{"id":5417,"date":"2022-09-16T06:17:51","date_gmt":"2022-09-16T05:17:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5417"},"modified":"2022-09-16T06:17:53","modified_gmt":"2022-09-16T05:17:53","slug":"snr-0519-69-0-acertando-o-relogio-de-uma-explosao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/09\/16\/snr-0519-69-0-acertando-o-relogio-de-uma-explosao-estelar\/","title":{"rendered":"SNR 0519-69.0: acertando o rel\u00f3gio de uma explos\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"\n<p>Embora os astr\u00f3nomos tenham visto os destro\u00e7os de muitas estrelas que explodiram na Via L\u00e1ctea e gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, \u00e9 muitas vezes dif\u00edcil de determinar a linha temporal do desaparecimento da estrela. Ao estudar os espetaculares remanescentes de uma supernova numa gal\u00e1xia vizinha usando telesc\u00f3pios da NASA, uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou pistas suficientes para ajudar a voltar atr\u00e1s no tempo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"620\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/uMNGlWOV_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5418\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/uMNGlWOV_o.jpg 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/uMNGlWOV_o-300x215.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/uMNGlWOV_o-768x551.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><figcaption>Composi\u00e7\u00e3o de SNR 0519 em raios-X, pelo Chandra, e no \u00f3tico pelo Hubble. Veja as imagens de raios-X a energias\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/snr0519\/snr0519_xray_p4p7.jpg\" target=\"_blank\">baixas (0,4-0,7 keV)<\/a>,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/snr0519\/snr0519_xray_p7p8.jpg\" target=\"_blank\">m\u00e9dias (0,7-0,8 keV)<\/a>\u00a0e\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/snr0519\/snr0519_xray_36.jpg\" target=\"_blank\">altas (3-6 keV)<\/a>; e somente a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/snr0519\/snr0519_optical.jpg\" target=\"_blank\">imagem \u00f3tica<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/GSFC\/B. J. Williams et al.; \u00f3tico &#8211; NASA\/ESA\/STScI<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O remanescente de supernova chamado SNR 0519-69.0 (SNR 0519 para abreviar) s\u00e3o os escombros da explos\u00e3o de uma estrela an\u00e3 branca. Depois de atingir uma massa cr\u00edtica, quer puxando mat\u00e9ria de uma estrela companheira, quer fundindo-se com outra an\u00e3 branca, a estrela sofreu uma explos\u00e3o termonuclear e foi destru\u00edda. Os cientistas utilizam este tipo de supernova, chamado Tipo Ia, para uma vasta gama de estudos cient\u00edficos, desde estudos de explos\u00f5es termonucleares at\u00e9 \u00e0 medi\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncias a gal\u00e1xias ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p>SNR 0519 est\u00e1 localizada na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, uma pequena gal\u00e1xia a 160.000 anos-luz da Terra. Esta composi\u00e7\u00e3o mostra dados de raios-X do Observat\u00f3rio Chandra da NASA e dados \u00f3ticos do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA. Os raios-X de SNR 0519 com energias baixas, m\u00e9dias e altas s\u00e3o vistos a verde, azul e roxo respetivamente, com algumas destas cores sobrepostas para parecerem brancas. Os dados \u00f3ticos mostram o per\u00edmetro do remanescente em vermelho e estrelas em torno do remanescente em branco.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos combinaram os dados do Chandra e do Hubble com dados do aposentado telesc\u00f3pio espacial Spitzer da NASA para determinar h\u00e1 quanto tempo a estrela em SNR 0519 explodiu e para aprender mais sobre o ambiente em que a supernova ocorreu. Estes dados proporcionam aos cientistas uma oportunidade de &#8220;rebobinar&#8221; o filme da evolu\u00e7\u00e3o estelar que tem sido reproduzido desde ent\u00e3o e descobrir quando \u00e9 que come\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores compararam imagens do Hubble de 2010, 2011 e 2020 para medir as velocidades do material na onda de explos\u00e3o, que varia entre cerca de 6 e 9 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora. Se a velocidade estiver perto do limite superior dessas velocidades estimadas, os astr\u00f3nomos determinaram que a luz da explos\u00e3o teria chegado \u00e0 Terra h\u00e1 cerca de 670 anos, durante a Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a Fran\u00e7a, ou no auge da dinastia Ming na China.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 prov\u00e1vel que o material tenha abrandado desde a explos\u00e3o inicial e que a explos\u00e3o tenha ocorrido mais recentemente do que h\u00e1 670 anos. Os dados do Chandra e do Spitzer fornecem pistas de que este \u00e9 o caso. Os astr\u00f3nomos descobriram que as regi\u00f5es mais brilhantes do remanescente, em raios-X, s\u00e3o onde o material se move mais devagar, e nenhuma emiss\u00e3o de raios-X est\u00e1 associada ao material que se move mais depressa.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados implicam que uma parte da onda de explos\u00e3o embateu no g\u00e1s denso \u00e0 volta do remanescente, causando a sua desacelera\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que viajava. Os astr\u00f3nomos podem utilizar observa\u00e7\u00f5es adicionais com o Hubble para determinar com maior precis\u00e3o o momento do desaparecimento da estrela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quick Look: Setting the Clock on a Stellar Explosion\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/viqpyiRLbhg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/snr0519\/\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/images\/setting-the-clock-on-a-stellar-explosion.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2207.08724\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ia_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tipo Ia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grande Nuvem de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/xtra\/ngc\/lmc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora os astr\u00f3nomos tenham visto os destro\u00e7os de muitas estrelas que explodiram na Via L\u00e1ctea e gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, \u00e9 muitas vezes dif\u00edcil de determinar a linha temporal do desaparecimento da estrela. 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