{"id":5731,"date":"2023-01-17T07:19:24","date_gmt":"2023-01-17T06:19:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5731"},"modified":"2023-01-17T07:19:24","modified_gmt":"2023-01-17T06:19:24","slug":"astronomos-encontram-as-estrelas-mais-distantes-da-nossa-galaxia-a-meio-caminho-de-andromeda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2023\/01\/17\/astronomos-encontram-as-estrelas-mais-distantes-da-nossa-galaxia-a-meio-caminho-de-andromeda\/","title":{"rendered":"<strong>Astr\u00f3nomos encontram as estrelas mais distantes da nossa Gal\u00e1xia a meio caminho de Andr\u00f3meda<\/strong>"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01EVT45FFZGVBCBG2YS9B7P874.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PQU0hyBp_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5732\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PQU0hyBp_o.jpg 600w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PQU0hyBp_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PQU0hyBp_o-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra os halos interno e externo da Via L\u00e1ctea. O halo \u00e9 uma nuvem esf\u00e9rica de estrelas que rodeia uma gal\u00e1xia.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos descobriram mais de 200 estrelas vari\u00e1veis distantes conhecidas como estrelas RR Lyrae no halo estelar da Via L\u00e1ctea. A mais distante destas estrelas est\u00e1 a mais de um milh\u00e3o de anos-luz da Terra, quase metade da dist\u00e2ncia \u00e0 nossa gal\u00e1xia vizinha, Andr\u00f3meda, que fica a cerca de 2,5 milh\u00f5es de anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pulsa\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas e o brilho das estrelas RR Lyrae tornam-nas excelentes &#8220;velas padr\u00e3o&#8221; para medir as dist\u00e2ncias gal\u00e1cticas. Estas novas observa\u00e7\u00f5es permitiram aos investigadores tra\u00e7ar os limites exteriores do halo da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este estudo est\u00e1 a redefinir o que constitui os limites exteriores da nossa Gal\u00e1xia&#8221;, disse Raja GuhaThakurta, professor de astronomia e astrof\u00edsica na Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz. &#8220;A nossa Gal\u00e1xia e Andr\u00f3meda s\u00e3o ambas t\u00e3o grandes que quase n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o entre as duas gal\u00e1xias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GuhaThakurta explicou que o halo estelar da nossa Gal\u00e1xia \u00e9 muito maior do que o disco, que tem cerca de 100.000 anos-luz de di\u00e2metro. O nosso Sistema Solar reside num dos bra\u00e7os espirais do disco. No meio do disco est\u00e1 um bojo central e a rode\u00e1-lo est\u00e1 o halo, que cont\u00e9m as estrelas mais antigas da Gal\u00e1xia e que se estende por centenas de milhares de anos-luz em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O halo \u00e9 a parte mais dif\u00edcil de estudar porque os limites exteriores est\u00e3o t\u00e3o distantes&#8221;, disse GuhaThakurta. &#8220;As estrelas s\u00e3o muito esparsas em compara\u00e7\u00e3o com as altas densidades estelares do disco e do bojo, mas o halo \u00e9 dominado por mat\u00e9ria escura e cont\u00e9m na realidade a maior parte da massa da Gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Yuting Feng, estudante de doutoramento que trabalha com GuhaThakurta na UCSC, liderou o novo estudo e apresentou os seus achados em duas confer\u00eancias na reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Seattle, a 9 e 11 de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Feng, estudos anteriores de modelagem tinham calculado que o halo estelar deveria estender-se at\u00e9 cerca de 300 quiloparsecs ou 1 milh\u00e3o de anos-luz a partir do Centro Gal\u00e1ctico (os astr\u00f3nomos medem dist\u00e2ncias gal\u00e1cticas em quiloparsecs; um quiloparsec \u00e9 igual a 3260 anos-luz). A dist\u00e2ncia das 208 estrelas RR Lyrae detetadas por Feng e colegas varia entre cerca de 20 e 320 quiloparsecs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Conseguimos utilizar estas estrelas vari\u00e1veis como rastreadores fi\u00e1veis para determinar as dist\u00e2ncias&#8221;, disse Feng. &#8220;As nossas observa\u00e7\u00f5es confirmam as estimativas te\u00f3ricas do tamanho do halo, pelo que este \u00e9 um resultado importante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados baseiam-se em dados do NGVS (Next Generation Virgo Cluster Survey), um programa que utiliza o CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope) para estudar um enxame de gal\u00e1xias bem para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea. O levantamento n\u00e3o foi concebido para detetar estrelas RR Lyrae, pelo que os investigadores tiveram de as &#8220;desenterrar&#8221; do conjunto de dados. O Enxame de Virgem \u00e9 um grande aglomerado de gal\u00e1xias que inclui a gal\u00e1xia el\u00edptica gigante M87.