{"id":5420,"date":"2022-09-20T06:16:19","date_gmt":"2022-09-20T05:16:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5420"},"modified":"2022-09-20T06:16:29","modified_gmt":"2022-09-20T05:16:29","slug":"a-inclinacao-e-os-aneis-de-saturno-podem-ser-o-produto-de-uma-antiga-lua-ja-desaparecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/09\/20\/a-inclinacao-e-os-aneis-de-saturno-podem-ser-o-produto-de-uma-antiga-lua-ja-desaparecida\/","title":{"rendered":"A inclina\u00e7\u00e3o e os ane\u00eds de Saturno podem ser o produto de uma antiga lua, j\u00e1 desaparecida"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Girando \u00e0 volta do equador do planeta, os an\u00e9is de Saturno s\u00e3o uma prova \u00f3bvia de que o planeta tem um eixo de rota\u00e7\u00e3o inclinado. O gigante gira num \u00e2ngulo de 26,7\u00ba em rela\u00e7\u00e3o ao plano em que orbita o Sol. Os astr\u00f3nomos h\u00e1 muito que suspeitam que esta inclina\u00e7\u00e3o vem de intera\u00e7\u00f5es gravitacionais com o seu vizinho Neptuno, \u00e0 medida que a inclina\u00e7\u00e3o de Saturno precessa, como um pi\u00e3o, quase ao mesmo ritmo que a \u00f3rbita de Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas um novo estudo de modelagem por astr\u00f3nomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e de outras institui\u00e7\u00f5es descobriu que, embora os dois planetas possam ter estado uma vez em sincronia, Saturno escapou desde ent\u00e3o \u00e0 atra\u00e7\u00e3o de Neptuno. O que \u00e9 que foi respons\u00e1vel por este realinhamento planet\u00e1rio? A equipa tem uma hip\u00f3tese meticulosamente testada: uma lua em falta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/h5Lq6x7T_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"507\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/h5Lq6x7T_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5421\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/h5Lq6x7T_o.jpg 900w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/h5Lq6x7T_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/h5Lq6x7T_o-768x433.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption>Os cientistas prop\u00f5em que uma lua perdida de Saturno, a que chamam Cris\u00e1lida, puxou o planeta at\u00e9 se desfazer, formando an\u00e9is e contribuindo para a inclina\u00e7\u00e3o de Saturno.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/SSI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num estudo publicado a semana passada na revista Science, a equipa prop\u00f5e que Saturno, que hoje acolhe 83 luas, j\u00e1 acolheu pelo menos mais uma, um sat\u00e9lite extra a que deram o nome de Cris\u00e1lida. Juntamente com os seus irm\u00e3os, os investigadores sugerem que Cris\u00e1lida orbitou Saturno durante v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos, puxando e puxando o planeta de uma forma que manteve a sua inclina\u00e7\u00e3o, ou &#8220;obliquidade&#8221;, em resson\u00e2ncia com Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas h\u00e1 cerca de 160 milh\u00f5es de anos, estima a equipa, Cris\u00e1lida tornou-se inst\u00e1vel e aproximou-se demasiado do seu planeta num encontro rasante que dilacerou o sat\u00e9lite. A perda da lua foi suficiente para retirar Saturno do alcance de Neptuno e para deix\u00e1-lo com a atual inclina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, os investigadores sup\u00f5em que, embora a maior parte do corpo estilha\u00e7ado de Cris\u00e1lida possa ter colidido com Saturno, uma fra\u00e7\u00e3o dos seus detritos pode ter permanecido em \u00f3rbita, eventualmente quebrando-se em pequenos peda\u00e7os gelados para formar os famosos an\u00e9is do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sat\u00e9lite desaparecido, portanto, pode explicar dois mist\u00e9rios de longa data: a atual inclina\u00e7\u00e3o de Saturno e a idade dos seus an\u00e9is, anteriormente estimada em cerca de 100 milh\u00f5es de anos &#8211; muito mais jovens do que o pr\u00f3prio planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tal como a cris\u00e1lida de uma borboleta, este sat\u00e9lite estava h\u00e1 muito adormecido e de repente tornou-se ativo, e os an\u00e9is emergiram&#8221;, diz Jack Wisdom, professor de ci\u00eancias planet\u00e1rias no MIT e autor principal do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os coautores do estudo incluem Rola Dbouk do MIT, Burkhard Militzer da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, William Hubbard da Universidade do Arizona, Francis Nimmo e Brynna Downey da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz e Richard French de Wellesley College.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um momento de progresso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio dos anos 2000, os cientistas propuseram a ideia de que o eixo inclinado de Saturno \u00e9 o resultado do planeta estar preso numa resson\u00e2ncia, ou associa\u00e7\u00e3o gravitacional, com Neptuno. Mas as observa\u00e7\u00f5es feitas pela nave espacial Cassini da NASA, que orbitou Saturno de 2004 a 2017, colocaram uma nova reviravolta no problema. Os cientistas descobriram que Tit\u00e3, o maior sat\u00e9lite de Saturno, estava a afastar-se de Saturno a uma velocidade de cerca de 11 cent\u00edmetros por ano. A r\u00e1pida migra\u00e7\u00e3o de Tit\u00e3, e a sua atra\u00e7\u00e3o gravitacional, levaram os cientistas a concluir que a lua era provavelmente respons\u00e1vel pela inclina\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de Saturno em resson\u00e2ncia com Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas esta explica\u00e7\u00e3o depende de um grande desconhecido: o momento de in\u00e9rcia de Saturno, que \u00e9 a forma como a massa \u00e9 distribu\u00edda no interior do planeta. A inclina\u00e7\u00e3o de Saturno poderia comportar-se de forma diferente, dependendo de a mat\u00e9ria estar mais concentrada no seu n\u00facleo ou mais para a superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para progredir no problema, tivemos de determinar o momento de in\u00e9rcia de Saturno&#8221;, diz Wisdom.