{"id":5429,"date":"2022-09-23T06:25:24","date_gmt":"2022-09-23T05:25:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5429"},"modified":"2022-09-23T06:31:29","modified_gmt":"2022-09-23T05:31:29","slug":"os-astronomos-arriscam-se-a-interpretar-mal-os-sinais-exoplanetarios-do-jwst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/09\/23\/os-astronomos-arriscam-se-a-interpretar-mal-os-sinais-exoplanetarios-do-jwst\/","title":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos arriscam-se a interpretar mal os sinais exoplanet\u00e1rios do JWST"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA est\u00e1 a revelar o Universo com uma clareza espetacular e sem precedentes. A vis\u00e3o infravermelha ultran\u00edtida do observat\u00f3rio cortou atrav\u00e9s da poeira c\u00f3smica para iluminar algumas das primeiras estruturas do Universo, juntamente com ber\u00e7\u00e1rios estelares previamente obscurecidos e gal\u00e1xias girat\u00f3rias que se encontram a centenas de milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de ver mais longe do que nunca no Universo, o JWST vai capturar a vis\u00e3o mais abrangente de objetos na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia &#8211; nomeadamente, alguns dos 5000 exoplanetas que j\u00e1 foram descobertos na Via L\u00e1ctea. Os astr\u00f3nomos est\u00e3o a aproveitar a precis\u00e3o do telesc\u00f3pio para descodificar as atmosferas que rodeiam alguns destes mundos pr\u00f3ximos. As propriedades das suas atmosferas podem dar pistas sobre como um planeta se formou e se alberga sinais de vida.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/BI6ZT2K7_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/BI6ZT2K7_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5430\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/BI6ZT2K7_o.jpg 900w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/BI6ZT2K7_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/BI6ZT2K7_o-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption>Um estudo do MIT descobriu que os astr\u00f3nomos arriscam-se a interpretar mal os sinais planet\u00e1rios nos dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb caso os modelos para interpretar os dados n\u00e3o melhorarem. Nesta imagem conceptual, o telesc\u00f3pio James Webb capta a luz de um planeta rec\u00e9m-descoberto (\u00e0 esquerda). Contudo, quando os cientistas analisam estes dados, as limita\u00e7\u00f5es nos modelos de opacidade podem produzir previs\u00f5es planet\u00e1rias que est\u00e3o desfasadas por uma ordem de magnitude (representados por 3 poss\u00edveis planetas \u00e0 direita).<br>Cr\u00e9dito: Jose-Luis Olivares, MIT. \u00cdcone do James Webb, cortesia da NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas um novo estudo do MIT (Massachusetts Institute of Technology) sugere que as ferramentas que os astr\u00f3nomos tipicamente usam para descodificar sinais baseados na luz podem n\u00e3o ser suficientemente boas para interpretar com precis\u00e3o os dados do novo telesc\u00f3pio. Especificamente, os modelos de opacidade &#8211; as ferramentas que modelam a forma como a luz interage com a mat\u00e9ria em fun\u00e7\u00e3o das propriedades da mat\u00e9ria &#8211; podem necessitar de uma refina\u00e7\u00e3o significativa a fim de corresponder \u00e0 precis\u00e3o dos dados do JWST, dizem os investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se estes modelos n\u00e3o forem refinados? Os investigadores preveem que as propriedades das atmosferas planet\u00e1rias, tais como a sua temperatura, press\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o elementar, podem estar erradas por uma ordem de grandeza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existe uma diferen\u00e7a cientificamente significativa entre um composto como a \u00e1gua estar presente a 5% vs. 25%, que os modelos atuais n\u00e3o conseguem diferenciar&#8221;, diz Julien de Wit, professor assistente no Departamento de Ci\u00eancias da Terra, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias do MIT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Atualmente, o modelo que usamos para decifrar informa\u00e7\u00e3o espectral n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura da precis\u00e3o e qualidade dos dados que temos do telesc\u00f3pio James Webb&#8221;, acrescenta o estudante Prajwal Niraula. &#8220;Precisamos de melhorar o nosso jogo e enfrentar juntos o problema da opacidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De Wit, Niraula e colegas publicaram o seu estudo na revista Nature Astronomy. Os coautores incluem os especialistas em espectroscopia Iouli Gordon, Robert Hargreaves, Clara Sousa-Silva e Roman Kochanov do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard-Smithsonian.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Subindo de n\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A opacidade \u00e9 uma medida da facilidade com que os fot\u00f5es passam atrav\u00e9s de um material. Os fot\u00f5es de certos comprimentos de onda podem passar diretamente atrav\u00e9s de um material, ser absorvidos ou ser refletidos, dependendo se e como interagem com certas mol\u00e9culas dentro de um material. Esta intera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depende da temperatura e press\u00e3o de um material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um modelo de opacidade funciona com base em v\u00e1rios pressupostos de como a luz interage com a mat\u00e9ria. Os astr\u00f3nomos utilizam modelos de opacidade para derivar certas propriedades de um material, dado o espectro de luz que o material emite. No contexto dos exoplanetas, um modelo de opacidade pode descodificar o tipo e abund\u00e2ncia de elementos qu\u00edmicos na atmosfera de um planeta, com base na luz do planeta que um telesc\u00f3pio capta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De Wit diz que, atualmente, o