{"id":5614,"date":"2022-12-02T07:16:17","date_gmt":"2022-12-02T06:16:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5614"},"modified":"2022-12-02T07:16:17","modified_gmt":"2022-12-02T06:16:17","slug":"astronomos-observam-auto-controlo-estelar-em-acao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/12\/02\/astronomos-observam-auto-controlo-estelar-em-acao\/","title":{"rendered":"<strong>Astr\u00f3nomos observam auto-controlo estelar em a\u00e7\u00e3o<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos factores podem limitar o tamanho de um grupo, incluindo fatores externos sobre os quais os membros n\u00e3o t\u00eam qualquer controlo. Os astr\u00f3nomos descobriram que grupos de estrelas em certos ambientes, por\u00e9m, podem regular-se a si pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo revelou que as estrelas num enxame t\u00eam &#8220;auto-controlo&#8221;, o que significa que apenas permitem que um n\u00famero limitado de estrelas cres\u00e7a antes que os membros maiores e mais brilhantes expulsem a maior parte do g\u00e1s do sistema. Este processo deveria abrandar drasticamente o nascimento de novas estrelas, o que se alinharia melhor com as previs\u00f5es dos astr\u00f3nomos quanto \u00e0 rapidez com que as estrelas se formam nos enxames.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/rcw36_labeled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"862\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/CEWUiVVZ_o.jpg\" alt=\"Composi\u00e7\u00e3o de RCW 36 (ver vers\u00e3o n\u00e3o legendada). Cr\u00e9dito: raios-X - NASA\/CXC\/Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Ames\/L. Bonne et al.; infravermelho - ESA\/NASA\/JPL-Caltech\/Observat\u00f3rio Espacial Herschel\/JPL\/IPAC\" class=\"wp-image-5615\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/CEWUiVVZ_o.jpg 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/CEWUiVVZ_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/CEWUiVVZ_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/CEWUiVVZ_o-768x766.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Composi\u00e7\u00e3o de RCW 36 (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/rcw36.jpg\" target=\"_blank\">ver vers\u00e3o n\u00e3o legendada<\/a>).<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Ames\/L. Bonne et al.; infravermelho &#8211; ESA\/NASA\/JPL-Caltech\/Observat\u00f3rio Espacial Herschel\/JPL\/IPAC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo combina dados de v\u00e1rios telesc\u00f3pios, incluindo o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA, o telesc\u00f3pio APEX (Atacama Pathfinder EXperiment) e o telesc\u00f3pio Herschel da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O alvo das observa\u00e7\u00f5es foi RCW 36, uma grande nuvem de g\u00e1s chamada regi\u00e3o HII composta principalmente de \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio que foram ionizados &#8211; ou seja, despojados dos seus eletr\u00f5es. Esta regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar est\u00e1 localizada na Via L\u00e1ctea a cerca de 2900 anos-luz da Terra. Os dados infravermelhos do Herschel s\u00e3o mostrados a vermelho, laranja e verde e os raios-X a azul, com fontes pontuais a branco. A dire\u00e7\u00e3o norte est\u00e1 32 graus para a esquerda da vertical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RCW 36 cont\u00e9m um enxame de estrelas jovens e duas cavidades &#8211; ou vazios &#8211; esculpidas no g\u00e1s hidrog\u00e9nio ionizado, estendendo-se em dire\u00e7\u00f5es opostas. H\u00e1 tamb\u00e9m um anel de g\u00e1s que envolve o enxame entre as cavidades, formando uma cintura em torno das cavidades em forma de ampulheta. Estas caracter\u00edsticas est\u00e3o rotuladas na imagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O g\u00e1s quente com uma temperatura de cerca de dois 2 milh\u00f5es K (3,6 milh\u00f5es de graus Celsius), irradiando raios-X que s\u00e3o detetados pelo Chandra, est\u00e1 concentrado perto do centro de RCW 36, perto das duas estrelas mais quentes e massivas do enxame. Estas estrelas s\u00e3o uma das principais fontes de g\u00e1s quente. Uma grande quantidade do resto do g\u00e1s quente encontra-se fora das cavidades, depois de ter vazado atrav\u00e9s das bordas das cavidades. Os dados do SOFIA e do APEX mostram que o anel cont\u00e9m g\u00e1s frio e denso (com temperaturas t\u00edpicas de 15 a 25 K, ou -433\u00ba C a -415\u00ba C) e est\u00e1 a expandir-se a 3200-6400 km\/h.