{"id":5376,"date":"2022-09-02T06:33:55","date_gmt":"2022-09-02T05:33:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5376"},"modified":"2022-09-02T06:34:07","modified_gmt":"2022-09-02T05:34:07","slug":"como-os-superventos-ajudam-a-impulsionar-o-desenvolvimento-galactico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/09\/02\/como-os-superventos-ajudam-a-impulsionar-o-desenvolvimento-galactico\/","title":{"rendered":"Como os superventos ajudam a impulsionar o desenvolvimento gal\u00e1ctico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os superventos gal\u00e1cticos &#8211; grandes fluxos de g\u00e1s criados por uma combina\u00e7\u00e3o de explos\u00f5es de supernovas e ventos estelares &#8211; est\u00e3o intimamente ligados \u00e0s primeiras fases de desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia, incluindo aspetos como o seu tamanho, forma e mesmo quantas estrelas acabar\u00e3o por lhe chamar casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas embora os investigadores observem normalmente estes ventos, muito pouco se compreende sobre o mecanismo que os impulsiona. Os astr\u00f3nomos h\u00e1 muito que especulam que os ventos gal\u00e1cticos podem ser impulsionados por an\u00e9is nucleares de forma\u00e7\u00e3o estelar, regi\u00f5es no espa\u00e7o que formam e cont\u00eam um grande n\u00famero de estrelas. No entanto, num novo artigo, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, os investigadores foram capazes de construir simula\u00e7\u00f5es tridimensionais que preveem a morfologia observada destes superventos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"662\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o-1024x662.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5377\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o-1024x662.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o-300x194.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o-768x497.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o-1536x993.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/yAsSjXZb_o.jpg 1856w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>As gal\u00e1xias nascem quando nuvens gigantescas de poeira e g\u00e1s colapsam e come\u00e7ar a girar. \u00c0 medida que evoluem, formam-se estrelas.<br>Cr\u00e9dito: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Dustin Nguyen, autor principal do artigo cient\u00edfico e estudante de f\u00edsica na Universidade Estatal do Ohio, o seu trabalho mostra que os pressupostos geom\u00e9tricos de onde as estrelas libertam energia s\u00e3o importantes para compreender a evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica. A sua investiga\u00e7\u00e3o descobriu que os an\u00e9is &#8220;starburst&#8221; (forma\u00e7\u00e3o estelar explosiva), em vez de esferas, levam a fluxos mais parecidos com o que se observa na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os n\u00facleos de gal\u00e1xias com forma\u00e7\u00e3o estelar s\u00e3o observados como n\u00e3o-esf\u00e9ricos, pelo que devemos model\u00e1-los em conformidade&#8221;, disse Nguyen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m se pensava anteriormente que os buracos negros eram os principais respons\u00e1veis pela ocorr\u00eancia de gigantescas bolhas de raios-X, uma vez que as evid\u00eancias mostram que existem acima e abaixo do disco da Via L\u00e1ctea. No entanto, o estudo dos investigadores salienta que os an\u00e9is nucleares de forma\u00e7\u00e3o estelar podem produzir estruturas qualitativamente semelhantes. Isto pode ser importante porque a Via L\u00e1ctea tamb\u00e9m tem uma estrutura semelhante a um anel chamada Zona Molecular Central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es foram criadas usando dados gerados a partir de um programa chamado Cholla, c\u00f3digo aberto que foi executado em alguns dos maiores supercomputadores do mundo, incluindo os do OSC (Ohio Supercomputer Center), onde criaram o modelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 trinta anos atr\u00e1s, este tipo de computa\u00e7\u00e3o teria sido imposs\u00edvel, mas j\u00e1 n\u00e3o estamos limitados pela tecnologia&#8221;, disse Nguyen. &#8220;Agora podemos estudar estruturas mais complicadas, conduzindo experi\u00eancias num\u00e9ricas de alta resolu\u00e7\u00e3o utilizando c\u00f3digo otimizado para computa\u00e7\u00e3o paralela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as suas descobertas possam ter implica\u00e7\u00f5es de longa data para a astronomia de raios-X &#8211; um ramo da ci\u00eancia que estuda objetos celestes ao detetar os elevados n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o de raios-X que emitem &#8211; Nguyen explicou que o seu modelo \u00e9 mais simples de desenhar do que os modelos pr\u00e9-existentes. Ao conceber os par\u00e2metros da sua simula\u00e7\u00e3o, Nguyen optou por ignorar a f\u00edsica adicional de for\u00e7as como a gravidade e os campos magn\u00e9ticos, mas foi ainda capaz de gerar um modelo de como um vento gal\u00e1ctico funciona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futuro, Nguyen planeia recriar novamente as simula\u00e7\u00f5es, mas com vari\u00e1veis que explicam uma f\u00edsica mais complicada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Diz muito da efic\u00e1cia do nosso trabalho que o modelo reproduza muitas das principais caracter\u00edsticas dos ventos gal\u00e1cticos&#8221;, disse Nguyen. &#8220;Mas o passo seguinte \u00e9 acrescentar essas f\u00edsicas adicionais e ver o que muda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O outro coautor do estudo foi Todd Thompson, professor de astronomia na mesma universidade. Este trabalho foi apoiado pela NSF (National Science Foundation). Evan E. Schneider ajudou com as simula\u00e7\u00f5es Cholla.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.osu.edu\/how-superwinds-help-drive-galactic-development\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Ohio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac86c3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2205.13465\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supervento gal\u00e1ctico:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_superwind\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Zona Molecular Central:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Central_Molecular_Zone\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cholla:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/evaneschneider.org\/cholla\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina de Evan E. Schneider<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os superventos gal\u00e1cticos &#8211; grandes fluxos de g\u00e1s criados por uma combina\u00e7\u00e3o de explos\u00f5es de supernovas e ventos estelares &#8211; est\u00e3o intimamente ligados \u00e0s primeiras fases de desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia, incluindo aspetos como o seu tamanho, forma e mesmo quantas estrelas acabar\u00e3o por lhe chamar casa. Mas embora os investigadores observem normalmente &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5377,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60],"tags":[534,1405,1406],"class_list":["post-5376","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","tag-formacao-galactica","tag-supervento-galactico","tag-zona-molecular-central"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5376"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5378,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5376\/revisions\/5378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}