{"id":5474,"date":"2022-10-07T06:32:04","date_gmt":"2022-10-07T05:32:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5474"},"modified":"2022-10-07T06:32:14","modified_gmt":"2022-10-07T05:32:14","slug":"gas-hilariante-no-espaco-pode-significar-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/10\/07\/gas-hilariante-no-espaco-pode-significar-vida\/","title":{"rendered":"G\u00e1s hilariante, no espa\u00e7o, pode significar vida"},"content":{"rendered":"\n<p>Cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia, Riverside, est\u00e3o a sugerir que falta algo na lista t\u00edpica de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que os astrobi\u00f3logos utilizam para procurar vida em planetas \u00e0 volta de outras estrelas &#8211; o g\u00e1s hilariante.<\/p>\n\n\n\n<p>Os compostos qu\u00edmicos na atmosfera de um planeta que poderiam indicar vida, chamados bioassinaturas, incluem tipicamente gases encontrados em abund\u00e2ncia na atmosfera da Terra de hoje.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia21421-cr.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"883\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/rHLqXoDX_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5475\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/rHLqXoDX_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/rHLqXoDX_o-300x269.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/rHLqXoDX_o-768x688.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do sistema exoplanet\u00e1rio TRAPPIST-1.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;Tem-se pensado muito no oxig\u00e9nio e no metano como bioassinaturas. Um grupo mais pequeno de investigadores tem considerado seriamente o \u00f3xido nitroso, mas pensamos que isso pode ser um erro&#8221;, disse Eddie Schwieterman, astrobi\u00f3logo do Departamento de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias da UCR.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta conclus\u00e3o, e o trabalho de modelagem da qual tem origem, est\u00e3o detalhados num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar l\u00e1, Schwieterman liderou uma equipa de investigadores que determinou a quantidade de \u00f3xido nitroso que os seres vivos num planeta semelhante \u00e0 Terra poderiam eventualmente produzir. Depois fizeram modelos simulando esse planeta em torno de diferentes tipos de estrelas e determinaram quantidades de N<sub>2<\/sub>O que poderiam ser detetadas por um observat\u00f3rio como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Num sistema estelar como TRAPPIST-1, o melhor e mais pr\u00f3ximo sistema onde observar as atmosferas dos planetas rochosos, podia-se potencialmente detetar \u00f3xido nitroso a n\u00edveis compar\u00e1veis ao do CO<sub>2<\/sub>&nbsp;ou do metano&#8221;, disse Schwieterman.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 m\u00faltiplas formas de os seres vivos conseguirem produzir \u00f3xido nitroso, ou N<sub>2<\/sub>O. Os microrganismos est\u00e3o constantemente a transformar outros compostos de azoto em N<sub>2<\/sub>O, um processo metab\u00f3lico que pode produzir energia celular \u00fatil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A vida gera produtos residuais de azoto que s\u00e3o convertidos por alguns microrganismos em nitratos. Num aqu\u00e1rio, estes nitratos acumulam-se, raz\u00e3o pela qual se tem de mudar a \u00e1gua&#8221;, disse Schwieterman.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Contudo, sob condi\u00e7\u00f5es ideais no oceano, certas bact\u00e9rias podem converter esses nitratos em N<sub>2<\/sub>O&#8221;, disse Schwieterman. &#8220;O g\u00e1s vaza ent\u00e3o para a atmosfera&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em determinadas circunst\u00e2ncias, o N<sub>2<\/sub>O podia ser detetado numa atmosfera e ainda n\u00e3o indicar vida. A equipa de Schwieterman teve isto em conta na sua modelagem. Uma pequena quantidade de \u00f3xido nitroso \u00e9 criada por rel\u00e2mpagos, por exemplo. Mas, juntamente com o N<sub>2<\/sub>O, os rel\u00e2mpagos tamb\u00e9m criam di\u00f3xido de azoto, o que ofereceria aos astrobi\u00f3logos uma pista de que o clima ou os processos geol\u00f3gicos criaram o g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros que consideraram o N<sub>2<\/sub>O como um g\u00e1s bioassinatura concluem frequentemente que seria dif\u00edcil de detetar de t\u00e3o longe. Schwieterman explicou que esta conclus\u00e3o se baseia nas concentra\u00e7\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O na atmosfera da Terra de hoje. Uma vez que n\u00e3o h\u00e1 muito \u00f3xido nitroso neste planeta, que est\u00e1 repleto de vida, alguns pensam que tamb\u00e9m seria dif\u00edcil de detetar noutros locais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta conclus\u00e3o n\u00e3o explica os per\u00edodos da hist\u00f3ria da Terra em que as condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas teriam permitido uma liberta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica muito maior de N<sub>2<\/sub>O. As condi\u00e7\u00f5es nesses per\u00edodos poderiam espelhar onde hoje se encontra um exoplaneta&#8221;, disse Schwieterman.<\/p>\n\n\n\n<p>Schwieterman acrescentou que estrelas comuns como as an\u00e3s K e M produzem um espectro de luz que \u00e9 menos eficaz a quebrar a mol\u00e9cula N<sub>2<\/sub>O do que o nosso Sol. Estes dois efeitos combinados poderiam aumentar largamente a quantidade prevista deste g\u00e1s bioassinatura num mundo habitado.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de investiga\u00e7\u00e3o incluiu os astrobi\u00f3logos Daria Pidhorodetska, Andy Ridgwell e Timothy Lyons da UCR, bem como cientistas da Universidade de Purdue, do Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia, da Universidade Americana e do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de investiga\u00e7\u00e3o pensa que agora \u00e9 o momento para os astrobi\u00f3logos considerarem gases alternativos de bioassinatura como o N<sub>2<\/sub>O porque o telesc\u00f3pio James Webb poder\u00e1 em breve transmitir informa\u00e7\u00f5es sobre as atmosferas de planetas rochosos e semelhantes \u00e0 Terra no sistema TRAPPIST-1.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quer\u00edamos apresentar esta ideia para mostrar que n\u00e3o est\u00e1 fora de quest\u00e3o a dete\u00e7\u00e3o deste g\u00e1s bioassinatura, caso o procur\u00e1ssemos&#8221;, disse Schwieterman.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucr.edu\/articles\/2022\/10\/04\/laughing-gas-space-could-mean-life\" target=\"_blank\">\/\/ UC Riversidade (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac8cfb\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2210.01669\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00d3xido nitroso (N<sub>2<\/sub>O):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nitrous_oxide\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRAPPIST-1:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/TRAPPIST-1%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1b (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1b (Exoplanet.eu)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1c (Wikipedia)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1c (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1d (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_d\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1d (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1e\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1e (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1e (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1f (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_f\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1f (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1g\">TRAPPIST-1g (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_g\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1g (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TRAPPIST-1h\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1h (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/trappist-1_h\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRAPPIST-1h (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrelas an\u00e3s K:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/K-type_main-sequence_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrelas an\u00e3s M:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia, Riverside, est\u00e3o a sugerir que falta algo na lista t\u00edpica de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que os astrobi\u00f3logos utilizam para procurar vida em planetas \u00e0 volta de outras estrelas &#8211; o g\u00e1s hilariante. 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