{"id":5837,"date":"2023-02-24T07:23:58","date_gmt":"2023-02-24T06:23:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5837"},"modified":"2023-02-24T07:23:59","modified_gmt":"2023-02-24T06:23:59","slug":"chandra-descobre-buracos-negros-gigantes-em-rotas-de-colisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/02\/24\/chandra-descobre-buracos-negros-gigantes-em-rotas-de-colisao\/","title":{"rendered":"<strong>Chandra descobre buracos negros gigantes em rotas de colis\u00e3o<\/strong>"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/bh_pairs.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"540\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/HviBBQAg_o-1024x540.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5838\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/HviBBQAg_o-1024x540.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/HviBBQAg_o-300x158.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/HviBBQAg_o-768x405.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/HviBBQAg_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foram encontradas evid\u00eancias de dois pares de buracos negros supermassivos em gal\u00e1xias an\u00e3s em rotas de colis\u00e3o com Chandra. Os dois pares s\u00e3o vistos em raios-X pelo Chandra e no vis\u00edvel pelo telesc\u00f3pio CFHT. A fus\u00e3o \u00e0 esquerda encontra-se numa fase tardia e foi-lhe atribu\u00eddo o nome \u00fanico de Mirabilis. A outra fus\u00e3o est\u00e1 na fase inicial e as duas gal\u00e1xias an\u00e3s chamam-se Elstir (em baixo) e Vinteuil (em cima). Os astr\u00f3nomos pensam que as gal\u00e1xias an\u00e3s &#8211; aquelas cerca de 20 vezes menos massivas do que a Via L\u00e1ctea &#8211; crescem atrav\u00e9s de fus\u00f5es com outras. Este \u00e9 um processo importante para o crescimento das gal\u00e1xias no in\u00edcio do Universo e esta descoberta fornece exemplos para os cientistas estudarem em maior detalhe.<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/Universidade do Alabama\/M. Micic et al.; \u00f3tico &#8211; Observat\u00f3rio Internacional Gemini\/NOIRLab\/NSF\/AURA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos descobriram as primeiras evid\u00eancias de buracos negros gigantes em gal\u00e1xias an\u00e3s em rotas de colis\u00e3o. Este resultado do Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA tem ramifica\u00e7\u00f5es importantes para compreender como a primeira vaga de buracos negros e gal\u00e1xias cresceram no Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>As colis\u00f5es entre pares de gal\u00e1xias an\u00e3s identificadas num novo estudo puxaram g\u00e1s para os buracos negros gigantes que cada uma cont\u00e9m, provocando o seu crescimento. Eventualmente, a prov\u00e1vel colis\u00e3o dos buracos negros ir\u00e1 lev\u00e1-los a fundir-se em buracos negros muito maiores. Os pares de gal\u00e1xias fundir-se-\u00e3o tamb\u00e9m numa s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas pensam que o Universo teve imensas gal\u00e1xias pequenas, conhecidas como &#8220;gal\u00e1xias an\u00e3s&#8221;, v\u00e1rias centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A maior parte fundiu-se com outras no Universo primitivo, de volume mais pequeno e apinhado, pondo em movimento a constru\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias cada vez maiores, agora vistas no Universo pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por defini\u00e7\u00e3o, as gal\u00e1xias an\u00e3s cont\u00eam estrelas com uma massa total inferior a cerca de 3 mil milh\u00f5es de vezes a do Sol, em compara\u00e7\u00e3o com a massa total de cerca de 60 mil milh\u00f5es de s\u00f3is estimada para a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras gal\u00e1xias an\u00e3s s\u00e3o imposs\u00edveis de observar com a tecnologia atual porque s\u00e3o extremamente fracas a dist\u00e2ncias t\u00e3o grandes. Os astr\u00f3nomos foram capazes de observar duas no processo de fus\u00e3o a dist\u00e2ncias muito menores da Terra, mas sem sinais de buracos negros em ambas as gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os astr\u00f3nomos encontraram muitos exemplos de buracos negros em rotas de colis\u00e3o em gal\u00e1xias grandes que est\u00e3o relativamente perto&#8221;, disse Marko Micic da Universidade do Alabama em Tuscaloosa, EUA, que liderou o estudo. &#8220;Mas as buscas por buracos negros em gal\u00e1xias an\u00e3s s\u00e3o muito mais desafiantes e at\u00e9 agora tinham falhado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo estudo superou estes desafios implementando um levantamento sistem\u00e1tico de observa\u00e7\u00f5es de raios-X pelo Chandra e comparando-as com dados infravermelhos do WISE (Wide Infrared Survey Explorer) da NASA e dados \u00f3ticos do CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope).