{"id":5559,"date":"2022-11-11T07:09:47","date_gmt":"2022-11-11T06:09:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5559"},"modified":"2022-11-11T07:09:47","modified_gmt":"2022-11-11T06:09:47","slug":"migracao-planetaria-precoce-pode-explicar-exoplanetas-em-falta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/11\/11\/migracao-planetaria-precoce-pode-explicar-exoplanetas-em-falta\/","title":{"rendered":"<strong>Migra\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria precoce pode explicar exoplanetas em falta<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo modelo que explica a intera\u00e7\u00e3o de for\u00e7as que atuam sobre os planetas rec\u00e9m-nascidos pode explicar duas observa\u00e7\u00f5es intrigantes que surgiram repetidamente entre os mais de 3800 sistemas planet\u00e1rios catalogados at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um puzzle conhecido como &#8220;vale-raio&#8221; refere-se \u00e0 raridade de exoplanetas com um raio cerca de 1,8 vezes superior ao da Terra. O observat\u00f3rio Kepler da NASA observou planetas deste tamanho com cerca de 2-3 vezes menos frequ\u00eancia do que observou super-Terras com raios cerca de 1,4 vezes o da Terra e mini-Neptunos com raios cerca de 2,5 vezes o da Terra. O segundo mist\u00e9rio, conhecido como &#8220;ervilhas numa vagem&#8221;, refere-se a planetas vizinhos de tamanho semelhante que foram encontrados em centenas de sistemas planet\u00e1rios. Estes incluem TRAPPIST-1 e Kepler-223, que tamb\u00e9m apresentam \u00f3rbitas planet\u00e1rias de harmonia quase musical.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/system\/downloadable_items\/586_5K_Exo_Beauty_HiRes_FINAL.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/nHmIJVq8_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5560\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/nHmIJVq8_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/nHmIJVq8_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/nHmIJVq8_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/nHmIJVq8_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/nHmIJVq8_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es entre os mais de 5000 exoplanetas conhecidos descobertos desde a d\u00e9cada de 1990.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Creio que somos os primeiros a explicar o vale-raio usando um modelo de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e evolu\u00e7\u00e3o din\u00e2mica que, de forma autoconsistente, explica as m\u00faltiplas restri\u00e7\u00f5es das observa\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Andr\u00e9 Izidoro, da Universidade Rice, autor de um estudo publicado esta semana na revista The Astrophysical Journal Letters. &#8220;Tamb\u00e9m somos capazes de mostrar que um modelo de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria que incorpora impactos gigantescos \u00e9 consistente com a caracter\u00edstica &#8216;ervilhas numa vagem&#8217; dos exoplanetas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Izidoro, p\u00f3s-doutorado do projeto CLEVER Planets (Cycles of Life-Essential Volatile Elements in Rocky Planets) da Universidade Rice, financiado pela NASA, e coautores utilizaram um supercomputador para simular os primeiros 50 milh\u00f5es de anos de desenvolvimento de sistemas planet\u00e1rios utilizando um modelo de migra\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. No modelo, discos protoplanet\u00e1rios de g\u00e1s e poeira que d\u00e3o origem a jovens planetas tamb\u00e9m interagem com eles, puxando-os para mais perto das suas estrelas-m\u00e3e e fechando-os em cadeias orbitais ressonantes. As cadeias s\u00e3o quebradas em apenas alguns milh\u00f5es de anos, quando o desaparecimento do disco protoplanet\u00e1rio causa instabilidades que levam dois ou mais planetas a colidirem um com o outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Modelos de migra\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria t\u00eam sido utilizados para estudar sistemas planet\u00e1rios que mantiveram as suas cadeias orbitais ressonantes. Por exemplo, Izidoro e os colegas do CLEVER Planets usaram um modelo de migra\u00e7\u00e3o em 2021 para calcular a quantidade m\u00e1xima de perturba\u00e7\u00f5es a que o sistema de sete planetas TRAPPIST-1 poderia ter resistido durante o bombardeamento e ainda retido a sua estrutura orbital harmoniosa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cpb-us-e1.wpmucdn.com\/news-network.rice.edu\/dist\/c\/2\/files\/2022\/10\/1102_GAP-graph-lg.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cpb-us-e1.wpmucdn.com\/news-network.rice.edu\/dist\/c\/2\/files\/2022\/10\/1102_GAP-graph-lg.jpeg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gr\u00e1fico que ilustra a escassez de exoplanetas com cerca de 1,8 vezes o tamanho da Terra que foram observados pelo telesc\u00f3pio espacial Kepler da NASA.<br>Cr\u00e9dito: A. Izidoro\/Universidade Rice<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, Izidoro associou-se aos investigadores Rajdeep Dasgupta e Andrea Isella do CLEVER Planets, ambos da Universidade rice, a Hilke Schlichting da Universidade da Calif\u00f3rnia, Los Angeles, e a Christian Zimmermann e Bertram Bitsch do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A migra\u00e7\u00e3o de jovens planetas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s suas estrelas hospedeiras cria sobrelota\u00e7\u00e3o e resulta frequentemente em colis\u00f5es catacl\u00edsmicas que roubam as atmosferas ricas em hidrog\u00e9nio dos planetas&#8221;, disse Izidoro. &#8220;Isso significa que impactos gigantescos, como o que formou a nossa Lua, s\u00e3o provavelmente um resultado gen\u00e9rico da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o sugere que os planetas v\u00eam em dois &#8220;sabores&#8221;, super-Terras que s\u00e3o secas, rochosas e 50% maiores do que a Terra, e mini-Neptunos que s\u00e3o ricos em \u00e1gua gelada e cerca de 2,5 vezes maiores do que a Terra. Izidoro disse que novas observa\u00e7\u00f5es parecem apoiar os resultados, que entram em conflito com a vis\u00e3o tradicional de que tanto as super-Terras como os mini-Neptunos s\u00e3o exclusivamente mundos secos e rochosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nos seus resultados, os investigadores fizeram previs\u00f5es que podem ser testadas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. Sugerem, por exemplo, que uma fra\u00e7\u00e3o de planetas com cerca do dobro do tamanho da Terra, tanto v\u00e3o conservar a sua atmosfera primordial, rica em hidrog\u00e9nio, como ser\u00e3o ricos em \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.rice.edu\/news\/2022\/early-planetary-migration-can-explain-missing-planets\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Rice (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac990d\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.05595\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vale-raio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_planet_radius_gap\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRAPPIST-1:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/trappist-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac\/Caltech\/NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/TRAPPIST-1%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1b (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1b (Exoplanet.eu)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1c (Wikipedia)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1c (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1d (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_d\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1d (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1e\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1e (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1e (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1f (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_f\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1f (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1g\">TRAPPIST-1g (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_g\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1g (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1h\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1h (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_h\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1h (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kepler-223:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/kepler-223\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac\/Caltech\/NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler-223\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/Kepler-223%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-223_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-223 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-223_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-223 c (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-223_d\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-223 d (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/kepler-223_e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler-223 e (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CLEVER Planets:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/cleverplanets.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/clever_planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo modelo que explica a intera\u00e7\u00e3o de for\u00e7as que atuam sobre os planetas rec\u00e9m-nascidos pode explicar duas observa\u00e7\u00f5es intrigantes que surgiram repetidamente entre os mais de 3800 sistemas planet\u00e1rios catalogados at\u00e9 \u00e0 data. 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