{"id":5315,"date":"2022-08-09T06:22:27","date_gmt":"2022-08-09T05:22:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5315"},"modified":"2022-08-09T06:22:28","modified_gmt":"2022-08-09T05:22:28","slug":"fusao-explosiva-capturada-pela-primeira-vez-em-comprimentos-de-onda-milimetricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/08\/09\/fusao-explosiva-capturada-pela-primeira-vez-em-comprimentos-de-onda-milimetricos\/","title":{"rendered":"Fus\u00e3o explosiva capturada pela primeira vez em comprimentos de onda milim\u00e9tricos"},"content":{"rendered":"\n<p>Recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os cientistas registaram pela primeira vez radia\u00e7\u00e3o milim\u00e9trica proveniente de uma explos\u00e3o provocada pela fus\u00e3o de uma estrela de neutr\u00f5es com outra estrela. A equipa tamb\u00e9m confirmou este flash de luz como uma das explos\u00f5es de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o mais energ\u00e9ticas alguma vez observadas, deixando para tr\u00e1s dos brilhos remanescentes ultravioleta mais luminosos alguma vez registados. Os resultados da investiga\u00e7\u00e3o ser\u00e3o publicados numa edi\u00e7\u00e3o futura da revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/NRAO-003-SRGB_illY_Final_lrg-1-1536x1152.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/NRAO-003-SRGB_illY_Final_lrg-1-1536x1152-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5316\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/NRAO-003-SRGB_illY_Final_lrg-1-1536x1152-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/NRAO-003-SRGB_illY_Final_lrg-1-1536x1152-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/NRAO-003-SRGB_illY_Final_lrg-1-1536x1152-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/NRAO-003-SRGB_illY_Final_lrg-1-1536x1152-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Pela primeira vez na radioastronomia, os cientistas detetaram radia\u00e7\u00e3o, em comprimentos de onda milim\u00e9tricos, de uma explos\u00e3o de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o. Esta impress\u00e3o de artista mostra a fus\u00e3o entre uma estrela de neutr\u00f5es e outra estrela (vista como um disco, na parte inferior esquerda) que causou um surto resultando na explos\u00e3o de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o, GRB 211106A (jato branco, meio), e deixou para tr\u00e1s o que os cientistas agora sabem ser um dos brilhos remanescentes mais luminosos alguma vez registados (onda de choque semi-esf\u00e9rica no meio, \u00e0 direita). Enquanto a poeira na gal\u00e1xia hospedeira obscurecia a maior parte da luz vis\u00edvel (mostrada como cores), a radia\u00e7\u00e3o milim\u00e9trica do evento (representada a verde) foi capaz de escapar e alcan\u00e7ar o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), dando aos cientistas uma vis\u00e3o sem precedentes desta explos\u00e3o c\u00f3smica. Do estudo, a equipa confirmou que GRB 211106A \u00e9 um dos GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o mais energ\u00e9ticos jamais observados.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), M. Weiss (NRAO\/AUI\/NSF)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;As explos\u00f5es de raios-gama (&#8220;gamma-ray burst&#8221;, ou GRB) s\u00e3o as explos\u00f5es mais brilhantes e energ\u00e9ticas do Universo, capazes de emitir mais energia numa quest\u00e3o de segundos do que o nosso Sol emitir\u00e1 durante toda a sua vida. GRB 211106A pertence a uma subclasse de GRBs conhecida como explos\u00f5es de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o. Estas explos\u00f5es &#8211; que os cientistas pensam serem respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o dos elementos mais pesados do Universo, como a platina e o ouro &#8211; resultam da fus\u00e3o catastr\u00f3fica de sistemas bin\u00e1rios contendo uma estrela de neutr\u00f5es. &#8220;Estas fus\u00f5es ocorrem devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais, que removem energia da \u00f3rbita das estrelas bin\u00e1rias, fazendo com que as estrelas espiralem uma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 outra&#8221;, disse Tanmoy Laskar, que em breve come\u00e7ar\u00e1 a trabalhar como professor assistente de F\u00edsica e Astronomia na Universidade do Utah, EUA. &#8220;A explos\u00e3o resultante \u00e9 acompanhada por jatos que se movem a uma velocidade pr\u00f3xima