{"id":5617,"date":"2022-12-02T07:18:13","date_gmt":"2022-12-02T06:18:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5617"},"modified":"2022-12-02T07:18:14","modified_gmt":"2022-12-02T06:18:14","slug":"astrofisicos-a-caca-do-segundo-buraco-negro-supermassivo-mais-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/12\/02\/astrofisicos-a-caca-do-segundo-buraco-negro-supermassivo-mais-proximo\/","title":{"rendered":"<strong>Astrof\u00edsicos \u00e0 ca\u00e7a do segundo buraco negro supermassivo mais pr\u00f3ximo<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Dois astrof\u00edsicos do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian sugeriram uma forma de observar o que poder\u00e1 ser o segundo buraco negro supermassivo mais pr\u00f3ximo da Terra: um gigante com 3 milh\u00f5es de vezes a massa do Sol, hospedado na gal\u00e1xia an\u00e3 Leo I.<\/p>\n\n\n\n<p>O buraco negro supermassivo, chamado Leo I*, foi proposto pela primeira vez por uma equipa independente de astr\u00f3nomos no final de 2021. A equipa notou estrelas a ganhar velocidade ao aproximarem-se do centro da gal\u00e1xia &#8211; evid\u00eancias de um buraco negro &#8211; mas n\u00e3o foi poss\u00edvel a observa\u00e7\u00e3o direta da emiss\u00e3o do buraco negro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2d\/17\/M7iGk2iJ_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2d\/17\/M7iGk2iJ_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A ultrafraca gal\u00e1xia companheira da Via L\u00e1ctea, Leo I, aparece como uma pequena mancha difusa para a direita da estrela brilhante, R\u00e9gulo.<br>Cr\u00e9dito: Scott Anttila Anttler<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Agora, os astrof\u00edsicos Fabio Pacucci e Avi Loeb sugerem uma nova forma de verificar a exist\u00eancia do buraco negro supermassivo: o seu trabalho encontra-se descrito num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os buracos negros s\u00e3o objetos muito elusivos e por vezes gostam de brincar \u00e0s escondidas connosco&#8221;, diz Fabio Pacucci, autor principal do artigo cient\u00edfico. &#8220;Os raios de luz n\u00e3o podem escapar aos seus horizontes de eventos, mas o ambiente \u00e0 sua volta pode ser extremamente brilhante &#8211; caso material suficiente caia no seu po\u00e7o gravitacional. Mas se um buraco negro n\u00e3o estiver a acretar massa, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o emite luz e torna-se imposs\u00edvel de encontrar com os nossos telesc\u00f3pios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o desafio com Leo I &#8211; uma gal\u00e1xia an\u00e3 t\u00e3o desprovida de g\u00e1s dispon\u00edvel para acretar que \u00e9 muitas vezes descrita como um &#8220;f\u00f3ssil&#8221;. Ent\u00e3o, ser\u00e1 que devemos renunciar qualquer esperan\u00e7a de o observar? Talvez n\u00e3o, dizem os astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No nosso estudo, sugerimos que uma pequena quantidade de massa perdida por estrelas a vaguear em torno do buraco negro pode fornecer o ritmo de acre\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o observar&#8221;, explica Pacucci. &#8220;As estrelas antigas tornam-se muito grandes e avermelhadas &#8211; chamamos-lhes estrelas gigantes vermelhas. As estrelas gigantes vermelhas t\u00eam tipicamente ventos fortes que transportam uma fra\u00e7\u00e3o da sua massa para o ambiente. O espa\u00e7o \u00e0 volta de Leo I* parece conter o suficiente destas estrelas antigas para o tornar observ\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A observa\u00e7\u00e3o de Leo I* pode ser revolucion\u00e1ria&#8221;, diz Avi Loeb, o coautor do estudo. &#8220;Seria o segundo buraco negro supermassivo mais pr\u00f3ximo, depois daquele que se encontra no centro da nossa Gal\u00e1xia, com uma massa muito semelhante, mas situado numa gal\u00e1xia que \u00e9 mil vezes menos massiva do que a Via L\u00e1ctea. Este facto desafia tudo o que sabemos sobre a forma como as gal\u00e1xias e os seus buracos negros supermassivos centrais coevoluem. Como \u00e9 que um &#8216;beb\u00e9 t\u00e3o grande&#8217; acabou por nascer de uma &#8216;m\u00e3e t\u00e3o magra&#8217;?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9cadas de estudos mostram que a maioria das gal\u00e1xias massivas albergam um buraco negro supermassivo no seu centro, e a massa do buraco negro \u00e9 um-d\u00e9cimo de um por cento da massa total do esferoide de estrelas que o rodeiam.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No caso de Leo I&#8221;, continua Loeb, &#8220;esperar\u00edamos um buraco negro muito mais pequeno. Em vez disso, Leo I parece conter um buraco negro com alguns milh\u00f5es de vezes a massa do Sol, semelhante ao que \u00e9 hospedado pela Via L\u00e1ctea. Isto \u00e9 excitante porque a ci\u00eancia geralmente avan\u00e7a mais quando o inesperado acontece&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, quando podemos esperar uma imagem do buraco negro?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda n\u00e3o estamos l\u00e1&#8221;, diz Pacucci.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa obteve tempo de telesc\u00f3pio no Observat\u00f3rio de raios-X Chandra e no radiotelesc\u00f3pio VLA (Very Large Array), no estado norte-americano do Novo M\u00e9xico, e est\u00e1 atualmente a analisar os novos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pacucci diz: &#8220;Leo I* est\u00e1 a jogar \u00e0s escondidas, mas emite demasiada radia\u00e7\u00e3o para permanecer n\u00e3o detetado durante muito mais tempo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/pweb.cfa.harvard.edu\/news\/astrophysicists-hunt-second-closest-supermassive-black-hole\" target=\"_blank\">\/\/ Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac9b21\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2211.00019\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/158842\/the-second-closest-supermassive-black-hole-might-be-in-a-nearby-dwarf-galaxy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/11\/221128101214.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-11-astrophysicists-second-closest-supermassive-black-hole.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leo I:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/spider.seds.org\/spider\/LG\/leo1.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Leo_I_(dwarf_galaxy)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia sat\u00e9lite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satellite_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xias sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satellite_galaxies_of_the_Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois astrof\u00edsicos do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian sugeriram uma forma de observar o que poder\u00e1 ser o segundo buraco negro supermassivo mais pr\u00f3ximo da Terra: um gigante com 3 milh\u00f5es de vezes a massa do Sol, hospedado na gal\u00e1xia an\u00e3 Leo I. O buraco negro supermassivo, chamado Leo I*, foi proposto pela &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5618,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,60],"tags":[192,1215,180],"class_list":["post-5617","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-galaxias","tag-buraco-negro","tag-leo-i","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5617","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5617"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5617\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5619,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5617\/revisions\/5619"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5618"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}