<\/p>\n\n\n\n<p>O Chandra foi especialmente valioso para este estudo porque o material que envolve os buracos negros pode ser aquecido a milh\u00f5es de graus, produzindo grandes quantidades de raios-X. A equipa procurou pares de fontes de raios-X brilhantes em gal\u00e1xias an\u00e3s em colis\u00e3o como evid\u00eancias de dois buracos negros, e descobriu dois exemplos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Identific\u00e1mos os primeiros dois pares diferentes de buracos negros em gal\u00e1xias an\u00e3s em rotas de colis\u00e3o&#8221;, disse a coautora Olivia Holmes, tamb\u00e9m da Universidade do Alabama em Tuscaloosa. &#8220;Utilizando estes sistemas como an\u00e1logos para os do Universo primitivo, podemos aprofundar quest\u00f5es sobre as primeiras gal\u00e1xias, os seus buracos negros e a forma\u00e7\u00e3o estelar que as colis\u00f5es provocaram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Um par encontra-se no enxame de gal\u00e1xias Abell 133, localizado a 760 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. O outro est\u00e1 no enxame gal\u00e1ctico Abell 1758S, a mais ou menos 3,2 mil milh\u00f5es de anos-luz. Ambos os pares mostram estruturas que s\u00e3o sinais caracter\u00edsticos de colis\u00f5es gal\u00e1cticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O par em Abell 133 parece estar nas fases finais de uma fus\u00e3o entre as duas gal\u00e1xias an\u00e3s e mostra uma longa cauda provocada pelos efeitos de mar\u00e9 da colis\u00e3o. Os autores do novo estudo apelidaram-no de &#8220;Mirabilis&#8221; em honra a uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada de beija-flor conhecida por ter caudas excecionalmente longas. Foi escolhido apenas um nome porque a fus\u00e3o das duas gal\u00e1xias, numa s\u00f3, est\u00e1 quase completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Abell 1758S, os investigadores apelidaram as gal\u00e1xias an\u00e3s de &#8220;Elstir&#8221; e &#8220;Vinteuil&#8221;, em honra aos artistas fict\u00edcios do romance &#8220;Em Busca do Tempo Perdido&#8221; de Marcel Proust. Os investigadores pensam que estas duas foram apanhadas nas fases iniciais de uma fus\u00e3o, fazendo com que uma ponte de estrelas e g\u00e1s ligasse as duas gal\u00e1xias em colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os detalhes da fus\u00e3o de buracos negros e gal\u00e1xias an\u00e3s podem fornecer uma vis\u00e3o do pr\u00f3prio passado da Via L\u00e1ctea. Os cientistas pensam que quase todas as gal\u00e1xias come\u00e7aram como an\u00e3s ou outros tipos de gal\u00e1xias pequenas e cresceram ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos atrav\u00e9s de fus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A maioria das gal\u00e1xias an\u00e3s e dos buracos negros no in\u00edcio do Universo j\u00e1 devem ter crescido muito mais, gra\u00e7as a repetidas fus\u00f5es&#8221;, disse a coautora Brenna Wells, tamb\u00e9m da Universidade do Alabama em Tuscaloosa. &#8220;Em alguns aspetos, as gal\u00e1xias an\u00e3s s\u00e3o os nossos antepassados gal\u00e1cticos, que evolu\u00edram ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos para produzir grandes gal\u00e1xias como a nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento destes dois sistemas permitir-nos-\u00e3o estudar processos que s\u00e3o cruciais para a compreens\u00e3o das gal\u00e1xias e dos seus buracos negros enquanto &#8216;crian\u00e7as&#8217;,&#8221; disse o coautor Jimmy Irwin, tamb\u00e9m da mesma institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo cient\u00edfico que descreve estes resultados est\u00e1 a ser publicado na edi\u00e7\u00e3o mais recente da revista The Astrophysical Journal e uma pr\u00e9-impress\u00e3o encontra-se dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tour: NASA&#039;s Chandra Discovers Giant Black Holes on Collision Course\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Xv2-8Kimlgw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/23_releases\/press_022223.html\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/images\/nasas-chandra-discovers-giant-black-holes-on-collision-course.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2211.04609\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xias an\u00e3s:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dwarf_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abell 133:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=Abell%20133\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abell 1758S:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-id?Ident=NAME%20ACO%201758S\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>WISE:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/neo.jpl.nasa.gov\/stats\/wise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NEOWISE (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/wise.ssl.berkeley.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">U. Berkeley<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.cfht.hawaii.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Canada%E2%80%93France%E2%80%93Hawaii_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram encontradas evid\u00eancias de dois pares de buracos negros supermassivos em gal\u00e1xias an\u00e3s em rotas de colis\u00e3o com Chandra. Os dois pares s\u00e3o vistos em raios-X pelo Chandra e no vis\u00edvel pelo telesc\u00f3pio CFHT. A fus\u00e3o \u00e0 esquerda encontra-se numa fase tardia e foi-lhe atribu\u00eddo o nome \u00fanico de Mirabilis. 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