da velocidade da luz. Quando um destes jatos aponta na dire\u00e7\u00e3o da Terra, observamos um curto pulso de raios-gama ou um GRB de curta dura\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Um GRB de curta dura\u00e7\u00e3o geralmente dura apenas alguns d\u00e9cimos de segundo. Os cientistas procuram ent\u00e3o um brilho remanescente, uma emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o provocada pela intera\u00e7\u00e3o dos jatos com o g\u00e1s circundante. Mesmo assim, s\u00e3o dif\u00edceis de detetar; apenas meia-d\u00fazia de GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o foram detetados no r\u00e1dio, e at\u00e9 agora nenhum tinha sido detetado em comprimentos de onda milim\u00e9tricos. Laskar, que liderou a investiga\u00e7\u00e3o enquanto bolseiro na Universidade de Radboud, Holanda, disse que a dificuldade est\u00e1 na imensa dist\u00e2ncia aos GRBs e nas capacidades tecnol\u00f3gicas dos telesc\u00f3pios. &#8220;Os brilhos remanescentes dos GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito luminosos e energ\u00e9ticos. Mas estas explos\u00f5es ocorrem em gal\u00e1xias distantes, o que significa que a luz delas proveniente pode ser bastante t\u00e9nue para os nossos telesc\u00f3pios na Terra. Antes do ALMA, os telesc\u00f3pios milim\u00e9tricos n\u00e3o eram suficientemente sens\u00edveis para a dete\u00e7\u00e3o destes brilhos remanescentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo ocorrido quando o Universo tinha apenas 40% da sua idade atual, GRB 211106A n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A luz desta explos\u00e3o de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o fraca que, apesar das primeiras observa\u00e7\u00f5es de raios-X com o Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift da NASA registarem a explos\u00e3o, a gal\u00e1xia hospedeira era indetet\u00e1vel naquele comprimento de onda e os cientistas n\u00e3o foram capazes de determinar exatamente a origem da explos\u00e3o. &#8220;O brilho remanescente \u00e9 essencial para descobrir de que gal\u00e1xia vem uma explos\u00e3o e para aprender mais sobre a pr\u00f3pria explos\u00e3o. Inicialmente, quando apenas a contraparte dos raios-X tinha sido descoberta, os astr\u00f3nomos pensaram que esta explos\u00e3o poderia estar a vir de uma gal\u00e1xia pr\u00f3xima&#8221;, disse Laskar, acrescentando que uma quantidade significativa de poeira na \u00e1rea tamb\u00e9m obscurecia o objeto da dete\u00e7\u00e3o em observa\u00e7\u00f5es \u00f3ticas com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GRB211106A_ALMA_text_V3.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GRB211106A_ALMA_text_V3.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>No primeiro filme de um GRB de curta dura\u00e7\u00e3o em comprimentos de onda milim\u00e9tricos, vemos GRB 21106A como capturado com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array). A luz milim\u00e9trica aqui vista aponta o local do evento para uma gal\u00e1xia hospedeira distante em imagens capturadas utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. A evolu\u00e7\u00e3o do brilho em comprimentos de onda milim\u00e9tricos fornece informa\u00e7\u00f5es sobre a energia e sobre a geometria dos jatos produzidos na explos\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), T. Laskar (Utah), S. Dagnello (NRAO\/AUI\/NSF)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Cada comprimento de onda acrescentou uma nova dimens\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o dos cientistas deste GRB, e o mil\u00edmetro, em particular, foi fundamental para desvendar a verdade sobre a explos\u00e3o. &#8220;As observa\u00e7\u00f5es do Hubble revelaram um campo imut\u00e1vel de gal\u00e1xias. A sensibilidade inigual\u00e1vel do ALMA permitiu-nos identificar com mais precis\u00e3o a localiza\u00e7\u00e3o do GRB nesse campo e acabou por ter origem noutra gal\u00e1xia t\u00e9nue, que se encontra mais longe. Isto, por sua vez, significa que esta explos\u00e3o de raios-gama de curta dura\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais poderosa do que pens\u00e1vamos inicialmente, tornando-a uma das mais luminosas e energ\u00e9ticas de que h\u00e1 registo&#8221;, disse Laskar.