{"id":5902,"date":"2023-03-21T07:18:31","date_gmt":"2023-03-21T06:18:31","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5902"},"modified":"2023-03-21T07:18:31","modified_gmt":"2023-03-21T06:18:31","slug":"estudo-exclui-meteoritos-derretidos-como-fonte-da-agua-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/03\/21\/estudo-exclui-meteoritos-derretidos-como-fonte-da-agua-da-terra\/","title":{"rendered":"<strong>Estudo exclui meteoritos derretidos como fonte da \u00e1gua da Terra<\/strong>"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"614\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-1024x614.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5903\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-300x180.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-768x461.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-1536x922.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/f3SHV7Dw_o-2048x1229.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A linha branca tracejada nesta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a fronteira entre o Sistema Solar interior e o Sistema Solar exterior, com a cintura de asteroides posicionada aproximadamente entre Marte e J\u00fapiter. Uma bolha perto do topo da imagem mostra mol\u00e9culas de \u00e1gua presas a um fragmento rochoso, demonstrando o tipo de objeto que poderia ter transportado \u00e1gua para a Terra.<br>Cr\u00e9dito: Jack Cook\/Instituto Oceanogr\u00e1fico de Woods Hole<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A \u00e1gua cobre 71% da superf\u00edcie da Terra, mas ningu\u00e9m sabe como ou quando quantidades t\u00e3o gigantescas desta subst\u00e2ncia chegaram ao nosso planeta em primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo estudo publicado na revista Nature aproxima os cientistas da resposta a essa pergunta. Liderados por Megan Newcombe, professora assistente de Geologia na Universidade de Maryland, EUA, os investigadores analisaram meteoritos derretidos que flutuavam no espa\u00e7o desde que o Sistema Solar se formou h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Descobriram que estes meteoritos tinham um conte\u00fado de \u00e1gua extremamente baixo &#8211; de facto, estavam entre os materiais extraterrestres mais secos alguma vez medidos, levando os investigadores a exclu\u00ed-los como a principal fonte de \u00e1gua da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quer\u00edamos compreender como o nosso planeta conseguiu obter \u00e1gua, porque n\u00e3o \u00e9 completamente \u00f3bvio&#8221;, disse Newcombe. &#8220;A obten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e ter oceanos \u00e0 superf\u00edcie de um planeta pequeno e relativamente pr\u00f3ximo do Sol \u00e9 um desafio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de investigadores analisou sete meteoritos derretidos, ou acondritos, que colidiram com a Terra milhares de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a fragmenta\u00e7\u00e3o de pelo menos cinco planetesimais &#8211; objetos que colidiram para formar os planetas no nosso Sistema Solar. Num processo conhecido como derretimento, muitos destes planetesimais foram aquecidos pela decomposi\u00e7\u00e3o de elementos radioativos na hist\u00f3ria inicial do Sistema Solar, causando a sua separa\u00e7\u00e3o em camadas com uma crosta, manto e n\u00facleo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s analisar as amostras de meteoritos acondritos, os investigadores descobriram que a \u00e1gua compreendia menos de dois milion\u00e9simos da sua massa. Em compara\u00e7\u00e3o, os meteoritos mais molhados &#8211; um grupo chamado condritos carbon\u00e1ceos &#8211; cont\u00eam at\u00e9 cerca de 20% de \u00e1gua, em massa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto significa que o aquecimento e o derretimento dos planetesimais leva a uma perda quase total de \u00e1gua, independentemente da origem destes planetesimais no Sistema Solar e da quantidade de \u00e1gua com que come\u00e7aram. Newcombe e os seus coautores descobriram que, ao contr\u00e1rio da cren\u00e7a popular, nem todos os objetos do Sistema Solar exterior s\u00e3o ricos em \u00e1gua. Isto levou-os a concluir que a \u00e1gua foi provavelmente entregue \u00e0 Terra atrav\u00e9s de meteoritos n\u00e3o derretidos, ou condritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Newcombe disse que as suas descobertas t\u00eam aplica\u00e7\u00e3o para l\u00e1 da geologia. Cientistas de muitas disciplinas &#8211; e especialmente investigadores exoplanet\u00e1rios &#8211; est\u00e3o interessados na origem da \u00e1gua da Terra devido \u00e0s suas profundas liga\u00e7\u00f5es com a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A \u00e1gua \u00e9 considerada como um ingrediente para que a vida possa florescer, por isso, ao olharmos para o Universo e ao encontrarmos todos estes exoplanetas, estamos a come\u00e7ar a descobrir quais desses sistemas planet\u00e1rios podem, potencialmente, hospedar vida&#8221;, disse Newcombe.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/today.umd.edu\/briefs\/umd-study-rules-out-melted-meteorites-as-source-of-earths-water\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-023-05721-5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00c1gua da Terra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Origin_of_water_on_Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Origem da \u00e1gua da Terra (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meteoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Achondrite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acondritos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chondrite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Condritos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Carbonaceous_chondrite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Condritos carbon\u00e1ceos (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A linha branca tracejada nesta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a fronteira entre o Sistema Solar interior e o Sistema Solar exterior, com a cintura de asteroides posicionada aproximadamente entre Marte e J\u00fapiter. 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