{"id":5498,"date":"2022-10-18T06:17:49","date_gmt":"2022-10-18T05:17:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5498"},"modified":"2022-10-18T06:17:50","modified_gmt":"2022-10-18T05:17:50","slug":"hubble-avista-jato-ultrarrapido-oriundo-de-colisao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/10\/18\/hubble-avista-jato-ultrarrapido-oriundo-de-colisao-estelar\/","title":{"rendered":"Hubble avista jato ultrarr\u00e1pido oriundo de colis\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos que utilizam o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA fizeram uma medi\u00e7\u00e3o \u00fanica que indica que um jato, varrendo o espa\u00e7o a velocidades superiores a 99,7% da velocidade da luz, foi impulsionado pela colis\u00e3o tit\u00e2nica entre duas estrelas de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O evento explosivo, denominado GW170817, foi observado em agosto de 2017. A explos\u00e3o libertou a energia compar\u00e1vel \u00e0 de uma explos\u00e3o de supernova. Foi a primeira dete\u00e7\u00e3o combinada de ondas gravitacionais e radia\u00e7\u00e3o gama a partir de uma fus\u00e3o de uma estrela de neutr\u00f5es bin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01G6AV571S02YVSFYP5TRBT3HH.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2ZWcUjbe_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5499\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2ZWcUjbe_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2ZWcUjbe_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2ZWcUjbe_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2ZWcUjbe_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta \u00e9 uma impress\u00e3o art\u00edstica da colis\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es. A colis\u00e3o entre dois remanescentes estelares densos liberta a energia equivalente a 1000 novas padr\u00e3o. No rescaldo da colis\u00e3o, um jato \u00e9 expelido quase \u00e0 velocidade da luz. O jato \u00e9 dirigido ao longo de um feixe estreito confinado por poderosos campos magn\u00e9ticos. O jato colide e varre material no meio interestelar circundante.<br>Cr\u00e9dito: Elizabeth Wheatley (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi um grande momento na investiga\u00e7\u00e3o em curso sobre estas colis\u00f5es extraordin\u00e1rias. As consequ\u00eancias desta fus\u00e3o foram vistas coletivamente por 70 observat\u00f3rios em todo o mundo e no espa\u00e7o, atrav\u00e9s de uma ampla faixa do espectro eletromagn\u00e9tico, em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 dete\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais. Isto assinalou um avan\u00e7o significativo para o campo emergente do Dom\u00ednio do Tempo e da Astrof\u00edsica Multi-mensageira, a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos &#8220;mensageiros&#8221; como a luz e as ondas gravitacionais para estudar o Universo \u00e0 medida que este muda ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas rapidamente apontaram o Hubble para o local da explos\u00e3o apenas dois dias depois. As estrelas de neutr\u00f5es colapsaram para formar um buraco negro cuja poderosa gravidade come\u00e7ou a puxar material na sua dire\u00e7\u00e3o. Esse material formou um disco com r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o que gerou jatos que se deslocavam para longe dos seus polos. O estrondoso jato esmagou e varreu o material na concha em expans\u00e3o dos detritos da explos\u00e3o. Isto incluiu uma mancha de material atrav\u00e9s do qual emergiu um jato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o evento tenha ocorrido em 2017, foram necess\u00e1rios v\u00e1rios anos para os cientistas arranjarem uma forma de analisar os dados do Hubble e os dados de outros telesc\u00f3pios e assim &#8220;pintarem&#8221; este quadro completo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A observa\u00e7\u00e3o do Hubble foi combinada com observa\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios radiotelesc\u00f3pios da NSF (National Science Foundation) trabalhando em conjunto para o VLBI (Very Long Baseline Interferometry). Os dados de r\u00e1dio foram obtidos 75 dias e 230 dias ap\u00f3s a explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estou espantado que o Hubble tenha conseguido dar uma medi\u00e7\u00e3o t\u00e3o precisa, que rivaliza com a precis\u00e3o alcan\u00e7ada pelos poderosos radiotelesc\u00f3pios VLBI espalhados pelo globo&#8221;, disse Kunal P. Mooley do Caltech em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, autor principal do artigo publicado dia 12 de outubro na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores utilizaram dados do Hubble, juntamente com dados do sat\u00e9lite Gaia da ESA, al\u00e9m do VLBI, para alcan\u00e7ar uma precis\u00e3o extrema. &#8220;Foram precisos meses de an\u00e1lise cuidadosa dos dados para fazer esta medi\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Jay Anderson do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Combinando as diferentes observa\u00e7\u00f5es, foram capazes de determinar o local da explos\u00e3o. A medi\u00e7\u00e3o do Hubble mostrou que o jato se movia a uma velocidade