{"id":5605,"date":"2022-11-29T07:12:12","date_gmt":"2022-11-29T06:12:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5605"},"modified":"2022-11-29T07:12:13","modified_gmt":"2022-11-29T06:12:13","slug":"astronomos-observam-a-luz-intra-grupo-o-brilho-elusivo-entre-galaxias-distantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/11\/29\/astronomos-observam-a-luz-intra-grupo-o-brilho-elusivo-entre-galaxias-distantes\/","title":{"rendered":"<strong>Astr\u00f3nomos observam a luz intra-grupo &#8211; o brilho elusivo entre gal\u00e1xias distantes<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos direcionou uma nova t\u00e9cnica para a t\u00e9nue luz entre gal\u00e1xias &#8211; conhecida como &#8220;luz intra-grupo&#8221; &#8211; para caracterizar as estrelas que a\u00ed habitam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Dra. Christina Mart\u00ednez-Lombilla, autora do estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, da Escola de F\u00edsica da Universidade de Nova Gales do Sul, disse: &#8220;N\u00e3o sabemos quase nada sobre a luz intra-grupo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As partes mais brilhantes da luz intra-grupo s\u00e3o cerca de 50 vezes mais fracas do que o c\u00e9u noturno mais escuro da Terra&#8221;. \u00c9 extremamente dif\u00edcil de detetar, mesmo com os maiores telesc\u00f3pios da Terra &#8211; ou no espa\u00e7o&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Nil3BOlg_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"563\" height=\"317\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Nil3BOlg_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5606\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Nil3BOlg_o.jpg 563w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Nil3BOlg_o-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A luz &#8220;entre&#8221; gal\u00e1xias &#8211; a luz intra-grupo -, por mais t\u00e9nue que seja, \u00e9 irradiada por estrelas despojadas da sua gal\u00e1xia natal.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando a sua t\u00e9cnica sens\u00edvel, que elimina toda a luz de todos os objetos exceto da luz intra-grupo, os investigadores n\u00e3o s\u00f3 detetaram a luz intra-grupo, como foram capazes de estudar e contar a hist\u00f3ria das estrelas que a povoam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Analis\u00e1mos as propriedades das estrelas intra-grupo &#8211; aquelas estrelas que vagueiam entre as gal\u00e1xias. Analis\u00e1mos a idade e abund\u00e2ncia dos elementos que as compunham e depois compar\u00e1mos essas caracter\u00edsticas com as estrelas que ainda pertencem a grupos de gal\u00e1xias&#8221;, comentou a Dra. Mart\u00ednez-Lombilla. &#8220;Descobrimos que a luz intra-grupo \u00e9 mais jovem e menos rica em metal do que as gal\u00e1xias circundantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reconstruindo a hist\u00f3ria da luz intra-grupo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o s\u00f3 as estrelas \u00f3rf\u00e3s no grupo intra-luz eram &#8220;anacr\u00f3nicas&#8221;, com pareciam ser de uma origem diferente das suas vizinhas mais pr\u00f3ximas. Os investigadores descobriram que o car\u00e1ter das estrelas intra-grupo parecia semelhante ao da &#8220;cauda&#8221; nebulosa de uma gal\u00e1xia mais distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A combina\u00e7\u00e3o destas pistas permitiu aos investigadores reconstruir a hist\u00f3ria da luz intra-grupo e de como as suas estrelas vieram a estar reunidas no seu pr\u00f3prio &#8220;orfanato&#8221; estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pensamos que estas estrelas individuais se tornaram, em algum ponto, \u00f3rf\u00e3s das suas gal\u00e1xias natais e agora flutuam livremente, seguindo a gravidade do grupo&#8221;, explicou a Dra. Mart\u00ednez-Lombilla. &#8220;O despojamento, chamado de despojamento de mar\u00e9s, \u00e9 provocado pela passagem de enormes gal\u00e1xias sat\u00e9lite &#8211; parecidas \u00e0 Via L\u00e1ctea &#8211; que puxam as estrelas na sua esteira&#8221;. Esta \u00e9 a primeira vez que a luz intra-grupo destas gal\u00e1xias \u00e9 observada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A revela\u00e7\u00e3o da quantidade