{"id":5280,"date":"2022-07-26T06:35:25","date_gmt":"2022-07-26T05:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5280"},"modified":"2022-07-26T06:35:26","modified_gmt":"2022-07-26T05:35:26","slug":"o-sol-envelhece-depressa-alguns-asteroides","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/07\/26\/o-sol-envelhece-depressa-alguns-asteroides\/","title":{"rendered":"O Sol &#8220;envelhece&#8221; depressa alguns asteroides"},"content":{"rendered":"\n<p>Os cientistas da miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA aprenderam recentemente que a regenera\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie ocorre muito mais rapidamente nos asteroides do que na Terra. Ao analisar as fraturas rochosas no asteroide Bennu a partir de imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o obtidas pela nave espacial OSIRIS-REx, a equipa descobriu que o calor do Sol fratura rochas em Bennu em apenas 10.000 a 100.000 anos. Esta informa\u00e7\u00e3o vai ajudar os astr\u00f3nomos a estimar quanto tempo as rochas levam, em asteroides como Bennu, a decompor-se em part\u00edculas mais pequenas, que podem ser ejetadas para o espa\u00e7o ou permanecer na superf\u00edcie do asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p>Dezenas de milhares de anos podem parecer muito tempo, mas &#8220;pens\u00e1mos que a regenera\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie dos asteroides levava alguns milh\u00f5es de anos&#8221;, disse Marco Delbo, cientista s\u00e9nior da Universit\u00e9 C\u00f4te d&#8217;Azur, CNRS, do Observatoire de la C\u00f4te d&#8217;Azur, Laboratoire Lagrange, Nice, Fran\u00e7a, e autor principal de um artigo cient\u00edfico publicado em junho de 2022 na revista Nature Geoscience. &#8220;Fic\u00e1mos surpreendidos ao saber que o processo de envelhecimento e meteorologia dos asteroides acontece t\u00e3o rapidamente, em termos geol\u00f3gicos&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5281\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/N4vhZ0X4_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A PolyCam a bordo da OSIRIS-REx da NASA forneceu imagens microsc\u00f3picas, e de alta resolu\u00e7\u00e3o, da superf\u00edcie do aster\u00f3ide Bennu. Isto tornou poss\u00edvel aos investigadores mapear mais de 1500 fraturas de rocha. Consulte aqui a vers\u00e3o sem o realce a vermelho.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Embora deslizamentos de terra, vulc\u00f5es e terramotos possam mudar a superf\u00edcie da Terra rapidamente, normalmente as mudan\u00e7as s\u00e3o graduais. A \u00e1gua, o vento e as mudan\u00e7as de temperatura decomp\u00f5em lentamente as camadas rochosas, criando novas superf\u00edcies ao longo de milh\u00f5es de anos. Por exemplo, se estiv\u00e9ssemos no famoso Grand Canyon, ver\u00edamos camadas rochosas distintas; as camadas superiores tendem a ser mais jovens, com cerca de 270 milh\u00f5es de anos, e as camadas na base do desfiladeiro s\u00e3o as mais antigas, com cerca de 1,8 mil milh\u00f5es de anos. O rio Colorado tem vindo a esculpir rochas no Grand Canyon h\u00e1 5 ou 6 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As r\u00e1pidas mudan\u00e7as de temperatura em Bennu criam stress interno que fraturam e quebram rochas, semelhante ao modo como um vidro frio se parte debaixo de \u00e1gua quente. O Sol nasce a cada 4,3 horas em Bennu. No equador, as m\u00e1ximas diurnas podem atingir quase 127\u00ba C, e as m\u00ednimas noturnas caem para cerca de -23\u00ba C.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas da OSIRIS-REx detetaram fissuras nas rochas em imagens de naves espaciais a partir dos primeiros levantamentos do asteroide. As fraturas pareciam apontar na mesma dire\u00e7\u00e3o, &#8220;uma assinatura distinta de que os choques de temperatura entre o dia e a noite poderiam ser a causa&#8221;, disse Delbo.<\/p>\n\n\n\n<p>Delbo e colegas mediram \u00e0 m\u00e3o o comprimento e os \u00e2ngulos de mais de 1500 fraturas em imagens da OSIRIS-REx: algumas mais pequenas do que uma raquete de t\u00e9nis, outras mais longas do que um campo de t\u00e9nis. Descobriram que as fraturas est\u00e3o predominantemente alinhadas na dire\u00e7\u00e3o noroeste-sudeste, indicando que foram provocadas pelo Sol, que se mostra aqui como sendo a for\u00e7a prim\u00e1ria a mudar a paisagem de Bennu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se os deslizamentos de terra ou impactos se deslocassem mais rapidamente do que as rochas se partissem, as fraturas apontariam em dire\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias&#8221;, disse Delbo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas utilizaram um modelo de computador e as suas medi\u00e7\u00f5es de fraturas para calcular o per\u00edodo de 10.000 a 100.000 anos para que as fraturas t\u00e9rmicas se propaguem e quebrem rochas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As fraturas t\u00e9rmicas em Bennu s\u00e3o bastante semelhantes ao que encontramos na Terra e em Marte em termos da sua forma\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Christophe Matonti, coautor do artigo na Universit\u00e9 C\u00f4te d\u2019Azur, CNRS, Observatoire de la C\u00f4te d\u2019Azur, G\u00e9oazur, Sophia-Antipolis, Valbonne, Fran\u00e7a. &#8220;\u00c9 fascinante ver que podem existir e s\u00e3o semelhantes em condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas muito &#8216;ex\u00f3ticas&#8217; [baixa gravidade, sem atmosfera], mesmo em compara\u00e7\u00e3o com Marte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 que ter em mente que a topografia de Bennu \u00e9 jovem, mas as rochas nos asteroides ainda t\u00eam milhares de milh\u00f5es de anos e cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre o in\u00edcio do Sistema Solar&#8221;, disse Jason Dworkin, cientistas do projeto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p>A OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) est\u00e1 a caminho de enviar uma amostra de Bennu \u00e0 Terra, com data de chegada prevista para 24 de setembro de 2023. &#8220;Poderemos aprender mais detalhes sobre a idade da superf\u00edcie quando formos capazes de estudar diretamente a amostra&#8221;, disse Dworkin.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/some-asteroids-aged-early-by-sun-nasa-finds\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/rdcu.be\/cQJTU\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Geoscience)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nasasolarsystem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas da miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA aprenderam recentemente que a regenera\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie ocorre muito mais rapidamente nos asteroides do que na Terra. 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