{"id":5562,"date":"2022-11-11T07:11:23","date_gmt":"2022-11-11T06:11:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5562"},"modified":"2022-11-11T07:11:24","modified_gmt":"2022-11-11T06:11:24","slug":"novo-estudo-encontrou-os-detritos-planetarios-mais-antigos-da-nossa-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/11\/11\/novo-estudo-encontrou-os-detritos-planetarios-mais-antigos-da-nossa-galaxia\/","title":{"rendered":"<strong>Novo estudo encontrou os detritos planet\u00e1rios mais antigos da nossa Gal\u00e1xia<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos, liderados pela Universidade de Warwick, identificaram a estrela mais antiga na nossa Gal\u00e1xia que est\u00e1 a acretar detritos de planetesimais em \u00f3rbita, um dos mais antigos sistemas planet\u00e1rios rochosos e gelados descobertos na Via L\u00e1ctea. Os seus achados foram publicados na edi\u00e7\u00e3o de 5 de novembro da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, que concluem que uma t\u00e9nue an\u00e3 branca localizada a 90 anos-luz da Terra, bem como os remanescentes do seu sistema planet\u00e1rio em \u00f3rbita, t\u00eam mais de 10 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O destino da maioria das estrelas, incluindo aquelas como o nosso Sol, \u00e9 tornarem-se uma an\u00e3 branca. Uma an\u00e3 branca \u00e9 uma estrela que queimou todo o seu combust\u00edvel e libertou as suas camadas exteriores e est\u00e1 agora a sofrer um processo de encolhimento e arrefecimento. Durante este processo, quaisquer planetas em \u00f3rbita ser\u00e3o perturbados e, em alguns casos, destru\u00eddos, restando os seus detritos que acretam para a superf\u00edcie da an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/FNyGKkDc_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/FNyGKkDc_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5563\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/FNyGKkDc_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/FNyGKkDc_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/FNyGKkDc_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/FNyGKkDc_o.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista das antigas an\u00e3s brancas, WDJ2147-4035 e WDJ1922+0233, rodeadas por detritos planet\u00e1rios em \u00f3rbita, que s\u00e3o acretados nas estrelas e poluem as suas atmosferas. WDJ2147-4035 \u00e9 extremamente vermelha e escura, enquanto que WDJ1922+0233 \u00e9 invulgarmente azul.\nCr\u00e9dito: Universidade de Warwick\/Dr. Mark Garlick<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para este estudo, a equipa de astr\u00f3nomos, liderada pela Universidade de Warwick, modelou duas an\u00e3s brancas invulgares que foram detetadas pelo observat\u00f3rio espacial Gaia da ESA. Ambas as estrelas est\u00e3o polu\u00eddas por detritos planet\u00e1rios, tendo uma delas sido encontrada com um tom invulgarmente azul, enquanto a outra \u00e9 a mais t\u00e9nue e vermelha encontrada at\u00e9 \u00e0 data na nossa vizinhan\u00e7a gal\u00e1ctica &#8211; a equipa submeteu ambas a uma an\u00e1lise mais aprofundada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando dados espectrosc\u00f3picos e fotom\u00e9tricos do Gaia, do DES (Dark Energy Survey) e do instrumento X-Shooter no ESO para determinar h\u00e1 quanto tempo est\u00e1 a arrefecer, os astr\u00f3nomos descobriram que a estrela &#8220;vermelha&#8221; WDJ2147-4035 tem cerca de 10,7 mil milh\u00f5es de anos, dos quais 10,2 mil milh\u00f5es foram passados a arrefecer como uma an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A espectroscopia envolve a an\u00e1lise da luz estelar em diferentes comprimentos de onda, que pode detetar quando os elementos da atmosfera da estrela est\u00e3o a absorver luz a cores diferentes e ajuda a determinar quais s\u00e3o esses elementos e em que quantidade. Ao analisar o espectro de WDJ2147-4035, a equipa encontrou a presen\u00e7a dos metais s\u00f3dio, l\u00edtio, pot\u00e1ssio e tentativamente carbono &#8211; fazendo desta a an\u00e3 branca mais antiga, polu\u00edda por metais, descoberta at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda estrela &#8220;azul&#8221;, WDJ1922+0233, \u00e9 apenas ligeiramente mais nova que WDJ2147-4035 e foi polu\u00edda por detritos planet\u00e1rios de composi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da crosta continental da Terra. A equipa cient\u00edfica concluiu que a cor azul de WDJ1922+0233, apesar da sua fria temperatura superficial, \u00e9 provocada pela sua invulgar atmosfera mista de h\u00e9lio-hidrog\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os detritos encontrados na atmosfera de h\u00e9lio quase puro e de alta gravidade da estrela vermelha WDJ2147-4035 s\u00e3o de um antigo sistema planet\u00e1rio que sobreviveu \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da estrela em an\u00e3 branca, levando os astr\u00f3nomos a concluir que este \u00e9 o mais antigo sistema planet\u00e1rio em torno de uma an\u00e3 branca descoberta na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora principal Abbigail Elms, estudante de doutoramento no Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: &#8220;Estas estrelas polu\u00eddas por metais mostram que a Terra n\u00e3o \u00e9 \u00fanica, existem por a\u00ed outros sistemas planet\u00e1rios com corpos semelhantes \u00e0 Terra. 