e origem da luz intra-grupo fornece um registo f\u00f3ssil de todas as intera\u00e7\u00f5es que um grupo de gal\u00e1xias sofreu e uma vis\u00e3o hol\u00edstica da hist\u00f3ria de intera\u00e7\u00f5es do sistema&#8221;, disse a Dra. Mart\u00ednez-Lombilla. &#8220;Al\u00e9m disso, estes eventos ocorreram h\u00e1 muito tempo. As gal\u00e1xias [que estamos a observar] est\u00e3o t\u00e3o distantes, que estamos a observ\u00e1-las como eram h\u00e1 2,5 mil milh\u00f5es de anos. \u00c9 esse o tempo que leva para que a sua luz nos alcance&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar eventos de h\u00e1 muito tempo atr\u00e1s, em gal\u00e1xias t\u00e3o distantes, os investigadores est\u00e3o a contribuir com dados vitais para a evolu\u00e7\u00e3o lenta dos eventos c\u00f3smicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Processo de tratamento de imagem feito \u00e0 medida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores foram pioneiros numa t\u00e9cnica \u00fanica para conseguir esta vis\u00e3o penetrante. &#8220;Desenvolvemos um processo de tratamento de imagem feito \u00e0 medida que nos permite analisar as estruturas mais fracas do Universo&#8221;, disse a Dra. Mart\u00ednez-Lombilla.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Segue os passos padr\u00e3o do estudo de estruturas fracas em imagens astron\u00f3micas &#8211; o que implica a modela\u00e7\u00e3o 2D e a remo\u00e7\u00e3o de toda a luz, exceto da proveniente do intra-grupo. Isto inclui todas as estrelas brilhantes nas imagens, das gal\u00e1xias que ocultam a luz intra-grupo e uma subtra\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o cont\u00ednua do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que torna a nossa t\u00e9cnica diferente \u00e9 que \u00e9 totalmente baseada em Python, pelo que \u00e9 muito modular e facilmente aplic\u00e1vel a diferentes conjuntos de dados de diferentes telesc\u00f3pios, em vez de ser apenas \u00fatil para estas imagens. O resultado mais importante \u00e9 que ao estudar estruturas muito t\u00e9nues em torno de gal\u00e1xias, cada etapa do processo conta e cada luz indesej\u00e1vel deve ser contabilizada e removida. Caso contr\u00e1rio, as suas medi\u00e7\u00f5es estar\u00e3o erradas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As t\u00e9cnicas apresentadas neste estudo s\u00e3o piloto, encorajando futuras an\u00e1lises da luz intra-grupo, real\u00e7a a Dra. Mart\u00ednez-Lombilla.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso principal objetivo a longo prazo \u00e9 alargar estes resultados a uma grande amostra de grupos de gal\u00e1xias. Depois podemos olhar para as estat\u00edsticas e descobrir as propriedades t\u00edpicas relativas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o da luz intra-grupo e destes sistemas extremamente comuns de grupos de gal\u00e1xias. Este \u00e9 um trabalho fundamental para a prepara\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de levantamentos de todo o c\u00e9u profundo, tais como os que v\u00e3o ser realizados pelo telesc\u00f3pio espacial Euclid e o LSST (Large Synoptic Survey Telescope) com o Observat\u00f3rio Vera C. Rubin.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.unsw.edu.au\/news\/science-tech\/astronomers-observe-intra-group-light-%E2%80%93-elusive-glow-between-distant-galaxies\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Nova Gales do Sul (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnras\/stac3119\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2211.12749\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Euclid:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Euclid_overview\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Euclid_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.vro.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.lsst.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LSST (p\u00e1gina principal)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos direcionou uma nova t\u00e9cnica para a t\u00e9nue luz entre gal\u00e1xias &#8211; conhecida como &#8220;luz intra-grupo&#8221; &#8211; para caracterizar as estrelas que a\u00ed habitam. A Dra. 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