melhor modelo de opacidade, que ele compara a uma ferramenta cl\u00e1ssica de tradu\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas, tem feito um trabalho decente na descodifica\u00e7\u00e3o de dados espectrais obtidos por instrumentos como os do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;At\u00e9 agora, esta Pedra de Roseta tem estado OK&#8221;, diz de Wit. &#8220;Mas agora que vamos para o pr\u00f3ximo n\u00edvel com a precis\u00e3o do Webb, o nosso processo de tradu\u00e7\u00e3o ir\u00e1 impedir-nos de apanhar subtilezas importantes, tais como as que fazem a diferen\u00e7a entre um planeta ser habit\u00e1vel ou n\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Luz, perturbada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele e colegas argumentam este ponto no seu estudo, no qual p\u00f5em \u00e0 prova o modelo de opacidade mais frequentemente utilizado. A equipa procurou ver que propriedades atmosf\u00e9ricas o modelo obteria se fosse ajustado para assumir certas limita\u00e7\u00f5es na nossa compreens\u00e3o de como a luz e a mat\u00e9ria interagem. Os investigadores criaram oito modelos &#8220;perturbados&#8221;. Depois alimentaram cada modelo, incluindo a vers\u00e3o real, com &#8220;espectros sint\u00e9ticos&#8221; &#8211; padr\u00f5es de luz que foram simulados pelo grupo e semelhantes \u00e0 precis\u00e3o que o JWST iria ver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descobriram que, com base nos mesmos espectros de luz, cada modelo perturbado produzia previs\u00f5es abrangentes sobre as propriedades da atmosfera de um planeta. Com base na sua an\u00e1lise, a equipa conclui que, se os modelos de opacidade existentes forem aplicados aos espectros de luz captados pelo telesc\u00f3pio Webb, v\u00e3o atingir uma &#8220;parede de precis\u00e3o&#8221;. Ou seja, n\u00e3o ser\u00e3o suficientemente sens\u00edveis para dizer se um planeta tem uma temperatura atmosf\u00e9rica de 300 K ou 600 K, ou se um determinado g\u00e1s ocupa 5% ou 25% de uma camada atmosf\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essa diferen\u00e7a \u00e9 importante para que possamos restringir os mecanismos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e identificar de forma fi\u00e1vel as bioassinaturas&#8221;, diz Niraula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m descobriu que cada modelo tamb\u00e9m produziu um &#8220;bom ajuste&#8221; com os dados, o que significa que, embora um modelo perturbado tenha produzido uma composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que os investigadores sabiam estar incorreta, tamb\u00e9m gerou um espectro de luz a partir dessa composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que estava suficientemente pr\u00f3ximo, que se &#8220;ajustava&#8221; com o espectro original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que existem par\u00e2metros suficientes a refinar, mesmo com um modelo errado, para ainda assim obter um bom ajuste, o que significa que n\u00e3o saber\u00edamos que o modelo estava errado e o que est\u00e1 errado no que ele diz&#8221;, explica de Wit.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De Wit e colegas levantam algumas ideias sobre como melhorar os modelos de opacidade existentes, incluindo a necessidade de mais medi\u00e7\u00f5es laboratoriais e c\u00e1lculos te\u00f3ricos para refinar os pressupostos dos modelos de como a luz e v\u00e1rias mol\u00e9culas interagem, bem como colabora\u00e7\u00f5es entre disciplinas e, em particular, entre a astronomia e a espectroscopia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A fim de interpretar de forma fi\u00e1vel os espectros das diversas atmosferas exoplanet\u00e1rias, precisamos de uma extensa campanha para novas medi\u00e7\u00f5es e c\u00e1lculos precisos de par\u00e2metros espectrosc\u00f3picos moleculares relevantes&#8221;, diz o coautor do estudo Iouli Gordon, f\u00edsico do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard-Smithsonian. &#8220;Estes par\u00e2metros ter\u00e3o de ser oportunamente implementados em bases de dados espectrosc\u00f3picos de refer\u00eancia e, consequentemente, nos modelos utilizados pelos astr\u00f3nomos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 tanto que poderia ser feito se soub\u00e9ssemos perfeitamente como a luz e a mat\u00e9ria interagem&#8221;, acrescenta Niraula. &#8220;Sabemos isso suficientemente bem para condi\u00e7\u00f5es parecidas \u00e0s da Terra, mas assim que nos deslocamos para diferentes tipos de atmosferas, as coisas mudam, e isso s\u00e3o muitos dados, com qualidade crescente, que nos arriscamos a interpretar mal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2022\/astronomers-models-planetary-data-0915\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/astronomers-warn-risk-misinterpreting-jwst-planetary-signals\" target=\"_blank\">\/\/ Centro para Astrof\u00edsica | Harvard-Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-022-01773-1\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2209.07464\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/webbs-exoplanet-data-is-almost-too-good\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/astronomy-models-getting-webb-measurements-wrong\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Opacidade:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Opacity_(optics)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\">STScI<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\">ESA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\">ESA\/Webb<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/cycle-1-go\" target=\"_blank\">Programas GO do Webb (STScI)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\">MIRI (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA est\u00e1 a revelar o Universo com uma clareza espetacular e sem precedentes. 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