{"id":5486,"date":"2022-10-14T06:42:48","date_gmt":"2022-10-14T05:42:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5486"},"modified":"2022-10-14T06:42:58","modified_gmt":"2022-10-14T05:42:58","slug":"buraco-negro-arrota-estrela-triturada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/10\/14\/buraco-negro-arrota-estrela-triturada\/","title":{"rendered":"Buraco negro &#8220;arrota&#8221; estrela triturada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outubro de 2018, uma pequena estrela foi desfeita em peda\u00e7os quando vagueou demasiado perto de um buraco negro numa gal\u00e1xia situada a 665 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. Embora possa parecer excitante, o evento n\u00e3o foi uma surpresa para os astr\u00f3nomos que ocasionalmente testemunham estes eventos violentos enquanto observam o c\u00e9u noturno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas quase tr\u00eas anos ap\u00f3s o massacre, o mesmo buraco negro voltou a iluminar os c\u00e9us &#8211; e n\u00e3o engoliu nada de novo, dizem os cientistas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5487\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/YAuH8rPW_o-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s, onde um buraco negro supermassivo esparguetifica e devora uma estrela. Parte do material n\u00e3o \u00e9 consumido pelo buraco negro e \u00e9 atirado de volta para o espa\u00e7o.<br>Cr\u00e9dito: DESY, Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto apanhou-nos completamente de surpresa &#8211; nunca ningu\u00e9m tinha visto nada assim&#8221;, diz Yvette Cendes, associada de investiga\u00e7\u00e3o do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian e autora principal de um novo estudo que analisa o fen\u00f3meno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa conclui que o buraco negro est\u00e1 agora a ejetar material viajando a metade da velocidade da luz, mas n\u00e3o sabe por que raz\u00e3o o fluxo foi atrasado por v\u00e1rios anos. Os resultados, descritos esta semana na revista The Astrophysical Journal, podem ajudar os cientistas a compreender melhor o comportamento alimentar dos buracos negros, que Cendes compara a &#8220;arrotar&#8221; ap\u00f3s uma refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa detetou a invulgar explos\u00e3o ao mesmo tempo que revisitava eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s &#8211; quando estrelas invasoras s\u00e3o &#8220;esparguetificadas&#8221; por buracos negros &#8211; que ocorreram ao longo dos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados de r\u00e1dio do VLA (Very Large Array) no estado norte-americano do Novo M\u00e9xico mostraram que o buraco negro tinha sido misteriosamente reanimado em junho de 2021. Cendes e a equipa apressaram-se a examinar o evento mais de perto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Candidat\u00e1mo-nos a Tempo Discricion\u00e1rio de Diretor em v\u00e1rios telesc\u00f3pios, que \u00e9 quando se encontra algo t\u00e3o inesperado que n\u00e3o podemos esperar pelo ciclo normal de propostas para o observar&#8221;, explica Cendes. &#8220;Todas as candidaturas foram imediatamente aceites&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa recolheu observa\u00e7\u00f5es do evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s, chamado AT2018hyz, em v\u00e1rios comprimentos de onda utilizando o VLA, o observat\u00f3rio ALMA no Chile, o MeerKAT na \u00c1frica do Sul, o ATCA (Australian Telescope Compact Array) na Austr\u00e1lia e o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra e o Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift, estes dois \u00faltimos situados no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es r\u00e1dio do evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s revelaram-se as mais marcantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos vindo a estudar os eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, e descobrimos por vezes que eles brilham no r\u00e1dio enquanto vomitam material e enquanto a estrela \u00e9 consumida pela primeira vez pelo buraco negro&#8221;, diz Edo Berger, professor de astronomia na Universidade de Harvard e no Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian, coautor do novo estudo. &#8220;Mas em AT2018hyz houve sil\u00eancio radiof\u00f3nico durante os primeiros tr\u00eas anos e agora est\u00e1 dramaticamente iluminado para se tornar um dos eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s mais luminosos no r\u00e1dio alguma vez observados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sebastian Gomez, p\u00f3s-doutorado no STScI (Space Telescope Science Institute) e coautor do novo artigo cient\u00edfico, diz que AT2018hyz era &#8220;banal&#8221; em 2018 quando o estudou pela primeira vez usando telesc\u00f3pios \u00f3ticos, incluindo o telesc\u00f3pio de 1,2 m no Observat\u00f3rio Fred Lawrence Whipple, no estado