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/rcw36_herschel_wide_labeled.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c4\/dc\/PMoYK3Yr_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem infravermelha e de campo-largo de RCW 36 (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/rcw36\/rcw36_herschel_wide.jpg\" target=\"_blank\">ver vers\u00e3o n\u00e3o legendada<\/a>).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech, Observat\u00f3rio Espacial Herschel<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do SOFIA mostram que no per\u00edmetro de ambas as cavidades est\u00e3o conchas de g\u00e1s frio a expandir-se a 16.000 km\/h, provavelmente sendo levadas para fora devido \u00e0 press\u00e3o do g\u00e1s quente observado com o Chandra. O g\u00e1s quente, mais a radia\u00e7\u00e3o das estrelas no enxame, tamb\u00e9m limpou cavidades ainda maiores em torno de RCW 36, formando uma estrutura em forma de boneca-russa. Estas caracter\u00edsticas est\u00e3o rotuladas numa imagem, pelo Herschel, cobrindo uma \u00e1rea maior, que tamb\u00e9m mostra o campo de vis\u00e3o do Chandra e as outras estruturas aqui descritas. Os n\u00edveis de intensidade nessa imagem foram ajustados para mostrar as cavidades maiores t\u00e3o claramente quanto poss\u00edvel, causando a satura\u00e7\u00e3o de grande parte das regi\u00f5es interiores pr\u00f3ximas das cavidades de RCW 36. Nessa imagem o norte est\u00e1 na vertical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores tamb\u00e9m v\u00eam evid\u00eancias, nos dados do SOFIA, de algum g\u00e1s frio \u00e0 volta do anel a ser ejetado de RCW 36 a velocidades ainda mais elevadas de cerca de 48.000 km\/h, com o equivalente a 170 massas terrestres por ano a serem empurradas para fora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As velocidades de expans\u00e3o das diferentes estruturas aqui descritas, e o ritmo de eje\u00e7\u00e3o de massa, mostram que a maior parte do g\u00e1s frio dentro de cerca de tr\u00eas anos-luz do centro da regi\u00e3o HII pode ser ejetado em 1 a 2 milh\u00f5es de anos. Isto ir\u00e1 limpar a mat\u00e9ria-prima necess\u00e1ria para formar estrelas, suprimindo o seu nascimento continuado na regi\u00e3o. Os astr\u00f3nomos chamam a este processo onde as estrelas podem regular-se a si pr\u00f3prias, &#8220;feedback estelar&#8221;. Resultados como este ajudam-nos a compreender o papel que o feedback estelar desempenha no processo de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quick Look: Astronomers See Stellar Self-Control in Action\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wb_Xt66lBfU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/news\/astronomers-see-stellar-self-control-in-action.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/rcw36\/\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac8052\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2207.06479\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RCW 36:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=RCW+36&amp;NbIdent=1&amp;Radius=2&amp;Radius.unit=arcmin&amp;submit=submit+id\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/RCW_36\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Regi\u00e3o HII:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/H_II_region\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOFIA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stratospheric_Observatory_for_Infrared_Astronomy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>APEX:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.apex-telescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Pathfinder_Experiment\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Espacial Herschel:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Herschel\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/herschel\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.herschel.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Herschel_Space_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos factores podem limitar o tamanho de um grupo, incluindo fatores externos sobre os quais os membros n\u00e3o t\u00eam qualquer controlo. 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