{"id":5305,"date":"2022-08-05T06:18:19","date_gmt":"2022-08-05T05:18:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5305"},"modified":"2022-08-05T06:22:34","modified_gmt":"2022-08-05T05:22:34","slug":"visao-ampla-do-universo-jovem-revela-indicios-de-galaxia-muito-primitiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/08\/05\/visao-ampla-do-universo-jovem-revela-indicios-de-galaxia-muito-primitiva\/","title":{"rendered":"Vis\u00e3o ampla do Universo jovem revela ind\u00edcios de gal\u00e1xia muito primitiva"},"content":{"rendered":"\n<p>Duas novas imagens pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA mostram o que podem ser as gal\u00e1xias mais primitivas algumas vez observadas. Ambas as imagens incluem objetos de h\u00e1 mais de 13 mil milh\u00f5es de anos e uma oferece um campo de vis\u00e3o muito mais amplo do que o da imagem FDF (First Deep Field) do Webb, divulgada com grande fanfarra a 12 de julho. As imagens representam algumas das primeiras de uma grande colabora\u00e7\u00e3o de astr\u00f3nomos e outros investigadores acad\u00e9micos que se associaram \u00e0 NASA e parceiros globais para descobrir novas perspetivas sobre o Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa identificou um objeto particularmente excitante &#8211; denominado gal\u00e1xia de Maisie em honra da filha do chefe de projeto, Steven Finkelstein &#8211; que estimam que esteja a ser observado apenas 290 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang (os astr\u00f3nomos referem-se a isto como tendo um desvio para o vermelho de z=14).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/utexas.app.box.com\/s\/vzeuix2iaif1npdonvnktjjsashwbqpt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/pAmxpUi0_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5306\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/pAmxpUi0_o.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/pAmxpUi0_o-300x168.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/pAmxpUi0_o-768x431.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os cientistas da Colabora\u00e7\u00e3o CEERS identificaram o objeto apelidado de &#8220;gal\u00e1xia de Maisie&#8221;, em honra da filha do chefe de projecto Steven Finkelstein, que pode ser uma das primeiras gal\u00e1xias alguma vez observadas. Se o seu desvio para o vermelho, estimado em 14, for confirmado com futuras observa\u00e7\u00f5es, isso significaria que a estamos a v\u00ea-la como era apenas 290 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/STScI\/CEERS\/TACC\/S. Finkelstein\/M. Bagley\/Z. Levay<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A descoberta foi publicada no site de pr\u00e9-impress\u00e3o arXiv e aguarda revis\u00e3o por pares e publica\u00e7\u00e3o numa revista da especialidade. Se o achado for confirmado, ser\u00e1 uma das gal\u00e1xias mais primitivas alguma vez observadas, e a sua presen\u00e7a indicaria que as gal\u00e1xias come\u00e7aram a formar-se muito mais cedo do que muitos astr\u00f3nomos pensavam anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens n\u00edtidas e sem precedentes revelam uma m\u00e3o cheia de gal\u00e1xias complexas que evoluem ao longo do tempo &#8211; alguns cata-ventos elegantemente maduros, outras manchas juvenis, outras espirais. As imagens, que demoraram cerca de 24 horas a recolher, s\u00e3o de uma zona do c\u00e9u perto da &#8220;pega&#8221; da &#8220;frigideira&#8221; da Ursa Maior. Esta mesma \u00e1rea do c\u00e9u foi observada anteriormente pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 incr\u00edvel ver um ponto de luz pelo Hubble tornar-se numa gal\u00e1xia linda e completamente formada nas novas imagens do James Webb, e outras gal\u00e1xias surgem do nada&#8221;, disse Finkelstein, professor associado de astronomia na Universidade do Texas em Austin, EUA, e investigador principal do CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science Survey), do qual estas imagens foram obtidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o CEERS \u00e9 composta por 18 coinvestigadores de 12 institui\u00e7\u00f5es e mais de 100 colaboradores dos EUA e de nove outros pa\u00edses. Os investigadores do CEERS est\u00e3o a estudar como algumas das primeiras gal\u00e1xias se formaram quando o Universo tinha menos de 5% da sua idade atual, durante um per\u00edodo conhecido como reioniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/e2\/9d\/s1Ll1BHw_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/e2\/9d\/s1Ll1BHw_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem tirada com o MIRI do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb de uma zona do c\u00e9u perto da &#8220;pega&#8221; da &#8220;frigideira&#8221; da Ursa Maior . Esta \u00e9 uma das primeiras imagens obtidas pela colabora\u00e7\u00e3o CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science Survey).