{"id":5346,"date":"2022-08-19T06:24:49","date_gmt":"2022-08-19T05:24:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5346"},"modified":"2022-08-19T06:24:49","modified_gmt":"2022-08-19T05:24:49","slug":"voyager-a-mais-longa-missao-da-nasa-esta-a-celebrar-45-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/08\/19\/voyager-a-mais-longa-missao-da-nasa-esta-a-celebrar-45-anos\/","title":{"rendered":"Voyager, a mais longa miss\u00e3o da NASA, est\u00e1 a celebrar 45 anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As sondas g\u00e9meas Voyager da NASA tornaram-se, de certa forma, c\u00e1psulas do tempo: cada uma delas transporta um leitor de cartuchos de oito pistas para grava\u00e7\u00e3o de dados, t\u00eam cerca de 3 milh\u00f5es de vezes menos mem\u00f3ria que os telem\u00f3veis modernos e transmitem dados cerca de 38.000 vezes mais devagar do que uma liga\u00e7\u00e3o 5G.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, as Voyagers permanecem na vanguarda da explora\u00e7\u00e3o espacial. Geridas e operadas pelo JPL da NASA no sul do estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, s\u00e3o as \u00fanicas sondas a explorar o espa\u00e7o interestelar &#8211; o oceano gal\u00e1ctico atrav\u00e9s do qual o nosso Sol e os seus planetas viajam.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/aGD7XU3Q_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"783\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/aGD7XU3Q_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5347\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/aGD7XU3Q_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/aGD7XU3Q_o-300x238.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/aGD7XU3Q_o-768x611.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem de arquivo tirada no JPL da NASA a 23 de mar\u00e7o de 1977, mostra engenheiros a preparar a nave espacial Voyager 2 antes do seu lan\u00e7amento mais tarde nesse ano.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sol e os planetas residem na heliosfera, uma bolha protetora criada pelo campo magn\u00e9tico do Sol e pelo fluxo exterior do vento solar (part\u00edculas carregadas do Sol). Os investigadores &#8211; alguns deles mais jovens do que as duas naves espaciais distantes &#8211; est\u00e3o a combinar as observa\u00e7\u00f5es da Voyager com dados de miss\u00f5es mais recentes para obter uma imagem mais completa do nosso Sol e de como a heliosfera interage com o espa\u00e7o interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A frota de miss\u00f5es heliof\u00edsicas fornece conhecimentos inestim\u00e1veis sobre o nosso Sol, desde a compreens\u00e3o da coroa ou da parte mais exterior da atmosfera do Sol, at\u00e9 ao estudo dos impactos do Sol por todo o Sistema Solar, incluindo aqui na Terra, na nossa atmosfera e no espa\u00e7o interestelar&#8221;, disse Nicola Fox, diretor da Divis\u00e3o de Heliof\u00edsica na sede da NASA em Washington. &#8220;Nos \u00faltimos 45 anos, as miss\u00f5es Voyager t\u00eam sido parte integrante no fornecimento deste conhecimento e t\u00eam ajudado a mudar a nossa compreens\u00e3o do Sol e da sua influ\u00eancia de formas que nenhuma outra nave espacial pode&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Voyagers s\u00e3o tamb\u00e9m embaixadoras, cada uma transportando um disco dourado que cont\u00e9m imagens de vida na Terra, diagramas de princ\u00edpios cient\u00edficos b\u00e1sicos e \u00e1udio que inclui sons da natureza, sauda\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias l\u00ednguas e m\u00fasica. Os discos revestidos a ouro servem como uma &#8220;mensagem c\u00f3smica numa garrafa&#8221; para qualquer civiliza\u00e7\u00e3o que possa encontrar as sondas espaciais. Ao ritmo que o ouro decai no espa\u00e7o e \u00e9 corro\u00eddo pela radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, os discos durar\u00e3o mais de mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para l\u00e1 das expetativas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Voyager 2 foi lan\u00e7ada no dia 20 de agosto de 1977, rapidamente seguida pela Voyager 1 no dia 5 de setembro. Ambas as sondas viajaram at\u00e9 J\u00fapiter e Saturno, com a Voyager 1 a mover-se mais depressa e a alcan\u00e7\u00e1-los primeiro. Juntas, as sondas revelaram muito sobre os dois maiores planetas do Sistema Solar e suas luas. A Voyager 2 tamb\u00e9m se tornou a primeira e \u00fanica nave espacial a passar perto de \u00darano (em 1986) e de Neptuno (em 1989), fornecendo \u00e0 humanidade vistas not\u00e1veis destes mundos distantes &#8211; e mais informa\u00e7\u00f5es sobre eles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto a Voyager 2 realizava estes &#8220;flybys&#8221;, a Voyager 1 dirigia-se para a fronteira da heliosfera. Ao dela sair em 2012, a Voyager 1 descobriu que a heliosfera bloqueia 70% dos raios c\u00f3smicos, ou part\u00edculas energ\u00e9ticas criadas por estrelas em explos\u00e3o. A Voyager 2, ap\u00f3s completar as suas explora\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias, continuou at\u00e9 \u00e0 fronteira da heliosfera, saindo em 2018. Os dados combinados desta regi\u00e3o, pelas sondas g\u00e9meas, desafiaram as teorias anteriores sobre a forma exata da heliosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Hoje, \u00e0 