{"id":5337,"date":"2022-08-16T06:25:25","date_gmt":"2022-08-16T05:25:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5337"},"modified":"2022-08-16T06:25:26","modified_gmt":"2022-08-16T05:25:26","slug":"hubble-ve-supergigante-vermelha-betelgeuse-a-recuperar-lentamente-apos-explodir-o-seu-topo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/08\/16\/hubble-ve-supergigante-vermelha-betelgeuse-a-recuperar-lentamente-apos-explodir-o-seu-topo\/","title":{"rendered":"Hubble v\u00ea supergigante vermelha Betelgeuse a recuperar lentamente ap\u00f3s explodir o seu topo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"346\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/v5ZhjaA4_o-1024x346.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5338\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/v5ZhjaA4_o-1024x346.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/v5ZhjaA4_o-300x101.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/v5ZhjaA4_o-768x260.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/v5ZhjaA4_o-1536x520.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/v5ZhjaA4_o-2048x693.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A sequ\u00eancia de eventos que ocorreram nos \u00faltimos anos na supergigante vermelha Betelgeuse.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao analisarem dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA e de v\u00e1rios outros observat\u00f3rios, os astr\u00f3nomos conclu\u00edram que a brilhante estrela supergigante vermelha Betelgeuse explodiu literalmente o seu topo em 2019, perdendo uma parte substancial da sua superf\u00edcie vis\u00edvel e produzindo uma gigantesca Eje\u00e7\u00e3o de Massa Superficial (EMS). Isto \u00e9 algo nunca antes visto no comportamento normal de uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>O nosso Sol expele rotineiramente partes da sua t\u00e9nue atmosfera solar, a coroa, num evento conhecido como Eje\u00e7\u00e3o de Massa Coronal (EMC). Mas a EMS de Betelgeuse expeliu 400 mil milh\u00f5es de vezes mais massa do que uma t\u00edpica EMC!<\/p>\n\n\n\n<p>A estrela monstruosa ainda est\u00e1 lentamente a recuperar desta convuls\u00e3o catastr\u00f3fica. &#8220;Betelgeuse continua, neste momento, a fazer coisas muito invulgares; o interior est\u00e1 como que a saltar&#8221;, disse Andrea Dupree do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas novas observa\u00e7\u00f5es d\u00e3o pistas sobre como as estrelas vermelhas perdem massa no final das suas vidas \u00e0 medida que os seus fornos de fus\u00e3o nuclear se esgotam, antes de explodirem como supernovas. A quantidade de perda de massa afeta significativamente o seu destino. No entanto, o comportamento surpreendentemente petulante de Betelgeuse n\u00e3o \u00e9 evid\u00eancia de que a estrela esteja prestes a explodir em breve. Portanto, a perda de massa n\u00e3o \u00e9 necessariamente o sinal de uma explos\u00e3o iminente.<\/p>\n\n\n\n<p>Dupree est\u00e1 agora a juntar todas as pe\u00e7as do puzzle do comportamento petulante da estrela antes, depois e durante a erup\u00e7\u00e3o numa hist\u00f3ria coerente de uma convuls\u00e3o tit\u00e2nica nunca antes vista numa estrela envelhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto inclui novos dados espectrosc\u00f3picos e de imagem do observat\u00f3rio rob\u00f3tico STELLA, do TRES (Tillinghast Reflector Echelle Spectrograph) do Observat\u00f3rio Fred L. Whipple, da sonda STEREO-A (Solar Terrestrial Relations Observatory) da NASA, do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA e da AAVSO (American Association of Variable Star Observers). Dupree enfatiza que os dados do Hubble foram fundamentais para ajudar a resolver o mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nunca antes t\u00ednhamos visto uma enorme eje\u00e7\u00e3o de massa da superf\u00edcie de uma estrela. \u00c9 algo que n\u00e3o compreendemos completamente. \u00c9 um fen\u00f3meno totalmente novo que podemos observar diretamente e resolver detalhes da superf\u00edcie com o Hubble. Estamos a observar uma evolu\u00e7\u00e3o estelar em tempo real&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ce\/52\/7FiMwHfJ_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ce\/52\/7FiMwHfJ_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a mudan\u00e7a de luminosidade da estrela supergiante vermelha Betelgeuse, ap\u00f3s a eje\u00e7\u00e3o de massa tit\u00e2nica de um grande peda\u00e7o da sua superf\u00edcie vis\u00edvel. O material em fuga arrefeceu para formar uma nuvem de poeira que temporariamente fez a estrela parecer mais fraca, como visto da Terra. Esta convuls\u00e3o estelar sem precedentes perturbou o per\u00edodo de oscila\u00e7\u00e3o de 400 dias da estrela monstruosa que os astr\u00f3nomos tinham medido durante mais de 200 anos. O interior pode agora estar a abanar como uma gelatina.