{"id":5452,"date":"2022-09-30T06:17:03","date_gmt":"2022-09-30T05:17:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5452"},"modified":"2022-09-30T06:17:13","modified_gmt":"2022-09-30T05:17:13","slug":"potenciais-primeiros-vestigios-das-estrelas-mais-antigas-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/09\/30\/potenciais-primeiros-vestigios-das-estrelas-mais-antigas-do-universo\/","title":{"rendered":"Potenciais primeiros vest\u00edgios das estrelas mais antigas do Universo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos podem ter descoberto os antigos remanescentes qu\u00edmicos das primeiras estrelas a iluminar o Universo. Utilizando uma an\u00e1lise inovadora de um quasar distante observado pelo telesc\u00f3pio Gemini North de 8,1 metros no Hawaii, operado pelo NOIRLab da NSF (National Science Foundation), os cientistas encontraram uma propor\u00e7\u00e3o invulgar de elementos que, argumentam, s\u00f3 podem ser origin\u00e1rios dos detritos produzidos pela explos\u00e3o de uma estrela de primeira gera\u00e7\u00e3o com 300 massas solares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras estrelas formaram-se provavelmente quando o Universo tinha apenas 100 milh\u00f5es de anos, menos de 1% da sua idade atual. Estas primeiras estrelas &#8211; conhecidas como de Popula\u00e7\u00e3o III &#8211; eram t\u00e3o titanicamente massivas que quando terminaram as suas vidas como supernovas rasgaram-se a ela pr\u00f3prias, semeando o espa\u00e7o interestelar com uma mistura distinta de elementos pesados. No entanto, apesar de d\u00e9cadas de procura diligente por parte dos astr\u00f3nomos, n\u00e3o havia at\u00e9 agora evid\u00eancias diretas destas estrelas primordiais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2222a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9sRDvJ5L_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5453\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9sRDvJ5L_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9sRDvJ5L_o-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta impress\u00e3o de artista mostra um campo de estrelas de Popula\u00e7\u00e3o III, apenas 100 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Os astr\u00f3nomos podem ter descoberto os primeiros sinais dos seus antigos remanescentes qu\u00edmicos nas nuvens que rodeavam um dos quasares mais distantes alguma vez detetados.<br>Cr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/J. da Silva\/SpaceEngine<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar um dos mais distantes quasares conhecidos (a luz deste quasar viajou durante 13,1 mil milh\u00f5es de anos, o que significa que os astr\u00f3nomos est\u00e3o a observ\u00e1-lo quando o Universo tinha apenas 700 milh\u00f5es de anos. Isto corresponde a um desvio para o vermelho de 7,54) utilizando o telesc\u00f3pio Gemini North, um de dois telesc\u00f3pios id\u00eanticos que comp\u00f5em o Observat\u00f3rio Internacional Gemini, operado pelo NOIRLab da NSF, os astr\u00f3nomos pensam agora ter identificado o material remanescente da explos\u00e3o de uma estrela de primeira gera\u00e7\u00e3o. Usando um m\u00e9todo inovador para deduzir os elementos qu\u00edmicos contidos nas nuvens que rodeiam o quasar, notaram uma composi\u00e7\u00e3o altamente invulgar &#8211; o material continha mais de 10 vezes mais ferro do que magn\u00e9sio em compara\u00e7\u00e3o com a propor\u00e7\u00e3o destes elementos encontrados no Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas pensam que a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel para esta caracter\u00edstica marcante \u00e9 que o material foi deixado para tr\u00e1s por uma estrela de primeira gera\u00e7\u00e3o que explodiu como uma supernova por instabilidade de pares. Estas vers\u00f5es notavelmente poderosas de explos\u00f5es de supernova nunca foram testemunhadas, mas s\u00e3o teorizadas como sendo o fim da vida de estrelas gigantescas, com massas entre 150 e 250 vezes superiores \u00e0 do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As explos\u00f5es de supernova por instabilidade de pares ocorrem quando os fot\u00f5es no centro de uma estrela se transformam espontaneamente em eletr\u00f5es e positr\u00f5es &#8211; a contrapartida de antimat\u00e9ria com carga positiva para o eletr\u00e3o. Esta convers\u00e3o reduz a press\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o dentro da estrela, permitindo que a gravidade a ultrapasse, levando ao colapso e subsequente explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio de outras supernovas, estes acontecimentos dram\u00e1ticos n\u00e3o deixam vest\u00edgios, tais como uma estrela de neutr\u00f5es ou um buraco negro, ejetando ao inv\u00e9s todo o seu material para o ambiente. Existem apenas duas formas de encontrar evid\u00eancias delas. A primeira \u00e9 apanhar uma supernova por instabilidade de pares &#8220;no acto&#8221;, o que \u00e9 um acontecimento altamente improv\u00e1vel. A outra forma \u00e9 identificar a assinatura qu\u00edmica do material que \u00e9 ejetado para o espa\u00e7o interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a sua investiga\u00e7\u00e3o, os astr\u00f3nomos estudaram resultados de uma observa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via feita pelo telesc\u00f3pio Gemini North de 8,1 metros, usando o GNIRS (Gemini Near-Infrared Spectrograph). Um espectr\u00f3grafo divide a luz emitida por objetos celestes nos seus comprimentos de onda constituintes, que transportam informa\u00e7\u00e3o sobre quais os elementos que os objetos cont\u00eam. O Gemini \u00e9 um dos poucos telesc\u00f3pios do seu tamanho com equipamento adequado para realizar tais observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dedu\u00e7\u00e3o das quantidades de cada elemento presente, no entanto, \u00e9 um esfor\u00e7o complicado porque o brilho de uma linha num espectro depende de muitos outros factores para al\u00e9m da abund\u00e2ncia do elemento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2222d.