{"id":5509,"date":"2022-10-21T06:18:53","date_gmt":"2022-10-21T05:18:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5509"},"modified":"2022-10-21T06:19:05","modified_gmt":"2022-10-21T05:19:05","slug":"investigadores-descobrem-novo-buraco-negro-praticamente-no-nosso-quintal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/10\/21\/investigadores-descobrem-novo-buraco-negro-praticamente-no-nosso-quintal\/","title":{"rendered":"Investigadores descobrem novo buraco negro &#8220;praticamente no nosso quintal&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de um chamado buraco negro monstruoso, que tem cerca de 12 vezes a massa do Sol, est\u00e1 descrita num novo artigo submetido \u00e0 revista The Astrophysical Journal, cuja autora principal \u00e9 a Dra. Sukanya Chakrabarti, professora de f\u00edsica na Universidade do Alabama em Huntsville, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Est\u00e1 mais perto do Sol do que qualquer outro buraco negro conhecido, a uma dist\u00e2ncia de 1550 anos-luz&#8221;, diz a Dra. Chakrabarti, catedr\u00e1tica do Departamento de F\u00edsica. &#8220;Portanto, est\u00e1 praticamente no nosso &#8216;quintal'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros s\u00e3o vistos como ex\u00f3ticos porque, embora a sua for\u00e7a gravitacional seja claramente sentida por estrelas e por outros objetos na vizinhan\u00e7a, nenhuma luz pode escapar a um buraco negro, pelo que n\u00e3o podem ser vistos da mesma forma que as estrelas vis\u00edveis.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/9mfCQiil_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"996\" height=\"996\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/9mfCQiil_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5510\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/9mfCQiil_o.jpg 996w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/9mfCQiil_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/9mfCQiil_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/9mfCQiil_o-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 996px) 100vw, 996px\" \/><\/a><figcaption>A estrela parecida com o Sol, que tem como companheiro um buraco negro, est\u00e1 no centro desta imagem.<br>Cr\u00e9dito: SDSS\/S. Chakrabarti et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em alguns casos, como para o dos buracos negros supermassivos nos centros das gal\u00e1xias, podem impulsionar a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica&#8221;, explica a Dra. Chakrabarti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda n\u00e3o \u00e9 claro como estes buracos negros n\u00e3o-interativos afetam a din\u00e2mica gal\u00e1ctica na Via L\u00e1ctea. Se forem numerosos, podem muito bem afetar a forma\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia e a sua din\u00e2mica interna&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para encontrar o buraco negro, a Dra. Chakrabarti e uma equipa de cientistas analisaram dados de quase 200.000 estrelas bin\u00e1rias divulgados durante o ver\u00e3o pela miss\u00e3o Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Procur\u00e1mos objetos que alegadamente tinham grandes massas companheiras, mas cujo brilho podia ser atribu\u00eddo a uma \u00fanica estrela vis\u00edvel&#8221;, diz. &#8220;Por isso, temos uma boa raz\u00e3o para pensar que a companheira \u00e9 escura&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fontes interessantes foram acompanhadas com medi\u00e7\u00f5es espectrogr\u00e1ficas de v\u00e1rios telesc\u00f3pios, incluindo o APF (Automated Planet Finder) no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, os Telesc\u00f3pios Magalh\u00e3es no Chile e o Observat\u00f3rio W. M. Keck no Hawaii.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A atra\u00e7\u00e3o do buraco negro sobre a estrela vis\u00edvel parecida com o Sol pode ser determinada a partir destas medi\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas, que nos d\u00e3o uma velocidade de linha de vis\u00e3o devido ao efeito Doppler&#8221;, diz a Dra. Chakrabarti. O efeito Doppler \u00e9 a mudan\u00e7a de frequ\u00eancia de uma onda em rela\u00e7\u00e3o a um observador, tal como a forma como o som da sirene de uma ambul\u00e2ncia muda \u00e0 medida que passa por n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao analisar as velocidades da linha de vis\u00e3o da estrela vis\u00edvel &#8211; e esta estrela vis\u00edvel \u00e9 semelhante ao nosso pr\u00f3prio Sol &#8211; podemos inferir qu\u00e3o massivo \u00e9 o buraco negro companheiro, bem como o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o e qu\u00e3o exc\u00eantrica \u00e9 a \u00f3rbita&#8221;, diz. &#8220;Estas medi\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas confirmaram independentemente a solu\u00e7\u00e3o Gaia que tamb\u00e9m