{"id":5896,"date":"2023-03-21T07:15:11","date_gmt":"2023-03-21T06:15:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5896"},"modified":"2023-03-21T07:15:11","modified_gmt":"2023-03-21T06:15:11","slug":"os-cientistas-tem-uma-nova-ferramenta-para-estimar-a-quantidade-de-agua-que-pode-estar-escondida-sob-a-superficie-de-um-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/03\/21\/os-cientistas-tem-uma-nova-ferramenta-para-estimar-a-quantidade-de-agua-que-pode-estar-escondida-sob-a-superficie-de-um-planeta\/","title":{"rendered":"<strong>Os cientistas t\u00eam uma nova ferramenta para estimar a quantidade de \u00e1gua que pode estar escondida sob a superf\u00edcie de um planeta<\/strong>"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5897\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/04hFNeP7_o.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mundos de \u00e1gua. Da esquerda para a direita: Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-452b, Kepler-62f e Kepler-186f. O mais \u00e0 direita \u00e9, claro, o nosso planeta Terra.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Ames\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na procura por vida noutras partes do Universo, os cientistas tradicionalmente procuram planetas com \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie. Mas, em vez de fluir como oceanos e rios, grande parte da \u00e1gua de um planeta pode estar &#8220;trancada&#8221; em rochas nas profundezas do seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas da Universidade de Cambridge t\u00eam agora uma forma de estimar a quantidade de \u00e1gua que um planeta rochoso pode armazenar nos seus reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos. Pensa-se que esta \u00e1gua, que est\u00e1 fechada na estrutura de minerais, pode ajudar um planeta a recuperar do seu infernal nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores desenvolveram um modelo que pode prever a propor\u00e7\u00e3o de minerais ricos em \u00e1gua dentro de um planeta. Estes minerais atuam como uma esponja, absorvendo \u00e1gua que mais tarde pode regressar \u00e0 superf\u00edcie e reabastecer os oceanos. Os seus resultados podem ajudar-nos a compreender como os planetas podem tornar-se habit\u00e1veis ap\u00f3s o calor e a radia\u00e7\u00e3o intensa dos seus primeiros anos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas que orbitam estrelas an\u00e3s vermelhas do tipo M &#8211; o tipo estelar mais comum na Via L\u00e1ctea &#8211; s\u00e3o considerados dos melhores locais para procurar vida extraterrestre. Mas estas estrelas t\u00eam anos de adolesc\u00eancia particularmente tempestuosos &#8211; libertando intensos surtos de radia\u00e7\u00e3o que atingem os planetas pr\u00f3ximos e &#8220;cozem&#8221; a sua \u00e1gua superficial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fase de adolesc\u00eancia do nosso Sol foi relativamente curta, mas as estrelas an\u00e3s vermelhas passam muito mais tempo neste angustioso per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. Como resultado, os planetas sob a sua asa sofrem um grande efeito de estufa, onde o seu clima \u00e9 lan\u00e7ado para o caos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quer\u00edamos investigar se estes planetas, ap\u00f3s tempos intensos, podiam reabilitar-se e passar a acolher \u00e1gua superficial&#8221;, disse a autora principal do estudo, Claire Guimond, estudante de doutoramento no Departamento de Ci\u00eancias da Terra de Cambridge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, mostra que a \u00e1gua interior pode ser uma forma vi\u00e1vel de reabastecer a \u00e1gua l\u00edquida da superf\u00edcie quando a estrela hospedeira tiver amadurecido e ficado mais calma. Esta \u00e1gua teria provavelmente sido movimentada por vulc\u00f5es e gradualmente libertada como vapor para a atmosfera, juntamente com outros elementos geradores de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O seu novo modelo permite-lhes calcular a capacidade de \u00e1gua interior de um planeta com base no seu tamanho e na qu\u00edmica da sua estrela hospedeira. &#8220;O modelo d\u00e1-nos um limite superior da quantidade de \u00e1gua que um planeta poderia transportar nas suas profundezas, com base nestes minerais e na sua capacidade de captar \u00e1gua para a sua estrutura&#8221;, disse Guimond.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores descobriram que o tamanho de um planeta desempenha um papel fundamental na decis\u00e3o da quantidade de \u00e1gua que pode conter. Isto porque o tamanho de um planeta determina a propor\u00e7\u00e3o de minerais [que transportam \u00e1gua] de que \u00e9 feito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte da \u00e1gua interior de um planeta est\u00e1 contida dentro de uma camada rochosa conhecida como manto superior &#8211; que se encontra diretamente abaixo da crosta. Aqui, as condi\u00e7\u00f5es de press\u00e3o e temperatura s\u00e3o ideais para a forma\u00e7\u00e3o de minerais azul-esverdeados chamados wadsleyite e ringwoodite, que podem absorver \u00e1gua. Esta camada rochosa tamb\u00e9m est\u00e1 ao alcance dos vulc\u00f5es, o que poderia trazer \u00e1gua de volta para a superf\u00edcie atrav\u00e9s de erup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova investiga\u00e7\u00e3o mostrou que os planetas maiores &#8211; cerca de duas a tr\u00eas vezes o tamanho da Terra &#8211; t\u00eam tipicamente mantos rochosos mais secos porque o manto superior rico em \u00e1gua constitui uma propor\u00e7\u00e3o menor da sua massa total.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados podem fornecer aos cientistas diretrizes para ajudar na sua busca por exoplanetas que possam acolher vida. &#8220;Isto pode ajudar a refinar a nossa triagem de quais planetas estudar primeiro&#8221;, disse Oliver Shorttle, associado ao Departamento de Ci\u00eancias da Terra e ao Instituto de Astronomia, ambos em Cambridge. &#8220;Quando estamos \u00e0 procura dos planetas que melhor abriguem \u00e1gua, provavelmente n\u00e3o queremos um significativamente mais massivo ou extremamente mais pequeno do que a Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados podem tamb\u00e9m contribuir para a nossa compreens\u00e3o de como os planetas, incluindo &#8220;os mais pr\u00f3ximos de casa&#8221;, como V\u00e9nus, podem passar de paisagens infernais est\u00e9reis para um &#8220;berlinde azul&#8221;. As temperaturas \u00e0 superf\u00edcie de V\u00e9nus, que tem tamanho e composi\u00e7\u00e3o semelhantes \u00e0 Terra, rondam os 450\u00ba C e a sua espessa atmosfera \u00e9 composta por di\u00f3xido de carbono e azoto. Ainda n\u00e3o sabemos se V\u00e9nus hospedou \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 sua superf\u00edcie h\u00e1 4 mil milh\u00f5es de anos. &#8220;Se for esse o caso, ent\u00e3o V\u00e9nus deve ter encontrado uma forma de se arrefecer e recuperar a \u00e1gua superficial depois de ter nascido em torno de um Sol ardente&#8221;, disse Shorttle. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel que tenha recorrido \u00e0 sua \u00e1gua interior para o fazer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/scientists-have-new-tool-to-estimate-how-much-water-might-be-hidden-beneath-a-planets-surface\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/advance-article-abstract\/doi\/10.1093\/mnras\/stad148\/6994544?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2207.00014\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mundos de \u00e1gua. 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