97% de todas as estrelas tornar-se-\u00e3o an\u00e3s brancas e s\u00e3o t\u00e3o omnipresentes no Universo que s\u00e3o muito importantes de compreender, especialmente estas extremamente frias. Formadas a partir das estrelas mais antigas da nossa Gal\u00e1xia, as an\u00e3s brancas frias fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios em torno das estrelas mais antigas da Via L\u00e1ctea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a encontrar os remanescentes estelares mais antigos da Via L\u00e1ctea que foram polu\u00eddos por planetas outrora semelhantes \u00e0 Terra. \u00c9 espantoso pensar que isto aconteceu \u00e0 escala de dez mil milh\u00f5es de anos e que esses planetas morreram muito antes mesmo da Terra ter sido formada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m podem utilizar os espectros da estrela para determinar a rapidez com que esses metais afundam no n\u00facleo da estrela, o que lhes permite olhar para tr\u00e1s no tempo e determinar a abund\u00e2ncia de cada um desses metais no corpo planet\u00e1rio original. Ao comparar dessas abund\u00e2ncias com corpos astron\u00f3micos e material planet\u00e1rio encontrado no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, podemos adivinhar como teriam sido esses planetas antes da estrela morrer e se tornar uma an\u00e3 branca &#8211; mas no caso de WDJ2147-4035, isso provou ser um desafio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abbigail explica: &#8220;A estrela vermelha WDJ2147-4035 \u00e9 um mist\u00e9rio, uma vez que os detritos planet\u00e1rios que acretou s\u00e3o muito ricos em l\u00edtio e pot\u00e1ssio, ao contr\u00e1rio de qualquer objeto conhecido no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar. Esta \u00e9 uma an\u00e3 branca muito interessante, uma vez que a sua temperatura superficial ultrafria, os metais que a poluem, a sua idade, e o facto de ser magn\u00e9tica, a tornam extremamente rara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Pier-Emmanuel Tremblay do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: &#8220;Quando estas estrelas velhas se formaram, h\u00e1 mais de 10 mil milh\u00f5es de anos, o Universo era menos rico em metais do que \u00e9 agora, uma vez que os metais s\u00e3o formados em estrelas evolu\u00eddas e em explos\u00f5es estelares gigantescas. As duas an\u00e3s brancas observadas proporcionam uma janela excitante para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria num ambiente pobre em metais e rico em g\u00e1s que era diferente das condi\u00e7\u00f5es quando o Sistema Solar foi formado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/?newsItem=8a1785d7843d14e2018451a162292f65\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/517\/3\/4557\/6795240?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2206.05258\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/969974\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/remnants-earthlike-planets-oldest-solar-system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/158568\/astronomers-spot-the-debris-from-planets-that-formed-10-billion-years-ago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/the-milky-ways-oldest-star-is-a-white-hot-pyre-of-dead-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/ancient-white-dwarf-planetary-remains-93534\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-11-oldest-planetary-debris-galaxy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o DES:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.darkenergysurvey.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Dark_Energy_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos, liderados pela Universidade de Warwick, identificaram a estrela mais antiga na nossa Gal\u00e1xia que est\u00e1 a acretar detritos de planetesimais em \u00f3rbita, um dos mais antigos sistemas planet\u00e1rios rochosos e gelados descobertos na Via L\u00e1ctea. 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