{"id":5435,"date":"2022-09-23T06:30:54","date_gmt":"2022-09-23T05:30:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5435"},"modified":"2022-09-23T06:30:55","modified_gmt":"2022-09-23T05:30:55","slug":"marte-quase-que-cega-o-telescopio-espacial-james-webb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/09\/23\/marte-quase-que-cega-o-telescopio-espacial-james-webb\/","title":{"rendered":"Marte quase que cega o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb capturou as suas primeiras imagens e espectros de Marte no dia 5 de setembro de 2022. O telesc\u00f3pio, uma colabora\u00e7\u00e3o internacional entre a NASA, a ESA e a CSA, fornece uma perspetiva \u00fanica do nosso planeta vizinho com a sua sensibilidade infravermelha, complementando os dados que est\u00e3o a ser recolhidos por orbitadores, rovers e outros telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O posto de observa\u00e7\u00e3o \u00fanico do Webb, a quase 1,5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia no ponto de Lagrange 2 (L2) do sistema Sol-Terra, proporciona uma vis\u00e3o do lado iluminado pelo Sol (aquele que est\u00e1 virado para o telesc\u00f3pio). Como resultado, o Webb pode capturar imagens e espectros com a resolu\u00e7\u00e3o espectral necess\u00e1ria para estudar fen\u00f3menos de curto prazo como tempestades de poeira, padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos, mudan\u00e7as sazonais e, numa \u00fanica observa\u00e7\u00e3o, processos que ocorrem em diferentes momentos (dia, p\u00f4r-do-Sol e noite) do dia marciano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2022\/09\/first_webb_observations_of_mars\/24456893-1-eng-GB\/First_Webb_observations_of_Mars.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"849\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sTjKrcvT_o-1024x849.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5437\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sTjKrcvT_o-1024x849.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sTjKrcvT_o-300x249.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sTjKrcvT_o-768x636.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sTjKrcvT_o-1536x1273.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/sTjKrcvT_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A imagem NIRCam de comprimento de onda mais curto (2,1 micr\u00f3metros) [canto superior direito] \u00e9 dominada pela luz solar refletida e assim revela detalhes de superf\u00edcie semelhantes aos aparentes nas imagens de luz vis\u00edvel [esquerda]. Os an\u00e9is da cratera Huygens, a rocha vulc\u00e2nica escura de Syrtis Major e o brilho na Bacia Hellas, s\u00e3o todos aparentes nesta imagem.<br>A imagem NIRCam de maior comprimento de onda (4,3 micr\u00f3metros) [canto inferior direito] mostra a emiss\u00e3o t\u00e9rmica &#8211; luz emitida pelo planeta \u00e0 medida que este perde calor. O brilho da luz a 4,3 micr\u00f3metros est\u00e1 relacionado com a temperatura da superf\u00edcie e da atmosfera. A regi\u00e3o mais brilhante do planeta \u00e9 onde o Sol est\u00e1 quase no z\u00e9nite, quando est\u00e1 geralmente mais quente. O brilho diminui perto das regi\u00f5es polares, que recebem menos luz solar e menos luz \u00e9 emitida do hemisf\u00e9rio norte, mais frio, onde \u00e9 inverno nesta altura do ano.<br>No entanto, a temperatura n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico factor que afecta a quantidade de luz de 4,3 micr\u00f3metros que chega ao Webb com este filtro. \u00c0 medida que a luz emitida pelo planeta passa pela atmosfera de Marte, parte \u00e9 absorvida por mol\u00e9culas de di\u00f3xido de carbono (CO2). A Bacia Hellas &#8211; que \u00e9 a maior estrutura de impacto bem preservada em Marte, abrangendo mais de 2000 quil\u00f3metros &#8211; parece mais escura do que a \u00e1rea envolvente devido a este efeito.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/CSA\/STScI e equipa JWST\/GTO de Marte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por estar t\u00e3o perto, o Planeta Vermelho \u00e9 um dos objetos mais brilhantes no c\u00e9u noturno, tanto em termos de luz vis\u00edvel (que os olhos humanos podem ver) como no infravermelho que o Webb foi concebido para detetar. Isto coloca desafios especiais ao observat\u00f3rio, que foi constru\u00eddo para detetar a luz extremamente t\u00e9nue das gal\u00e1xias mais distantes do Universo. Os instrumentos do Webb s\u00e3o t\u00e3o sens\u00edveis que, sem t\u00e9cnicas especiais de observa\u00e7\u00e3o, a brilhante luz infravermelha de Marte cega o telesc\u00f3pio, provocando um fen\u00f3meno conhecido como &#8220;satura\u00e7\u00e3o do detetor&#8221;. Os astr\u00f3nomos ajustaram-se ao brilho extremo de Marte utilizando exposi\u00e7\u00f5es muito curtas, medindo apenas parte da luz que atinge os detetores e aplicando t\u00e9cnicas especiais de an\u00e1lise de dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras imagens de Marte pelo Webb, capturadas pelo instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera), mostram uma regi\u00e3o do hemisf\u00e9rio oriental do planeta em dois comprimentos de onda, ou cores de luz infravermelha. Esta imagem mostra um mapa de refer\u00eancia de superf\u00edcie da NASA e do MOLA (Mars Orbiter Laser Altimeter) \u00e0 esquerda, com os dois campos de vis\u00e3o do NIRCam sobrepostos. As imagens no infravermelho pr\u00f3ximo pelo Webb s\u00e3o vistas \u00e0 direita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro espectro no infravermelho pr\u00f3ximo de Marte, pelo Webb, capturado pelo instrumento NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph), demonstra o poder do Webb em estudar o Planeta Vermelho com espectroscopia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2022\/09\/first_webb_infrared_spectrum_of_mars\/24457000-1-eng-GB\/First_Webb_infrared_spectrum_of_Mars.