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/3e\/a2\/UQ7vEqB3_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A hist\u00f3ria passo a passo de como os astr\u00f3nomos podem ter descoberto os antigos remanescentes qu\u00edmicos das primeiras estrelas a iluminar o Universo. Utilizando uma an\u00e1lise inovadora de um quasar distante observado pelo telesc\u00f3pio Gemini North de 8,1 metros no Hawaii, operado pelo NOIRLab da NSF, os cientistas encontraram uma propor\u00e7\u00e3o invulgar de elementos que, argumentam, s\u00f3 podem ser origin\u00e1rios dos detritos produzidos pela explos\u00e3o de uma estrela de primeira gera\u00e7\u00e3o com 300 massas solares.<br>Cr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/J. da Silva\/SpaceEngine<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois coautores da an\u00e1lise, Yuzuru Yoshii e Hiroaki Sameshima, da Universidade de T\u00f3quio, abordaram este problema desenvolvendo um m\u00e9todo de utiliza\u00e7\u00e3o da intensidade dos comprimentos de onda num espectro quasar para estimar a abund\u00e2ncia dos elementos ali presentes. Foi atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o deste m\u00e9todo para analisar o espectro do quasar que eles e os seus colegas descobriram a rela\u00e7\u00e3o manifestamente baixa entre o magn\u00e9sio e o ferro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Era \u00f3bvio para mim que o candidato \u00e0 supernova, para isto, seria uma supernova por instabilidade de pares de uma estrela de Popula\u00e7\u00e3o III, na qual a estrela inteira explode sem deixar qualquer remanescente&#8221;, disse Yoshii. &#8220;Fiquei encantado e um pouco surpreendido ao descobrir que uma supernova por instabilidade de pares de uma estrela com cerca de 300 vezes a massa do Sol fornece uma propor\u00e7\u00e3o de magn\u00e9sio para ferro que concorda com o baixo valor que deriv\u00e1mos para o quasar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 foram anteriormente efetuadas buscas por evid\u00eancias qu\u00edmicas de uma gera\u00e7\u00e3o anterior de estrelas de alta massa de Popula\u00e7\u00e3o III entre as estrelas no halo da Via L\u00e1ctea e pelo menos uma identifica\u00e7\u00e3o preliminar foi apresentada em 2014. Yoshii e os seus colegas, contudo, pensam que o novo resultado proporciona a assinatura mais clara de uma supernova por instabilidade de pares com base na rela\u00e7\u00e3o extremamente baixa de abund\u00e2ncia de magn\u00e9sio e ferro apresentada neste quasar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se esta \u00e9, de facto, a prova de uma das primeiras estrelas e do remanescente de uma supernova por instabilidade de pares, a descoberta ajudar\u00e1 a avan\u00e7ar a nossa imagem de como a mat\u00e9ria no Universo veio a evoluir para o que \u00e9 hoje, incluindo n\u00f3s. Para meticulosamente testar esta interpreta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o necess\u00e1rias muitas mais observa\u00e7\u00f5es para ver se outros objetos t\u00eam caracter\u00edsticas semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas tamb\u00e9m podemos ser capazes de encontrar as assinaturas qu\u00edmicas mais perto de casa. Embora as estrelas de Popula\u00e7\u00e3o III de alta massa tivessem desaparecido h\u00e1 muito, as impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas que deixam no seu material ejetado podem durar muito mais tempo e perdurar ainda hoje. Isto significa que os astr\u00f3nomos podem ser capazes de encontrar as assinaturas de explos\u00f5es de supernova por instabilidade de pares de estrelas h\u00e1 muito desaparecidas ainda impressas em objetos no nosso Universo local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos agora o que procurar; temos um caminho&#8221;, disse o coautor Timothy Beers, astr\u00f3nomo da Universidade de Notre Dame. &#8220;Se isto aconteceu localmente no Universo primitivo, o que deve ter efetivamente ocorrido, ent\u00e3o esperamos encontrar mais evid\u00eancias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cosmoview Episode 53: Potential First Traces of the Universe\u2019s Earliest Stars\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QhtmVUeDAWM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2222\/\" target=\"_blank\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.nd.edu\/news\/astrophysicists-find-evidence-for-the-presence-of-the-first-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Notre Dame (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac8163\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2207.11909\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/966266\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/supernova-traces-from-earliest-stars-discovered\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2339828-light-from-a-quasar-shows-hints-of-one-of-the-universes-first-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-09-potential-universe-earliest-stars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/astronomers-may-have-spotted-the-remnants-of-one-of-the-1849591256\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernova por instabilidade de pares:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pair-instability_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de Popula\u00e7\u00e3o III:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_population#Population_III_stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos podem ter descoberto os antigos remanescentes qu\u00edmicos das primeiras estrelas a iluminar o Universo. 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