medida que ambas as Voyagers exploram o espa\u00e7o interestelar, est\u00e3o a fornecer \u00e0 humanidade observa\u00e7\u00f5es de um territ\u00f3rio desconhecido&#8221;, disse Linda Spilker, cientista adjunta do projeto Voyager no JPL. &#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos estudar diretamente como uma estrela, o nosso Sol, interage com as part\u00edculas e campos magn\u00e9ticos fora da nossa heliosfera, ajudando os cientistas a compreender a vizinhan\u00e7a local entre as estrelas, derrotando algumas das teorias sobre esta regi\u00e3o e fornecendo informa\u00e7\u00f5es chave para miss\u00f5es futuras&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/4d\/4d\/z6THELc1_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/4d\/4d\/z6THELc1_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A Voyager 1 e a Voyager 2 fizeram muitos feitos desde o seu lan\u00e7amento em 1977. Este infogr\u00e1fico destaca os principais marcos da miss\u00e3o, incluindo a visita aos quatro planetas exteriores e a sa\u00edda da heliosfera, ou a bolha protetora de campos magn\u00e9ticos e part\u00edculas criadas pelo Sol. Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A longa viagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos, a equipa Voyager habituou-se a superar os desafios que surgem com a opera\u00e7\u00e3o de naves espaciais t\u00e3o maduras, apelando por vezes \u00e0 per\u00edcia de colegas reformados ou estudando documentos escritos h\u00e1 d\u00e9cadas atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada Voyager \u00e9 alimentada por um gerador termoel\u00e9trico de radiois\u00f3topos contendo plut\u00f3nio, que emite calor que \u00e9 convertido em eletricidade. \u00c0 medida que o plut\u00f3nio decai, a produ\u00e7\u00e3o de calor diminui e as Voyagers perdem eletricidade. Para compensar, a equipa desligou todos os sistemas n\u00e3o essenciais e alguns outrora considerados essenciais, incluindo aquecedores que protegem os instrumentos ainda em funcionamento contra as temperaturas geladas do espa\u00e7o. Todos os cinco instrumentos que tiveram os seus aquecedores desligados desde 2019 ainda est\u00e3o a trabalhar, apesar de estarem bem abaixo das temperaturas mais baixas a que alguma vez foram testados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, a Voyager 1 come\u00e7ou a ter um problema que fez com que a informa\u00e7\u00e3o sobre o estado de um dos seus sistemas a bordo se tornasse confusa. Apesar disso, o sistema e a nave espacial continuam a funcionar normalmente, sugerindo que o problema est\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o dos dados de estado, n\u00e3o no sistema em si. A sonda continua a enviar observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas enquanto a equipa de engenharia tenta resolver o problema ou encontrar uma forma de o contornar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As Voyagers continuaram a fazer descobertas surpreendentes, inspirando uma nova gera\u00e7\u00e3o de cientistas e engenheiros&#8221;, disse Suzanne Dodd, gestora do projeto Voyager no JPL. &#8220;N\u00e3o sabemos quanto tempo a miss\u00e3o vai ainda durar, mas podemos ter a certeza de que as naves espaciais v\u00e3o proporcionar ainda mais surpresas cient\u00edficas \u00e0 medida que se afastam cada vez mais da Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Voyager 2 Launch\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4vauVXc9jEU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/voyager-nasa-s-longest-lived-mission-logs-45-years-in-space\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sondas Voyager:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.heavens-above.com\/SolarEscape.aspx?lat=0&amp;lng=0&amp;loc=Unspecified&amp;alt=0&amp;tz=CET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heavens Above<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 1 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 2 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=seXbrauRTY4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Document\u00e1rio &#8220;Voyager &#8211; Journey to the Stars&#8221; (SpaceRip via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Heliosfera:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heliosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espa\u00e7o interestelar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_medium\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As sondas g\u00e9meas Voyager da NASA tornaram-se, de certa forma, c\u00e1psulas do tempo: cada uma delas transporta um leitor de cartuchos de oito pistas para grava\u00e7\u00e3o de dados, t\u00eam cerca de 3 milh\u00f5es de vezes menos mem\u00f3ria que os telem\u00f3veis modernos e transmitem dados cerca de 38.000 vezes mais devagar do que uma liga\u00e7\u00e3o 5G. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5347,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[415,414,413,412,359],"class_list":["post-5346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-espaco-interestelar","tag-heliosfera","tag-sistema-solar","tag-voyager-1","tag-voyager-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5348,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5346\/revisions\/5348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}