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para obter uma exposi\u00e7\u00e3o profunda de M87 e das gal\u00e1xias \u00e0 sua volta, o telesc\u00f3pio tamb\u00e9m capturou as estrelas em primeiro plano no mesmo campo, pelo que os dados que utiliz\u00e1mos s\u00e3o uma esp\u00e9cie de subproduto desse levantamento&#8221;, explicou Feng.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com GuhaThakurta, a excelente qualidade dos dados do NGVS permitiu \u00e0 equipa obter a caracteriza\u00e7\u00e3o mais fi\u00e1vel e precisa de estrelas RR Lyrae a estas dist\u00e2ncias. As estrelas RR Lyrae s\u00e3o estrelas antigas com propriedades f\u00edsicas muito espec\u00edficas que as fazem expandir-se e contrair-se num ciclo de repeti\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A forma como o seu brilho varia parece um eletrocardiograma &#8211; s\u00e3o como batidas do cora\u00e7\u00e3o da Gal\u00e1xia &#8211; por isso o brilho sobe rapidamente e desce lentamente, e o ciclo repete-se perfeitamente com esta forma muito caracter\u00edstica&#8221;, disse GuhaThakurta. &#8220;Al\u00e9m disso, se medirmos o seu brilho m\u00e9dio, \u00e9 o mesmo de estrela para estrela. Esta combina\u00e7\u00e3o \u00e9 fant\u00e1stica para estudar a estrutura da Gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00e9u est\u00e1 repleto de estrelas, umas mais brilhantes que outras, mas uma estrela pode parecer brilhante porque \u00e9 muito luminosa ou porque est\u00e1 muito perto, e pode ser dif\u00edcil distinguir. Os astr\u00f3nomos podem identificar uma estrela RR Lyrae a partir das suas pulsa\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas, depois usar o seu brilho observado para calcular a dist\u00e2ncia a que se encontra. Os procedimentos n\u00e3o s\u00e3o, no entanto, simples. Objetos mais distantes, tais como quasares, podem disfar\u00e7ar-se de estrelas RR Lyrae.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;S\u00f3 os astr\u00f3nomos sabem como \u00e9 doloroso obter rastreadores fi\u00e1veis destas dist\u00e2ncias&#8221;, disse Feng. &#8220;Esta amostra robusta de distantes estrelas RR Lyrae d\u00e1-nos uma ferramenta muito poderosa para estudar o halo e testar os nossos modelos atuais do tamanho e massa da nossa Gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2023\/01\/milky-way-halo.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/astronomers-spot-most-distant-milky-way-stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/159574\/newly-found-stars-are-technically-in-the-milky-way-but-theyre-halfway-to-andromeda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/milky-ways-most-distant-stars-found-half-way-to-a-neighboring-galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2023-01-astronomers-distant-stars-galaxy-halfway.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.euronews.com\/next\/2023\/01\/12\/space-exploration-milkyway\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">euronews<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/lifestyle\/science\/astronomers-discover-milky-way-galaxys-most-distant-stars-2023-01-12\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reuters<\/a><br><a href=\"https:\/\/metro.co.uk\/2023\/01\/10\/astronomers-find-the-edge-of-our-galaxy-1000000-light-years-away-18071680\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">METRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/01\/10\/ciencia\/noticia\/astronomos-encontram-estrela-distante-via-lactea-2034398\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00fablico<\/a><br><a href=\"https:\/\/rr.sapo.pt\/noticia\/vida\/2023\/01\/10\/astronomos-encontram-a-estrela-mais-distante-da-via-lactea\/315229\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">R\u00e1dio Renascen\u00e7a<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2023\/01\/10\/astronomos-encontram-a-estrela-mais-distante-da-via-lactea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vari\u00e1veis RR Lyrae:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/RR_Lyrae_variable\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center\" target=\"_blank\">Centro Gal\u00e1ctico (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_halo\" target=\"_blank\">Halo (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Andromeda_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.cfht.hawaii.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Canada%E2%80%93France%E2%80%93Hawaii_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGVS (Nex Generation Virgo Cluster Survey):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.cfht.hawaii.edu\/Science\/NGVS\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra os halos interno e externo da Via L\u00e1ctea. 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