indicou que este sistema bin\u00e1rio \u00e9 composto por uma estrela vis\u00edvel que est\u00e1 em \u00f3rbita de um objeto muito massivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O buraco negro tem de ser inferido a partir da an\u00e1lise dos movimentos da estrela vis\u00edvel, porque n\u00e3o est\u00e1 a interagir com a estrela luminosa. Os buracos negros n\u00e3o-interativos n\u00e3o t\u00eam tipicamente um anel de acre\u00e7\u00e3o de poeira e material que acompanha os buracos negros que est\u00e3o a interagir com outro objeto. A acre\u00e7\u00e3o torna o tipo de intera\u00e7\u00e3o relativamente mais f\u00e1cil de observar opticamente, raz\u00e3o pela qual foram encontrados muitos mais deste tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A maioria dos buracos negros em sistemas bin\u00e1rios s\u00e3o bin\u00e1rios de raios-X &#8211; por outras palavras, s\u00e3o brilhantes em raios-X devido a alguma intera\u00e7\u00e3o com o buraco negro, muitas vezes devido ao buraco negro que devora a outra estrela&#8221;, diz a Dra. Chakrabarti. &#8220;\u00c0 medida que o material da outra estrela cai neste profundo po\u00e7o gravitacional, podemos ver raios-X&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes sistemas em intera\u00e7\u00e3o tendem a estar em \u00f3rbitas de curto per\u00edodo, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Neste caso estamos a olhar para um buraco negro monstruoso, mas est\u00e1 numa \u00f3rbita de longo per\u00edodo de 185 dias, ou cerca de meio ano. Est\u00e1 bastante longe da estrela vis\u00edvel e n\u00e3o est\u00e1 a fazer quaisquer avan\u00e7os na sua dire\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As t\u00e9cnicas que os cientistas utilizaram tamb\u00e9m devem ser aplic\u00e1veis \u00e0 descoberta de outros sistemas n\u00e3o interativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 uma nova popula\u00e7\u00e3o sobre a qual estamos apenas a come\u00e7ar a aprender e que nos dir\u00e1 mais sobre a forma\u00e7\u00e3o dos buracos negros, de modo que tem sido muito excitante trabalhar nisto&#8221;, diz Peter Craig, candidato a doutoramento no Instituto de Tecnologia de Rochester que \u00e9 orientado pela Dra. Chakrabarti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estimativas simples sugerem que, na nossa Gal\u00e1xia, existem cerca de um milh\u00e3o de estrelas vis\u00edveis que t\u00eam buracos negros enormes como companheiros&#8221;, real\u00e7a a Dra. Chakrabarti. &#8220;Mas h\u00e1 cem mil milh\u00f5es de estrelas na Via L\u00e1ctea, por isso \u00e9 como procurar uma agulha num palheiro. A miss\u00e3o Gaia, com as suas medi\u00e7\u00f5es incrivelmente precisas, facilitou e restringiu a nossa procura&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas est\u00e3o a tentar compreender as vias de forma\u00e7\u00e3o dos buracos negros n\u00e3o-interativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existem atualmente v\u00e1rias maneiras diferentes propostas pelos te\u00f3ricos, mas os buracos negros n\u00e3o-interativos em torno de estrelas luminosas s\u00e3o um tipo de popula\u00e7\u00e3o muito novo,&#8221; comenta a Dra. Chakrabarti. &#8220;Por isso, \u00e9 prov\u00e1vel que demoremos algum tempo a compreender a sua demografia, como se formam e como estas maneiras s\u00e3o diferentes &#8211; ou se s\u00e3o semelhantes &#8211; da popula\u00e7\u00e3o mais conhecida de buracos negros em intera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.uah.edu\/news\/items\/uah-physicist-lead-author-of-paper-on-discovery-of-new-monster-black-hole\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Alabama em Huntsville (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.05003\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>APF (Automated Planet Finder):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.ucolick.org\/public\/telescopes\/apf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Lick<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Automated_Planet_Finder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pios Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lco.cl\/telescopes-information\/magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Las Campanas<\/a><br><a href=\"http:\/\/obs.carnegiescience.edu\/Magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Carnegie<\/a><br><a href=\"https:\/\/visao.as.arizona.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Arizona<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellan_Telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A descoberta de um chamado buraco negro monstruoso, que tem cerca de 12 vezes a massa do Sol, est\u00e1 descrita num novo artigo submetido \u00e0 revista The Astrophysical Journal, cuja autora principal \u00e9 a Dra. 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