norte-americano do Arizona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gomez, que na altura estava a trabalhar na sua disserta\u00e7\u00e3o de doutoramento com Berger, usou modelos te\u00f3ricos para calcular que a estrela rasgada pelo buraco negro tinha apenas um-d\u00e9cimo da massa do nosso Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Monitoriz\u00e1mos AT2018hyz no vis\u00edvel durante v\u00e1rios meses at\u00e9 que desvaneceu, e depois pusemo-lo de lado&#8221;, diz Gomez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s s\u00e3o bem conhecidos por emitirem luz quando ocorrem. \u00c0 medida que uma estrela se aproxima de um buraco negro, as for\u00e7as gravitacionais come\u00e7am a esticar, ou a esparguetificar, a estrela. Eventualmente, o material alongado espalha-se em torno do buraco negro e aquece, criando um clar\u00e3o que os astr\u00f3nomos podem detetar a milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns materiais esparguetificados s\u00e3o ocasionalmente atirados para o espa\u00e7o. Os astr\u00f3nomos dizem que os buracos negros s\u00e3o glut\u00f5es que causam muita bagun\u00e7a &#8211; nem tudo o que tentam consumir lhes chega \u00e0 boca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a emiss\u00e3o, conhecida como fluxo, normalmente desenvolve-se rapidamente ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de um evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9 &#8211; n\u00e3o anos mais tarde. &#8220;\u00c9 como se este buraco negro tivesse come\u00e7ado abruptamente a arrotar um monte de material da estrela que comeu h\u00e1 anos atr\u00e1s&#8221;, explica Cendes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste caso, os &#8220;arrotos&#8221; s\u00e3o retumbantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fluxo de material viaja t\u00e3o depressa quanto 50% da velocidade da luz. Para compara\u00e7\u00e3o, a maioria dos eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s tem um fluxo que viaja a 10% da velocidade da luz, diz Cendes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que testemunhamos um atraso t\u00e3o grande entre a alimenta\u00e7\u00e3o e o fluxo de sa\u00edda&#8221;, diz Berger. &#8220;O pr\u00f3ximo passo \u00e9 explorar se isto realmente acontece com mais regularidade e simplesmente n\u00e3o temos estado a olhar para os eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9 suficientemente tarde na sua evolu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.harvard.edu\/gazette\/story\/2022\/10\/black-hole-burps-up-shredded-star-years-after-consuming-it\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/cfa.harvard.edu\/news\/weve-never-seen-anything-black-hole-spews-out-material-years-after-shredding-star\" target=\"_blank\">\/\/ Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac88d0\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2206.14297\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/967557\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/10\/221012103217.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-10-black-hole-burps-shredded-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AT2018hyz:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.wis-tns.org\/object\/2018hyz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Transient Name Server<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tidal_disruption_event\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MeerKAT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sarao.ac.za\/gallery\/meerkat\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SARAO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MeerKAT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ATCA:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.narrabri.atnf.csiro.au\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Australia_Telescope_Compact_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Swift:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/swift\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em outubro de 2018, uma pequena estrela foi desfeita em peda\u00e7os quando vagueou demasiado perto de um buraco negro numa gal\u00e1xia situada a 665 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. Embora possa parecer excitante, o evento n\u00e3o foi uma surpresa para os astr\u00f3nomos que ocasionalmente testemunham estes eventos violentos enquanto observam o c\u00e9u noturno. Mas quase &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,16,1],"tags":[305,1427,1043,192,1039,638,167,255,389],"class_list":["post-5486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-at2018hyz","tag-atca","tag-buraco-negro","tag-evento-de-perturbacao-de-mares","tag-meerkat","tag-chandra","tag-swift","tag-vla"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5488,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5486\/revisions\/5488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}