{"id":5483,"date":"2022-10-11T06:23:41","date_gmt":"2022-10-11T05:23:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5483"},"modified":"2022-10-11T06:23:43","modified_gmt":"2022-10-11T05:23:43","slug":"insight-da-nasa-a-espera-que-tempestade-de-poeira-se-dissipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/10\/11\/insight-da-nasa-a-espera-que-tempestade-de-poeira-se-dissipe\/","title":{"rendered":"InSight da NASA \u00e0 espera que tempestade de poeira se dissipe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o InSight da NASA, que se espera que termine num futuro pr\u00f3ximo, viu uma queda recente na energia gerada pelos seus pain\u00e9is solares \u00e0 medida que uma tempestade de poeira do tamanho de um continente gira sobre o hemisf\u00e9rio sul de Marte. Observada pela primeira vez no dia 21 de setembro de 2022, pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, a tempestade est\u00e1 a cerca de 3500 quil\u00f3metros do m\u00f3dulo InSight e teve inicialmente pouco impacto no &#8220;lander&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o monitoriza cuidadosamente o n\u00edvel de energia do &#8220;lander&#8221;, que tem vindo a diminuir \u00e0 medida que a poeira se acumula nos seus pain\u00e9is solares. Na segunda-feira, 3 de outubro, a tempestade tinha crescido o suficiente e estava a acumular tanta poeira que a espessura da neblina poeirenta na atmosfera marciana tinha aumentado em quase 40% em torno do InSight. Com menos luz solar a atingir os pain\u00e9is do &#8220;lander&#8221;, a sua energia caiu de 425 watt-hora por dia marciano, ou sol, para apenas 275 watt-hora por sol.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/JgRcVdld_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"477\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/JgRcVdld_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5190\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/JgRcVdld_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/JgRcVdld_o-300x145.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/JgRcVdld_o-768x372.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>O &#8220;lander&#8221; InSight da NASA captou esta &#8220;selfie&#8221; final a 24 de abril de 2022, o 1211.\u00ba dia marciano, ou sol, da miss\u00e3o. O m\u00f3dulo de aterragem est\u00e1 coberto de muito mais poeira do que estava na sua primeira &#8220;selfie&#8221;, tirada em dezembro de 2018, pouco tempo depois da aterragem &#8211; ou na sua segunda &#8220;selfie&#8221;, composta de imagens tiradas em mar\u00e7o e abril de 2019.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sism\u00f3metro do InSight tem estado a funcionar cerca de 24 horas dia marciano sim, dia marciano n\u00e3o. Mas a queda na energia solar n\u00e3o deixa alimenta\u00e7\u00e3o suficiente para carregar completamente as baterias a cada sol. Ao ritmo atual de descarga, o &#8220;lander&#8221; s\u00f3 poderia operar durante algumas semanas. Assim, para conservar energia, a miss\u00e3o vai desligar o sism\u00f3metro do InSight durante as pr\u00f3ximas duas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Est\u00e1vamos mais ou menos no degrau inferior da nossa escada no que toca \u00e0 energia. Agora estamos no ch\u00e3o&#8221;, disse o gestor do projeto InSight, Chuck Scott, do JPL da NASA no sul da Calif\u00f3rnia, EUA. &#8220;Se conseguirmos sobreviver a isto, podemos continuar a operar no inverno &#8211; mas eu preocupar-me-ia com a pr\u00f3xima tempestade que surgir&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tinha estimado que a miss\u00e3o do InSight iria terminar algures entre o final de outubro deste ano e janeiro de 2023, com base em previs\u00f5es de quanto a poeira nos seus pain\u00e9is solares ir\u00e1 reduzir a sua produ\u00e7\u00e3o de energia. Desde h\u00e1 muito tempo que o &#8220;lander&#8221; ultrapassou a sua miss\u00e3o principal e est\u00e1 agora perto do fim da sua miss\u00e3o alargada, realizando &#8220;ci\u00eancia b\u00f3nus&#8221; ao medir sismos marcianos, que revelam detalhes sobre o interior profundo do Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0b\/98\/mqxeFOoS_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/0b\/98\/mqxeFOoS_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>As nuvens beges vistas neste mapa global de Marte s\u00e3o uma tempestade de poeira do tamanho de um continente, capturadas no dia 29 de setembro de 2022, pelo\u00a0MCS (Mars Climate Sounder)\u00a0a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. As miss\u00f5es Perseverance, Curiosity e InSight da NASA est\u00e3o rotuladas, mostrando as vastas dist\u00e2ncias entre elas.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O estudo das tempestades marcianas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 sinais de que esta grande tempestade regional atingiu o seu pico e entrou na sua fase de dissipa\u00e7\u00e3o: o instrumento MCS (Mars Climate Sounder) da MRO, que mede o aquecimento provocado pela absor\u00e7\u00e3o de luz solar pela poeira, v\u00ea o crescimento da tempestade a abrandar. E as nuvens que levantam poeira, observadas em imagens do MARCI (Mars Color Imager) do mesmo orbitador &#8211; que cria diariamente mapas globais do Planeta Vermelho e foi o primeiro instrumento a detetar a tempestade &#8211; n\u00e3o est\u00e3o a crescer t\u00e3o rapidamente como antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta tempestade regional n\u00e3o \u00e9 uma surpresa: \u00e9 a terceira tempestade do seu g\u00e9nero que foi vista este ano. De facto, as tempestades de poeira de Marte ocorrem em todas as \u00e9pocas do ano marciano, embora mais delas &#8211; e maiores &#8211; ocorram durante o outono e inverno no hemisf\u00e9rio norte, que est\u00e1 a chegar ao fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tempestades marcianas de poeira n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o violentas ou dram\u00e1ticas como Hollywood as retrata. Embora os ventos possam soprar at\u00e9 97 km\/h, o ar marciano \u00e9 suficientemente fino para ter apenas uma fra\u00e7\u00e3o da for\u00e7a das tempestades na Terra. Na sua maioria, as tempestades criam &#8220;bagun\u00e7a&#8221;: atiram poeira para a atmosfera, que desce lentamente, por vezes demorando semanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em raras ocasi\u00f5es, os cientistas t\u00eam visto tempestades de poeira a crescer para eventos globais, que cobrem quase todo o planeta Marte. Uma destas tempestades de poeira de tamanho planet\u00e1rio acabou com a miss\u00e3o do rover Opportunity da NASA em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por serem movidos a energia nuclear, os rovers Curiosity e Perseverance da NASA n\u00e3o t\u00eam com que se preocupar em termos de uma tempestade de poeira que afeta a sua energia. Mas o helic\u00f3ptero Ingenuity \u00e9 movido a energia solar e tem notado o aumento global da neblina de fundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de monitorizar tempestades para a seguran\u00e7a das miss\u00f5es da NASA na superf\u00edcie marciana, a MRO passou 17 anos a recolher dados inestim\u00e1veis sobre como e porque \u00e9 que estas tempestades se formam. &#8220;Estamos a tentar captar os padr\u00f5es destas tempestades para podermos melhor prever quando est\u00e3o prestes a acontecer&#8221;, disse Zurek. &#8220;Aprendemos mais sobre a atmosfera de Marte com cada uma delas que observamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/nasa-s-insight-waits-out-dust-storm\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>InSight:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/insight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/insight\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasainsight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/InSight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A miss\u00e3o InSight da NASA, que se espera que termine num futuro pr\u00f3ximo, viu uma queda recente na energia gerada pelos seus pain\u00e9is solares \u00e0 medida que uma tempestade de poeira do tamanho de um continente gira sobre o hemisf\u00e9rio sul de Marte. 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