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O elemento perdido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No seu novo estudo, Wisdom e colegas procuraram determinar o momento de in\u00e9rcia de Saturno utilizando algumas das \u00faltimas observa\u00e7\u00f5es feitas pela Cassini no seu &#8220;Grande Final&#8221;, uma fase da miss\u00e3o durante a qual a nave espacial fez uma passagem extremamente pr\u00f3xima para mapear com precis\u00e3o o campo gravitacional em torno de todo o planeta. O campo gravitacional pode ser utilizado para determinar a distribui\u00e7\u00e3o de massa no planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wisdom e colegas modelaram o interior de Saturno e identificaram uma distribui\u00e7\u00e3o de massa que correspondia ao campo gravitacional que a Cassini observou. Surpreendentemente, descobriram que este momento de in\u00e9rcia recentemente identificado colocou Saturno perto, mas mesmo para l\u00e1 da resson\u00e2ncia com Neptuno. Os planetas podem ter estado uma vez em sincronia, mas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Depois fomos \u00e0 ca\u00e7a de formas de tirar Saturno da resson\u00e2ncia com Neptuno&#8221;, diz Wisdom.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa realizou primeiro simula\u00e7\u00f5es para fazer evoluir a din\u00e2mica orbital de Saturno e das suas luas para tr\u00e1s no tempo, para ver se alguma instabilidade natural entre os sat\u00e9lites existentes poderia ter influenciado a inclina\u00e7\u00e3o do planeta. Esta investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o deu em nada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, os investigadores reexaminaram as equa\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas que descrevem a precess\u00e3o de um planeta, que \u00e9 como o eixo de rota\u00e7\u00e3o de um planeta muda ao longo do tempo. Um termo nesta equa\u00e7\u00e3o tem contribui\u00e7\u00f5es de todos os sat\u00e9lites. A equipa argumentou que se um sat\u00e9lite fosse retirado desta soma, poderia afetar a precess\u00e3o do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o era, qu\u00e3o massivo teria de ser aquele sat\u00e9lite, e que din\u00e2mica teria de ter para tirar Saturno da resson\u00e2ncia com Neptuno?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wisdom e colegas correram simula\u00e7\u00f5es para determinar as propriedades de um sat\u00e9lite, tais como a sua massa e raio orbital, e a din\u00e2mica orbital que seria necess\u00e1ria para tirar Saturno da resson\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concluem que a atual inclina\u00e7\u00e3o de Saturno \u00e9 o resultado da resson\u00e2ncia com Neptuno e que a perda do sat\u00e9lite, Cris\u00e1lida, que tinha aproximadamente o tamanho de J\u00e1peto, a terceira maior lua de Saturno, permitiu-lhe escapar \u00e0 resson\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algures h\u00e1 cerca de 200 a 100 milh\u00f5es de anos, Cris\u00e1lida entrou numa zona orbital ca\u00f3tica, passou por uma s\u00e9rie de encontros pr\u00f3ximos com J\u00e1peto e Tit\u00e3 e acabou por se aproximar demasiado de Saturno, num encontro rasante que rasgou o sat\u00e9lite em peda\u00e7os, deixando uma pequena fra\u00e7\u00e3o a orbitar o planeta como um anel de escombros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perda de Cris\u00e1lida, descobriram, explica a precess\u00e3o de Saturno e a sua atual inclina\u00e7\u00e3o, bem como a forma\u00e7\u00e3o tardia dos seus an\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 uma hist\u00f3ria muito boa, mas como qualquer outro resultado, ter\u00e1 de ser examinada por outros&#8221;, diz Wisdom. &#8220;Mas parece que este sat\u00e9lite perdido era apenas uma pupa, \u00e0 espera de ter a sua instabilidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2022\/saturn-rings-tilt-missing-moon-0915\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2022\/09\/15\/chrysalis-the-lost-moon-that-gave-saturn-its-rings\/\" target=\"_blank\">\/\/ UC Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2022\/09\/saturns-rings.html\" target=\"_blank\">\/\/ UC Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.abn1234\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/content\/article\/lost-moon-may-have-spawned-saturn-s-rings\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/saturn-destroyed-moon-to-make-rings\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/157638\/saturn-might-have-torn-a-moon-apart-to-make-its-rings\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/09\/220915142436.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2337884-saturns-rings-could-have-come-from-a-destroyed-moon-named-chrysalis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-09-saturn-tilt-product-ancient-moon.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/destroyed-moon-chrysalis-caused-saturns-rings\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/science\/saturns-rings-moon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/09\/15\/world\/how-saturn-got-its-rings-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/lifestyle\/science\/violent-death-moon-chrysalis-may-have-spawned-saturns-rings-2022-09-15\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reuters<\/a><br><a href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/ciencia\/uma-lua-ha-muito-perdida-pode-ser-responsavel-pelos-aneis-de-saturno\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pplware.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Saturno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/saturn\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/saturn.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Saturn_%28planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rings_of_Saturn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">An\u00e9is de Saturno (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cris\u00e1lida:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chrysalis_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00e1peto:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nineplanets.org\/iapetus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/solarviews.com\/eng\/iapetus.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Iapetus_%28moon%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Neptuno:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarviews.com\/eng\/neptune.htm\" target=\"_blank\">Solaviews<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neptune_(planet)\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cassini:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/saturn.jpl.nasa.gov\/home\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cassini-Huygens\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Girando \u00e0 volta do equador do planeta, os an\u00e9is de Saturno s\u00e3o uma prova \u00f3bvia de que o planeta tem um eixo de rota\u00e7\u00e3o inclinado. 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