{"id":5546,"date":"2022-11-04T07:17:42","date_gmt":"2022-11-04T06:17:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5546"},"modified":"2022-11-04T07:17:42","modified_gmt":"2022-11-04T06:17:42","slug":"os-planetas-podem-ser-uma-formula-de-antienvelhecimento-para-as-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/11\/04\/os-planetas-podem-ser-uma-formula-de-antienvelhecimento-para-as-estrelas\/","title":{"rendered":"<strong>Os planetas podem ser uma f\u00f3rmula de antienvelhecimento para as estrelas<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um novo estudo de v\u00e1rios sistemas, utilizando o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA, os planetas podem for\u00e7ar as suas estrelas hospedeiras a agir mais jovens do que s\u00e3o. Esta pode ser a melhor evid\u00eancia, at\u00e9 \u00e0 data, de que alguns planetas aparentemente atrasam o processo de envelhecimento das estrelas que orbitam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a propriedade antienvelhecimento dos &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221; (isto \u00e9, exoplanetas gigantes gasosos que orbitam uma estrela \u00e0 dist\u00e2ncia de Merc\u00fario, ou at\u00e9 mais perto) j\u00e1 tenha sido vista anteriormente, este resultado \u00e9 a primeira vez que \u00e9 sistematicamente documentada, proporcionando o teste mais forte at\u00e9 agora deste fen\u00f3meno ex\u00f3tico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/hotjupiters\/hotjupiters_lg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/9Q7YC4q2_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5547\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/9Q7YC4q2_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/9Q7YC4q2_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/9Q7YC4q2_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta impress\u00e3o de artista mostra um planeta gigante gasoso (em baixo e \u00e0 direita) orbitando de perto a sua estrela hospedeira (esquerda), com outra estrela \u00e0 dist\u00e2ncia (em cima e \u00e0 direita). As duas estrelas est\u00e3o elas pr\u00f3prias em \u00f3rbita uma da outra.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/M.Weiss<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Na medicina, s\u00e3o necess\u00e1rios muitos pacientes inscritos num estudo para saber se os efeitos s\u00e3o reais ou algum tipo de &#8216;outlier'&#8221;, disse Nikoleta Ilic do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam, Alemanha, que liderou este novo estudo. &#8220;O mesmo pode ser verdade em astronomia e este estudo d\u00e1-nos a confian\u00e7a de que estes J\u00fapiteres quentes est\u00e3o realmente a fazer com que as estrelas que orbitam atuem como se fossem mais jovens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um J\u00fapiter quente pode potencialmente influenciar a sua estrela hospedeira devido \u00e0s for\u00e7as das mar\u00e9s, fazendo com que a estrela gire mais rapidamente do que se n\u00e3o tivesse um planeta assim. Esta rota\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida pode tornar a estrela hospedeira mais ativa e produzir mais raios-X, sinais geralmente associados \u00e0 juventude estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, tal como com os humanos, h\u00e1 muitos factores que podem determinar a vitalidade de uma estrela. Todas as estrelas abrandam a sua rota\u00e7\u00e3o e atividade e sofrem menos erup\u00e7\u00f5es \u00e0 medida que envelhecem. Dado que \u00e9 um desafio determinar com precis\u00e3o as idades da maioria das estrelas, tem sido dif\u00edcil para os astr\u00f3nomos identificar se uma estrela \u00e9 invulgarmente ativa porque est\u00e1 a ser afetada por um planeta pr\u00f3ximo, tornando-a mais jovem do que realmente \u00e9, ou porque \u00e9 de facto jovem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo estudo liderado por Ilic, recorrendo ao Chandra, abordou este problema atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o de sistemas bin\u00e1rios (com duas estrelas) onde as estrelas est\u00e3o amplamente separadas, mas apenas uma delas tem um J\u00fapiter quente em \u00f3rbita. Os astr\u00f3nomos sabem que, tal como os g\u00e9meos humanos, as estrelas em sistemas bin\u00e1rios formam-se ao mesmo tempo. A separa\u00e7\u00e3o entre as estrelas \u00e9 demasiado grande para que se possam influenciar mutuamente ou para que o J\u00fapiter quente possa afetar a outra estrela. Isto significa que podem usar a estrela sem planeta no bin\u00e1rio como objeto de controle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 quase como usar g\u00e9meos num estudo onde um g\u00e9meo vive num bairro completamente diferente que afeta a sua sa\u00fade&#8221;, disse a coautora Katja Poppenhaeger, tamb\u00e9m do mesmo instituto. &#8220;Ao comparar uma estrela, que hospeda um planeta pr\u00f3ximo, com a sua g\u00e9mea, que n\u00e3o tem um planeta pr\u00f3ximo, podemos estudar as diferen\u00e7as de comportamento de estrelas com a mesma idade&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/hotjupiters\/hotjupiters_different_labeled.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/23\/c9\/eJgu0oqJ_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem rotulada, em raios-X, dos sistemas HD 189733 e WASP-77.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/Universidade de Potsdam\/N. Ilic et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou a quantidade de raios-X para determinar qu\u00e3o &#8220;jovem&#8221; uma estrela est\u00e1 a agir. Procuraram evid\u00eancias da influ\u00eancia planeta-para-estrela, estudando quase tr\u00eas d\u00fazias de sistemas em raios-X (a amostra final continha 10 sistemas observados pelo Chandra e seis pelo XMM-Newton da ESA, com v\u00e1rios observados por ambos). Descobriram que as estrelas com J\u00fapiteres quentes tendem a ser mais brilhantes em raios-X e, portanto, mais ativas do que as suas estrelas companheiras sem J\u00fapiteres quentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em casos anteriores houve algumas pistas muito intrigantes, mas agora temos finalmente evid\u00eancias estat\u00edsticas de que alguns planetas est\u00e3o, de facto, a influenciar as suas estrelas e a mant\u00ea-las jovens&#8221;, disse a coautora Marzieh Hosseini, tamb\u00e9m do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam. &#8220;Esperemos que estudos futuros ajudem a descobrir mais sistemas para melhor compreender este efeito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de julho de 2022 da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e pode ser consultado online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/news\/nasas-chandra-planets-can-be-anti-aging-formula-for-stars.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/22_releases\/press_110222.html\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/news\/planets-anti-aging-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/513\/3\/4380\/6564186?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2203.13637\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas bin\u00e1rias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Double_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\">ESA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo estudo de v\u00e1rios sistemas, utilizando o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA, os planetas podem for\u00e7ar as suas estrelas hospedeiras a agir mais jovens do que s\u00e3o. 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