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/STScI\/CEERS\/TACC\/S. Finkelstein\/G. Yang.\/C. Papovich\/Z. Levay<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Antes da chegada dos dados atuais do telesc\u00f3pio, Micaela Bagley, investigadora p\u00f3s-doutorada na mesma universidade e uma das l\u00edderes de imagem do CEERS, criou imagens simuladas para ajudar a equipa a desenvolver m\u00e9todos de processamento e an\u00e1lise das novas imagens. Bagley liderou um grupo que processava as imagens reais para que os dados pudessem ser analisados por toda a equipa.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem grande \u00e9 um mosaico de 690 quadros individuais que levaram cerca de 24 horas a recolher utilizando o instrumento NIRCam (Near Infrared Camera). Esta nova imagem cobre uma \u00e1rea do c\u00e9u cerca de oito vezes maior do que a imagem FDF do Webb, embora n\u00e3o seja t\u00e3o profunda. Os investigadores usaram supercomputadores no TACC (Texas Advanced Computing Center) para o processamento inicial da imagem: o supercomputador Stampede2 foi usado para remover o ru\u00eddo de fundo e artefactos, e o Frontera, o supercomputador mais poderoso situado numa universidade norte-americana, foi utilizado para unir as imagens e assim formar um \u00fanico mosaico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O poder computacional de alto desempenho tornou poss\u00edvel combinar uma mir\u00edade de imagens para manter os quadros em mem\u00f3ria, de uma s\u00f3 vez, para processamento, resultando numa \u00fanica imagem linda&#8221;, acrescentou Finkelstein.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra imagem foi obtida com o MIRI (Mid-Infrared Instrument). Em compara\u00e7\u00e3o com o NIRcam, o MIRI tem um campo de vis\u00e3o mais pequeno, mas opera a uma resolu\u00e7\u00e3o espacial muito mais elevada do que os anteriores telesc\u00f3pios no infravermelho m\u00e9dio. O MIRI deteta comprimentos de onda mais longos do que o NIRCam, permitindo aos astr\u00f3nomos ver poeira c\u00f3smica a brilhar em gal\u00e1xias com forma\u00e7\u00e3o estelar e buracos negros a dist\u00e2ncias moderadamente grandes, e ver luz de estrelas mais antigas a dist\u00e2ncias muito grandes.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o programa CEERS vai envolver mais de 60 horas de tempo de telesc\u00f3pio. Muitos mais dados de imagem ser\u00e3o recolhidos em dezembro, juntamente com medi\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas de centenas de gal\u00e1xias distantes.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.utexas.edu\/2022\/08\/04\/wide-view-of-early-universe-hints-at-galaxy-among-the-earliest-ever-detected\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Texas, Austin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2207.12474\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science Survey):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ceers.github.io\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\">STScI<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\">ESA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\">ESA\/Webb<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/cycle-1-go\" target=\"_blank\">Programas GO do Webb (STScI)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\">MIRI (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas novas imagens pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA mostram o que podem ser as gal\u00e1xias mais primitivas algumas vez observadas. Ambas as imagens incluem objetos de h\u00e1 mais de 13 mil milh\u00f5es de anos e uma oferece um campo de vis\u00e3o muito mais amplo do que o da imagem FDF (First Deep Field) &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5306,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,16,1],"tags":[1387,110,387],"class_list":["post-5305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-ceers","tag-galaxias","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5305"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5305\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5311,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5305\/revisions\/5311"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}