{"id":5367,"date":"2022-08-30T06:20:30","date_gmt":"2022-08-30T05:20:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5367"},"modified":"2022-08-30T06:20:40","modified_gmt":"2022-08-30T05:20:40","slug":"encontrados-nas-amostras-do-asteroide-ryugu-graos-de-poeira-mais-antigos-do-que-o-nosso-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/08\/30\/encontrados-nas-amostras-do-asteroide-ryugu-graos-de-poeira-mais-antigos-do-que-o-nosso-sol\/","title":{"rendered":"Encontrados, nas amostras do asteroide Ryugu, gr\u00e3os de poeira mais antigos do que o nosso Sol"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um novo trabalho de uma equipa do Instituto Carnegie, gr\u00e3os microsc\u00f3picos de material anterior ao nascimento do nosso Sol foram encontrados em amostras trazidas do asteroide Ryugu pela miss\u00e3o Hayabusa2. O trabalho foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o nome de um conto japon\u00eas, Ryugu \u00e9 um NEO (near-Earth object), um objeto pr\u00f3ximo da Terra em forma de pi\u00e3o que orbita o Sol de 16 em 16 meses. A Hayabusa2 foi a primeira miss\u00e3o a trazer de volta \u00e0 Terra material de um asteroide primitivo, fornecendo uma vis\u00e3o \u00fanica sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos blocos de constru\u00e7\u00e3o a partir dos quais o nosso Sistema Solar foi formado.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elkgOU2o_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"656\" height=\"217\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elkgOU2o_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5368\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elkgOU2o_o.jpg 656w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elkgOU2o_o-300x99.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><figcaption>\u00c0 esquerda est\u00e1 uma imagem de uma part\u00edcula de Ryugu prensada numa folha de ouro, na qual foram detetados dois gr\u00e3os pr\u00e9-solares de carbeto de sil\u00edcio, como indicado pelas setas brancas nas imagens do centro e \u00e0 esquerda.<br>Cr\u00e9dito: Barosch et al., 2022<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Diferentes tipos de gr\u00e3os pr\u00e9-solares s\u00e3o origin\u00e1rios de diferentes tipos de estrelas e processos estelares, que podemos identificar a partir das suas assinaturas isot\u00f3picas&#8221;, explicou Jens Barosch, autor principal do artigo cient\u00edfico. Os is\u00f3topos s\u00e3o vers\u00f5es de elementos com o mesmo n\u00famero de prot\u00f5es, mas um n\u00famero diferente de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele acrescentou: &#8220;A oportunidade de identificar e estudar estes gr\u00e3os no laborat\u00f3rio pode ajudar-nos a compreender os fen\u00f3menos astrof\u00edsicos que moldaram o nosso Sistema Solar, bem como outros objetos c\u00f3smicos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada gera\u00e7\u00e3o de estrelas semeia a mat\u00e9ria-prima da qual nasce a gera\u00e7\u00e3o seguinte. Tal como uma f\u00e9nix que se ergue das cinzas, o nosso Sol teve origem h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos, quando uma explos\u00e3o de supernova lan\u00e7ou material numa nuvem preexistente de g\u00e1s e poeira, fazendo com que colapsasse sob si pr\u00f3pria. Os remanescentes deste processo formaram um disco girat\u00f3rio de material em torno do Sol beb\u00e9, do qual os planetas e outros objetos se coalesceram &#8211; incluindo os corpos parentes que acabaram por colidir uns com os outros e se fragmentaram para formar asteroides e meteoritos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d7\/a2\/5TYSwUtH_o.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Jens Barosch e Larry Nittler analisando a amostra de Ryugu no campus do Laborat\u00f3rio da Terra e dos Planetas de Carnegie em Washington, D.C.<br>Cr\u00e9dito: Katy Cain\/Instituto Carnegie para Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As amostras da sonda Hayabusa2 permitem aos cientistas sondar a composi\u00e7\u00e3o de Ryugu com sofisticados instrumentos microanal\u00edticos e compar\u00e1-la com material encontrado em meteoritos primitivos chamados condritos carbon\u00e1ceos que se despenharam na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa detetou todos os tipos de gr\u00e3os pr\u00e9-solares anteriormente conhecidos &#8211; incluindo uma supressa, um silicato que \u00e9 facilmente destru\u00eddo pelo processamento qu\u00edmico que se espera que tenha ocorrido no corpo parental do asteroide. Foi encontrado num fragmento menos quimicamente alterado que provavelmente o protegia de tal atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As composi\u00e7\u00f5es e abund\u00e2ncias dos gr\u00e3os pr\u00e9-solares que encontr\u00e1mos nas amostras Ryugu s\u00e3o semelhantes \u00e0s que encontr\u00e1mos anteriormente nos condritos carbon\u00e1ceos&#8221;, explicou o coautor Larry Nittler, que empreendeu este trabalho em Carnegie, mas que se mudou recentemente para a Universidade Estatal do Arizona. &#8220;Isto d\u00e1-nos uma imagem mais completa dos processos formativos do nosso Sistema Solar que podem informar modelos e experi\u00eancias futuras utilizando amostras da Hayabusa2, assim como outros meteoritos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/carnegiescience.edu\/news\/dust-grains-older-our-sun-found-asteroid-ryugu-samples\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Carnegie (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac83bd\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2208.07976\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Ryugu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=162173#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/162173_Ryugu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hayabusa2:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.hayabusa2.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hayabusa2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo trabalho de uma equipa do Instituto Carnegie, gr\u00e3os microsc\u00f3picos de material anterior ao nascimento do nosso Sol foram encontrados em amostras trazidas do asteroide Ryugu pela miss\u00e3o Hayabusa2. 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