aparente de sete vezes a velocidade da luz. As observa\u00e7\u00f5es r\u00e1dio mostraram que o jato mais tarde tinha desacelerado at\u00e9 uma velocidade aparente de quatro vezes a da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na realidade, nada pode exceder a velocidade da luz, por isso este movimento &#8220;superluminal&#8221; \u00e9 uma ilus\u00e3o. Uma vez que o jato se desloca na dire\u00e7\u00e3o da Terra quase \u00e0 velocidade da luz, a luz que emite num momento posterior tem uma dist\u00e2ncia mais curta a percorrer. Basicamente o jato est\u00e1 a perseguir a sua pr\u00f3pria luz. Na realidade, j\u00e1 passou mais tempo entre a emiss\u00e3o da luz pelo jato do que o observador pensa. Isto faz com que a velocidade do objeto seja sobrestimada &#8211; neste caso, aparentemente excedendo a velocidade da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso resultado indica que o jato estava a mover-se pelo menos a 99,97% da velocidade da luz quando foi lan\u00e7ado&#8221;, disse Wenbin Lu da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medi\u00e7\u00f5es Hubble, combinadas com as medi\u00e7\u00f5es do VLBI, anunciadas em 2018, refor\u00e7am em muito a liga\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito presumida entre as fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es e as explos\u00f5es de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o. Essa liga\u00e7\u00e3o requer o aparecimento de um jato r\u00e1pido, que foi agora medido em GW170817.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este trabalho prepara o caminho para estudos mais precisos de fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es, detetadas pelos observat\u00f3rios de ondas gravitacionais LIGO, Virgo e KAGRA. Com uma amostra suficientemente grande nos pr\u00f3ximos anos, as observa\u00e7\u00f5es de jatos relativistas poder\u00e3o fornecer outra linha de investiga\u00e7\u00e3o para medir o ritmo de expans\u00e3o do Universo, associada a um n\u00famero conhecido como a constante de Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, existe uma discrep\u00e2ncia entre os valores da constante de Hubble estimados para o Universo primitivo e para o Universo pr\u00f3ximo &#8211; um dos maiores mist\u00e9rios da astrof\u00edsica atual. Os valores diferentes baseiam-se em medi\u00e7\u00f5es extremamente precisas de supernovas do Tipo Ia pelo Hubble e por outros observat\u00f3rios, e em medi\u00e7\u00f5es do fundo c\u00f3smico de micro-ondas pelo sat\u00e9lite Planck da ESA. Mais observa\u00e7\u00f5es de jatos relativistas poderiam acrescentar informa\u00e7\u00f5es para os astr\u00f3nomos que tentam resolver este puzzle.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Reveals Ultra-Relativistic Jet\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RXUy0StPeFs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/hubble-spots-ultra-speedy-jet-blasting-from-star-crash\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2022\/news-2022-029.html\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-05145-7\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.06568\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hubble-space-telescope-neutron-star-collision-jet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-10-hubble-ultra-speedy-jet-blasting-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2342191-jet-from-neutron-stars-seems-to-travel-seven-times-the-speed-of-light\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GW170817:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ligo.org\/detections\/GW170817.php\" target=\"_blank\">LIGO<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GW170817\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ondas gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gracedb.ligo.org\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave_detection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomia de ondas gravitacionais &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127255\/gravitational-waves-101\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ondas gravitacionais: como distorcem o espa\u00e7o &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127286\/gravitational-wave-detectors-how-they-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Detetores: como funcionam &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127329\/gravitational-wave-sources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As fontes de ondas gravitacionais &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4GbWfNHtHRg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 uma onda gravitacional (YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLBI:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very-long-baseline_interferometry\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos que utilizam o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA fizeram uma medi\u00e7\u00e3o \u00fanica que indica que um jato, varrendo o espa\u00e7o a velocidades superiores a 99,7% da velocidade da luz, foi impulsionado pela colis\u00e3o tit\u00e2nica entre duas estrelas de neutr\u00f5es. 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