{"id":5534,"date":"2022-11-01T07:20:14","date_gmt":"2022-11-01T06:20:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5534"},"modified":"2022-11-01T07:20:15","modified_gmt":"2022-11-01T06:20:15","slug":"lander-insight-deteta-impressionante-impacto-de-meteoroide-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/11\/01\/lander-insight-deteta-impressionante-impacto-de-meteoroide-em-marte\/","title":{"rendered":"&#8220;Lander&#8221; InSight deteta impressionante impacto de meteoroide em Marte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O &#8220;lander&#8221; InSight da NASA registou um sismo marciano de magnitude 4 no passado dia 24 de dezembro, mas os cientistas s\u00f3 mais tarde descobriram a causa desse sismo: o impacto de um meteoroide, estimado como um dos maiores vistos em Marte desde que a NASA come\u00e7ou a explorar o cosmos. Al\u00e9m disso, a colis\u00e3o com a superf\u00edcie escavou peda\u00e7os de gelo do tamanho de pedregulhos mais perto do equador marciano do que alguma vez foi encontrado &#8211; uma descoberta com implica\u00e7\u00f5es para os planos futuros da NASA de enviar astronautas para o Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas determinaram que o sismo resultou do impacto de um meteoroide quando olharam para o antes e depois em imagens da MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA e avistaram uma nova cratera. Fornecendo uma rara oportunidade de ver como um grande impacto abalou o ch\u00e3o em Marte, o evento e os seus efeitos foram detalhados em dois artigos cient\u00edficos publicados dia 27 de outubro na revista Science.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/1-pia25583-hirise-views-1041.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"962\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/3AhkCyFm_o-962x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5535\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/3AhkCyFm_o-962x1024.jpg 962w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/3AhkCyFm_o-282x300.jpg 282w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/3AhkCyFm_o-768x818.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/3AhkCyFm_o.jpg 985w\" sizes=\"auto, (max-width: 962px) 100vw, 962px\" \/><\/a><figcaption>Blocos de gelo do tamanho de pedregulhos podem ser vistos em torno da orla de uma cratera de impacto em Marte, nesta imagem capturada pela c\u00e2mara HiRISE a bordo da sonda MRO da NASA. A cratera foi formada no dia 24 de dezembro de 2021 pelo impacto de um meteoroide na regi\u00e3o chamada Amazonis Planitia.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estima-se que o meteoroide tenha tido entre 5 a 12 metros &#8211; suficientemente pequeno para ter ardido na atmosfera terrestre, mas n\u00e3o na fina atmosfera de Marte, que tem apenas 1% da sua densidade. O impacto, numa regi\u00e3o chamada Amazonis Planitia, escavou uma cratera com cerca de 150 metros de di\u00e2metro e 21 metros de profundidade. Alguns dos detritos ejetados pelo impacto voaram at\u00e9 37 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com imagens e dados s\u00edsmicos documentando o evento, pensa-se que esta \u00e9 uma das maiores crateras cuja forma\u00e7\u00e3o foi j\u00e1 testemunhada no Sistema Solar. Existem muitas crateras maiores no Planeta Vermelho, mas s\u00e3o significativamente mais velhas e s\u00e3o anteriores a qualquer miss\u00e3o marciana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A descoberta de um impacto fresco deste tamanho n\u00e3o tem precedentes&#8221;, disse Ingrid Daubar da Universidade Brown, que lidera o Grupo de Trabalho de Ci\u00eancia de Impacto do InSight. &#8220;\u00c9 um momento emocionante na hist\u00f3ria geol\u00f3gica &#8211; e conseguimos testemunh\u00e1-lo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00f3dulo InSight tem visto a sua energia diminuir drasticamente nos \u00faltimos meses devido \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de poeira nos seus pain\u00e9is solares. Espera-se agora que o &#8220;lander&#8221; seja desligado nas pr\u00f3ximas seis semanas, pondo fim \u00e0 ci\u00eancia da miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NASA\u2019s InSight Records the Sound of a Martian Impact\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/17hsIedHKx8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O InSight est\u00e1 a estudar a crosta, o manto e o n\u00facleo do planeta. As ondas s\u00edsmicas s\u00e3o fundamentais para a miss\u00e3o e revelaram o tamanho, profundidade e composi\u00e7\u00e3o das camadas interiores de Marte. Desde que aterrou em novembro de 2018, o InSight detetou 1318 sismos marcianos, incluindo v\u00e1rios provocados por impactos de meteoroides mais pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o sismo resultante do impacto de dezembro passado foi o primeiro observado a ter ondas superficiais &#8211; uma esp\u00e9cie de onda s\u00edsmica que ondula ao longo do topo da crosta de um planeta. O segundo dos dois artigos cient\u00edficos relacionados com o grande impacto descreve como os cientistas utilizam estas ondas para estudar a estrutura da crosta de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ca\u00e7adores de crateras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final de 2021, os cientistas da miss\u00e3o InSight informaram o resto da equipa que tinham detetado um grande sismo marciano no dia 24 de dezembro. A cratera foi descoberta pela primeira vez no dia 11 de fevereiro de 2022 por cientistas que trabalhavam no MSSS (Malin Space Science Systems), que construiu e opera duas c\u00e2maras a bordo da MRO. A CTX (Context Camera) fornece imagens a preto e branco, de m\u00e9dia resolu\u00e7\u00e3o, enquanto a MARCI (Mars Color Imager) produz diariamente mapas de todo o planeta, permitindo aos cientistas seguir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em grande escala, como a recente tempestade regional de poeira que diminuiu ainda mais a energia solar do InSight.