<\/p>\n\n\n\n<p>Wen-fai Fong, professora assistente de F\u00edsica e Astronomia na Universidade Northwestern, acrescentou: &#8220;Esta curta explos\u00e3o de raios-gama foi a primeira vez que tent\u00e1mos observar um evento deste tipo com o ALMA. Os brilhos remanescentes de GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito dif\u00edceis de conseguir, por isso foi espetacular apanhar este evento t\u00e3o brilhante. Ap\u00f3s muitos anos a observar estas explos\u00f5es, esta descoberta surpreendente abre uma nova \u00e1rea de estudo, uma vez que nos motiva a observar muitos mais com o ALMA e com outros telesc\u00f3pios, no futuro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Joe Pesce, oficial da NSF (National Science Foundation) para o programa NRAO\/ALMA, disse: &#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o fant\u00e1sticas a muitos n\u00edveis. Fornecem mais informa\u00e7\u00e3o para nos ajudar a compreender as enigm\u00e1ticas explos\u00f5es de raios-gama (e a astrof\u00edsica das estrelas de neutr\u00f5es em geral) e demonstram qu\u00e3o importantes e complementares as observa\u00e7\u00f5es multi-comprimento de onda com telesc\u00f3pios espaciais e no solo s\u00e3o, na compreens\u00e3o dos fen\u00f3menos astrof\u00edsicos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 ainda muito trabalho a ser feito em v\u00e1rios comprimentos de onda, tanto com novos GRBs e com GRB 211106A, o que poder\u00e1 revelar surpresas adicionais sobre estas explos\u00f5es. &#8220;O estudo dos GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o requer a r\u00e1pida coordena\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios em todo o mundo e no espa\u00e7o, operando em todos os comprimentos de onda&#8221;, disse Edo Berger, professor de Astronomia na Universidade de Harvard. &#8220;No caso de GRB 211106A, utiliz\u00e1mos alguns dos telesc\u00f3pios mais poderosos dispon\u00edveis &#8211; o ALMA, o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF, o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA e o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Com o agora operacional Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, e futuros telesc\u00f3pios \u00f3ticos e radiotelesc\u00f3pios de 20-40 metros, tais como o ngVLA (next generation VLA), seremos capazes de produzir uma imagem completa destes eventos catacl\u00edsmicos e de os estudar a dist\u00e2ncias sem precedentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Laskar acrescentou: &#8220;Com o JWST, podemos agora obter um espectro da gal\u00e1xia hospedeira e conhecer facilmente a dist\u00e2ncia e, no futuro, tamb\u00e9m podemos utilizar o JWST para capturar os brilhos remanescentes infravermelhos e estudar a sua composi\u00e7\u00e3o. Com o ngVLA, seremos capazes de estudar a estrutura geom\u00e9trica dos brilhos remanescentes e o combust\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o estelar encontrado nos seus ambientes hospedeiros com um detalhe sem precedentes. Estou entusiasmado com estas pr\u00f3ximas descobertas no nosso campo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/protected-out-with-a-bang-explosive-neutron-star-merger-captured-for-the-first-time-in-millimeter-light\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/neutron-star-merger-millimeter-alma\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ru.nl\/en\/research\/research-news\/explosive-neutron-star-merger-captured-for-the-first-time-in-millimeter-light\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Radboud (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2022\/08\/explosive-neutron-star-merger-captured-for-first-time-in-millimeter-light\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2205.03419\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/960587\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/short-powerful-gamma-ray-beam-collision\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/we-have-new-insane-video-of-an-explosion-emitted-by-neutron-stars-colliding\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-08-explosive-neutron-star-merger-captured.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GRB:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma-ray_burst#Short_gamma-ray_bursts\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os cientistas registaram pela primeira vez radia\u00e7\u00e3o milim\u00e9trica proveniente de uma explos\u00e3o provocada pela fus\u00e3o de uma estrela de neutr\u00f5es com outra estrela. 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