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A explos\u00e3o tit\u00e2nica em 2019 foi possivelmente causada por uma pluma convectiva, com um di\u00e2metro superior a 1,6 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, borbulhando a partir do interior da estrela. Produziu choques e pulsa\u00e7\u00f5es que expeliram um peda\u00e7o da fotosfera, deixando a estrela com uma grande \u00e1rea de superf\u00edcie fria sob a nuvem de poeira que foi produzida pelo peda\u00e7o da fotosfera em arrefecimento. Betelgeuse est\u00e1 agora a lutar para recuperar desta les\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma massa v\u00e1rias vezes maior do que a nossa Lua, o peda\u00e7o de fotosfera fraturado acelerou para o espa\u00e7o e arrefeceu para formar uma nuvem de poeira que bloqueou a luz da estrela, tal como foi visto pelos observadores na Terra. O escurecimento, que come\u00e7ou em finais de 2019 e durou alguns meses, foi facilmente percet\u00edvel mesmo por observadores de quintal que viam a estrela a mudar de brilho. Uma das estrelas mais brilhantes do c\u00e9u, Betelgeuse \u00e9 facilmente encontrada no ombro direito da constela\u00e7\u00e3o de Orionte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda mais fant\u00e1stico, o ritmo de pulsa\u00e7\u00e3o de 400 dias da supergigante j\u00e1 n\u00e3o existe, talvez pelo menos temporariamente. H\u00e1 quase 200 anos que os astr\u00f3nomos medem este ritmo como evidente em varia\u00e7\u00f5es de brilho e movimentos \u00e0 superf\u00edcie de Betelgeuse. A sua perturba\u00e7\u00e3o atesta a ferocidade da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As c\u00e9lulas de convec\u00e7\u00e3o interior da estrela, que impulsionam a pulsa\u00e7\u00e3o regular, podem estar a rodar como uma m\u00e1quina de lavar roupa desequilibrada, sugere Dupree. Os espectros pelo TRES e pelo Hubble sugerem que as camadas exteriores podem estar de volta ao normal, mas a superf\u00edcie ainda est\u00e1 a saltar como uma gelatina \u00e0 medida que a fotosfera se reconstr\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o nosso Sol tenha eje\u00e7\u00f5es de massa coronal que expelem pequenos peda\u00e7os da atmosfera exterior, os astr\u00f3nomos nunca testemunharam uma quantidade t\u00e3o grande da superf\u00edcie vis\u00edvel de uma estrela a ser disparada para o espa\u00e7o. Portanto, as eje\u00e7\u00f5es de massa superficial e as eje\u00e7\u00f5es de massa coronal podem ser eventos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Betelgeuse \u00e9 agora t\u00e3o grande que se substitu\u00edssemos o Sol no centro do nosso Sistema Solar, a sua superf\u00edcie exterior estender-se-ia para al\u00e9m da \u00f3rbita de J\u00fapiter. Dupree utilizou o Hubble para resolver manchas quentes \u00e0 superf\u00edcie da estrela em 1996. Esta foi a primeira imagem direta de uma estrela que n\u00e3o o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Webb da NASA pode ser capaz de detetar o material ejetado no infravermelho, \u00e0 medida que se afasta da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/hubble-sees-red-supergiant-star-betelgeuse-slowly-recovering-after-blowing-its-top\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/hubble-sees-red-supergiant-star-betelgeuse-slowly-recovering-after-blowing-its-top\" target=\"_blank\">\/\/ Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/betelgeuse-recovering-from-strange-dimming-episode\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-08-hubble-supergiant-betelgeuse-slowly-recovering.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-star-betelgeuse-went-a-little-dim-in-2019-astronomers-think-they-know-why\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popularmechanics.com\/space\/solar-system\/a40882454\/supergiant-star-betelgeuse-blows-top\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Mechanics<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2022\/08\/12\/world\/betelgeuse-star-recovery-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2022\/08\/13\/betelgeuse-blew-its-top-hubble-sees-red-supergiant-star-bouncing-after-catastrophic-upheaval\/?sh=2e40eb33500f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2022\/08\/betelgeuse-is-bouncing-back-after-blowing-its-top-in-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><br><a href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/ciencia\/estrela-betelgeuse-esta-a-recuperar-depois-de-um-espirro-gigante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pplware<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supergigante vermelha:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_supergiant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sequ\u00eancia de eventos que ocorreram nos \u00faltimos anos na supergigante vermelha Betelgeuse.Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI) Ao analisarem dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA e de v\u00e1rios outros observat\u00f3rios, os astr\u00f3nomos conclu\u00edram que a brilhante estrela supergigante vermelha Betelgeuse explodiu literalmente o seu topo em 2019, perdendo uma parte 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