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/d2pn8kiwq2w21t.cloudfront.net\/original_images\/3-PIA25584-Context_Camera_Views_a_Mars_Impact_Crater_in_Amazonis_Planitia-.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9e\/7d\/wcC8GNtZ_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta cratera de impacto foi descoberta usando a c\u00e2mara CTX (Context Camera) a preto e branco a bordo da sonda MRO da NASA. Observe a imagem antes e a imagem depois do impacto, que ocorreu no dia 24 de dezembro de 2021 numa regi\u00e3o chamada Amazonis Planitia.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A zona do impacto era vis\u00edvel nos dados MARCI e isso permitiu \u00e0 equipa fixar um per\u00edodo de 24 horas dentro do qual este ocorreu. Estas observa\u00e7\u00f5es correlacionaram-se com o epicentro s\u00edsmico, demonstrando conclusivamente que o impacto de um meteoroide provocou o grande sismo de dia 24 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A imagem do impacto era diferente de qualquer outra que j\u00e1 tinha visto antes, com a cratera massiva, o gelo exposto e a dram\u00e1tica zona de explos\u00e3o preservada na poeira marciana&#8221;, disse Liliya Posiolova, que lidera o Grupo de Ci\u00eancia e Opera\u00e7\u00f5es Orbitais no MSSS. &#8220;N\u00e3o pude deixar de imaginar como devia ter sido testemunhar o impacto, a explos\u00e3o atmosf\u00e9rica e os detritos ejetados a quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A determina\u00e7\u00e3o do ritmo a que as crateras s\u00e3o formadas em Marte \u00e9 crucial para refinar a linha temporal geol\u00f3gica do planeta. Em superf\u00edcies mais antigas, como em Marte ou na Lua, existem mais crateras do que na Terra; no nosso planeta, os processos tect\u00f3nicos e de eros\u00e3o apagam caracter\u00edsticas mais antigas da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas crateras tamb\u00e9m exp\u00f5em materiais situados abaixo da superf\u00edcie. Neste caso, grandes peda\u00e7os de gelo espalhados pelo impacto foram vistos pela c\u00e2mara a cores HiRISE (High-Resolution Imaging Science Experiment) da MRO.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gelo subterr\u00e2neo ser\u00e1 um recurso vital para os astronautas, que poder\u00e3o utiliz\u00e1-lo para uma variedade de necessidades, incluindo \u00e1gua pot\u00e1vel, agricultura e combust\u00edvel para foguet\u00f5es. O gelo enterrado nunca tinha sido visto t\u00e3o perto do equador marciano que, como a parte mais quente de Marte, \u00e9 um local apelativo para os astronautas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Flyover of Mars Impact Using HiRISE Data (Animation)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NR7QCUit-do?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/nasa-s-insight-lander-detects-stunning-meteoroid-impact-on-mars\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ethz.ch\/en\/news-and-events\/eth-news\/news\/2022\/10\/what-seismic-waves-reveal-about-martian-crust.html\" target=\"_blank\">\/\/ ETH Zurique (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.add8574\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.abq7157\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astronomy.com\/news\/2022\/10\/insight-and-mro-see-a-chilling-martian-impact\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-03447-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-fresh-large-crater-meteor-impact\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/new-mars-impacts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/158390\/insight-felt-the-ground-shake-from-a-meteorite-impact-on-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-10-nasa-insight-lander-stunning-meteoroid.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/mars-asteroid-impact\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/10\/221027154210.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/marsquakes-meteor-strikes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/newsround\/63424374\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/nasa-insight-lander-meteoroid-impact-mars-192030510.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meteoroide:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteoroid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Impact_event\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Impacto de meteoroide (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>InSight:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/insight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/insight\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasainsight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/InSight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MRO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/marsprogram.jpl.nasa.gov\/mro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O &#8220;lander&#8221; InSight da NASA registou um sismo marciano de magnitude 4 no passado dia 24 de dezembro, mas os cientistas s\u00f3 mais tarde descobriram a causa desse sismo: o impacto de um meteoroide, estimado como um dos maiores vistos em Marte desde que a NASA come\u00e7ou a explorar o cosmos. 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