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d3\/d7\/R20ndY1w_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Este \u00e9 o primeiro espectro infravermelho pr\u00f3ximo de Marte pelo Webb, demonstrando o seu poder para estudar o Planeta Vermelho com espectroscopia.<br>Este espectro foi capturado pelo NIRSpec a 5 de setembro de 2022. \u00c9 dominado pela luz solar refletida em comprimentos de onda inferiores a 3 micr\u00f3metros e pela emiss\u00e3o t\u00e9rmica em comprimentos de onda mais longos. A an\u00e1lise preliminar revela que os mergulhos espectrais aparecem em comprimentos de onda espec\u00edficos onde a luz \u00e9 absorvida por mol\u00e9culas na atmosfera de Marte, especificamente di\u00f3xido de carbono, mon\u00f3xido de carbono e \u00e1gua. Outros detalhes revelam informa\u00e7\u00e3o sobre poeira, nuvens e caracter\u00edsticas da superf\u00edcie.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/CSA\/STScI e equipa JWST\/GTO de Marte<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto as imagens de Marte mostram diferen\u00e7as de luminosidade integradas num grande n\u00famero de comprimentos de onda de lugar para lugar em todo o planeta num determinado dia e hora, o espectro mostra as subtis varia\u00e7\u00f5es de luminosidade entre centenas de diferentes de comprimentos de onda, representativas do planeta como um todo. Os astr\u00f3nomos v\u00e3o analisar as caracter\u00edsticas do espectro para recolher informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre a superf\u00edcie e atmosfera do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futuro, o Webb vai utilizar estas imagens e dados espectrosc\u00f3picos para explorar as diferen\u00e7as regionais em todo o planeta e para procurar elementos vestigiais na atmosfera, incluindo metano e cloreto de hidrog\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas observa\u00e7\u00f5es de Marte foram realizadas como parte do programa GTO (Guaranteed Time Observation) do Sistema Solar do Ciclo 1 do Webb, liderado por Heidi Hammel do AURA (Association of Universities for Research in Astronomy).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ESA opera dois orbitadores marcianos, a sonda Mars Express e a sonda ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter), que forneceram um tesouro de conhecimentos sobre a atmosfera e superf\u00edcie do Planeta Vermelho. Al\u00e9m disso, a ESA colabora com a JAXA na miss\u00e3o MMX (Martian Moons eXploration), a lan\u00e7ar em breve para a lua de Marte, Fobos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Webb\/Mars_is_mighty_in_first_Webb_observations_of_Red_Planet\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/2022\/09\/19\/mars-is-mighty-in-first-webb-observations-of-red-planet\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (blog)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/james-webb-space-telescope-first-images-mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/157675\/webb-turns-its-infrared-gaze-on-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2338519-james-webb-space-telescope-captures-its-first-pictures-of-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/earthsky.org\/space\/webbs-1st-mars-images-a-heat-map-and-more\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EarthSky<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-09-mars-mighty-webb-red-planet.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/heres-what-we-can-see-in-webbs-first-images-of-mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/smart-news\/james-webb-captures-its-first-images-of-mars-180980801\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Smithsonian<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/09\/19\/world\/webb-telescope-mars-image-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2022\/09\/19\/NASA-James-Webb-Mars\/6151663626754\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/webb-telescope-first-mars-images-1849552719\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/james-webb-space-telescope-mars-images-205450473.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/mars\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarviews.com\/eng\/mars.htm\" target=\"_blank\">Solar Views<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\">The Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\">STScI<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\">ESA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\">ESA\/Webb<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/cycle-1-go\" target=\"_blank\">Programas GO do Webb (STScI)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\">MIRI (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb capturou as suas primeiras imagens e espectros de Marte no dia 5 de setembro de 2022. 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