiores.<\/p>\n\n\n\n<p>O MUSE permitiu que a equipa de Opitom separasse a luz emitida pela nuvem num padr\u00e3o do tipo do arco-\u00edris e procurasse as impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas dos diferentes gases. Em particular, os cientistas procuraram as assinaturas de oxig\u00e9nio e de \u00e1gua com origem no gelo exposto pelo impacto. No entanto, n\u00e3o encontraram nada. &#8220;N\u00e3o se espera que os asteroides contenham quantidades significativas de gelo, por isso detetar algum tra\u00e7o de \u00e1gua teria sido uma verdadeira surpresa,&#8221; explica Opitom. A equipa procurou tamb\u00e9m tra\u00e7os do combust\u00edvel da sonda DART e tamb\u00e9m n\u00e3o encontrou nenhum. &#8220;Sab\u00edamos que era muito dif\u00edcil,&#8221; diz a investigadora, &#8220;uma vez que a quantidade de combust\u00edvel que restaria nos tanques do sistema de propuls\u00e3o n\u00e3o deveria ser muita. Adicionalmente, parte dele ter-se-ia deslocado para demasiado longe para que pudesse ser detetado pelo MUSE na altura em que come\u00e7\u00e1mos a observar.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2303b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"415\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/cpHV5je.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5909\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/cpHV5je.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/cpHV5je-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem art\u00edstica mostra a eje\u00e7\u00e3o de uma nuvem de detritos ap\u00f3s a colis\u00e3o da sonda DART da NASA com o asteroide Dimorphos. Esta imagem foi criada a partir de fotografias tiradas de perto pela c\u00e2mara DRACO montada na DART, mesmo antes do impacto. A sonda DART colidiu com Dimorphos a uma velocidade de mais de 6 km por segundo (cerca de 22.000 km\/hora). Ap\u00f3s o impacto, v\u00e1rios telesc\u00f3pios observaram a evolu\u00e7\u00e3o da nuvem de detritos, incluindo o VLT do ESO.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Outra equipa, liderada por Stefano Bagnulo, astr\u00f3nomo no Observat\u00f3rio e Planet\u00e1rio de Armagh, Reino Unido, estudou como \u00e9 que o impacto da DART alterou a superf\u00edcie do asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando observamos objetos do Sistema Solar, estamos a observar a luz solar que \u00e9 dispersada pelas suas superf\u00edcies ou pelas suas atmosferas e que se encontra parcialmente polarizada,&#8221; explica Bagnulo. Isto significa que as ondas de luz oscilam ao longo de uma dire\u00e7\u00e3o privilegiada e n\u00e3o aleat\u00f3ria. &#8220;Ao seguirmos como \u00e9 que a polariza\u00e7\u00e3o varia com a orienta\u00e7\u00e3o do asteroide relativamente a n\u00f3s e ao Sol, podemos revelar a estrutura e a composi\u00e7\u00e3o da sua superf\u00edcie.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Bagnulo e colegas usaram o instrumento FORS2 (FOcal Reducer\/low dispersion Spectrograph 2), montado no VLT, para monitorizar o asteroide e descobriram que o n\u00edvel de polariza\u00e7\u00e3o diminuiu de repente ap\u00f3s o impacto. Ao mesmo tempo, o brilho total do sistema aumentou. Uma explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que o impacto ter\u00e1 exposto material mais pr\u00edstino existente no interior do asteroide. &#8220;Talvez o material escavado pelo impacto seja intrinsecamente mais brilhante e menos polarizante que o material que se encontra \u00e0 sua superf\u00edcie, uma vez que nunca esteve exposto ao vento e \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solares,&#8221; disse Bagnulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra possibilidade \u00e9 que o impacto ter\u00e1 destru\u00eddo part\u00edculas na superf\u00edcie do asteroide, ejetando assim part\u00edculas mais pequenas na nuvem de detritos. &#8220;Sabemos que, sob certas condi\u00e7\u00f5es, os fragmentos mais pequenos s\u00e3o mais eficientes a refletir a luz e menos eficientes a polariz\u00e1-la,&#8221; explica Zuri Gray, estudante de doutoramento na Universidade e Planet\u00e1rio de Armagh.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos levados a cabo pelas equipas lideradas por Bagnulo e Opitom mostram bem o potencial do VLT quando os seus diferentes instrumentos trabalham em conjunto. Na realidade, para al\u00e9m do MUSE e do FORS2, o resultado do impacto foi ainda observado com dois outros instrumentos do VLT, estando esses dados a ser analisados. &#8220;Este trabalho tirou partido de uma oportunidade \u00fanica, o envio de uma sonda da NASA que chocou com um asteroide,&#8221; conclui Opitom, &#8220;e, por isso, n\u00e3o pode ser repetida por nenhuma infraestrutura futura. Este facto torna os dados obtidos com o VLT na altura e no seguimento do impacto extremamente preciosos no que concerne a uma melhor compreens\u00e3o da natureza dos asteroides.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How did the polarisation of light change after the DART spacecraft collided with Dimorphos?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5kO-DiVxzbk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2303\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/acb261\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico &#8211; Bagnulo et al. (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2303\/eso2303a.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico &#8211; Bagnulo et al. (PDF)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2023\/03\/aa45960-23\/aa45960-23.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico &#8211; Opitom et al. (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2303\/eso2303b.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico &#8211; Opitom et al. (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/983113\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/dart-mission-asteroid-dimorphos-no-water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2023\/03\/230321112605.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-03-astronomers-results-eso-telescopes-aftermath.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2023\/03\/mapping-the-aftermath-of-darts-asteroid-encounter-with-the-very-large-telescope\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/dart-asteroid-space-dust\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/dart-asteroid-aftermath-very-large-telescope-nasa-1850247096\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2023\/03\/21\/world\/dart-asteroid-impact-images-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/noticias\/ciencia\/artigos\/revelados-novos-dados-sobre-impacto-da-sonda-dart-da-nasa-com-asteroide\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Didymos e Dimorphos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/65803_Didymos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Didymos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dimorphos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dimorphos (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DART (Double Asteroid Redirection Test):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/specials\/pdco\/index.html#dart\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Double_Asteroid_Redirection_Test\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/AsteroidWatch\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/NASA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, duas equipas de astr\u00f3nomos observaram o resultado da colis\u00e3o entre a sonda DART (Double Asteroid Redirection Test) da NASA e o asteroide Dimorphos. 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