{"id":5265,"date":"2022-07-22T06:35:01","date_gmt":"2022-07-22T05:35:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5265"},"modified":"2022-07-22T06:35:03","modified_gmt":"2022-07-22T05:35:03","slug":"um-novo-metodo-para-detetar-exoplanetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/07\/22\/um-novo-metodo-para-detetar-exoplanetas\/","title":{"rendered":"Um novo m\u00e9todo para detetar exoplanetas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, foi encontrado um grande n\u00famero de exoplanetas em torno de estrelas singulares. Uma nova investiga\u00e7\u00e3o mostra que podem haver exce\u00e7\u00f5es a esta tend\u00eancia. Investigadores da Universidade Aut\u00f3noma de Nuevo Le\u00f3n, da Universidade Nacional Aut\u00f3noma do M\u00e9xico e da Universidade de Nova Iorque em Abu Dhabi sugerem uma nova forma de dete\u00e7\u00e3o de corpos t\u00e9nues, incluindo planetas, em \u00f3rbita de estrelas bin\u00e1rias ex\u00f3ticas conhecidas como Vari\u00e1veis Catacl\u00edsmicas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/sites\/default\/files\/2022-07\/Planet_around_CV.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"478\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/iIBUvqxv_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5266\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/iIBUvqxv_o.jpg 850w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/iIBUvqxv_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/iIBUvqxv_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o art\u00edstica de um sistema de vari\u00e1vel catacl\u00edsmica visto da superf\u00edcie de um planeta em \u00f3rbita.<br>Cr\u00e9dito: Departamento de Imagem e Difus\u00e3o FIME-UANL\/ Lic. Debahni Selene Lopez Morales D.R. 2022<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As vari\u00e1veis catacl\u00edsmicas s\u00e3o sistemas bin\u00e1rios em que as duas estrelas est\u00e3o extremamente pr\u00f3ximas uma da outra; t\u00e3o pr\u00f3ximas que o objeto menos massivo transfere massa para o mais massivo. As vari\u00e1veis catacl\u00edsmicas s\u00e3o tipicamente formadas por um tipo pequeno e frio de estrelas conhecida como estrela an\u00e3 vermelha e uma estrela quente e densa &#8211; uma an\u00e3 branca. As estrelas an\u00e3s vermelhas t\u00eam uma massa entre 0,07 e 0,3 massas solares e um raio de cerca de 20% do Sol, enquanto as estrelas an\u00e3s brancas t\u00eam uma massa t\u00edpica de cerca de 0,75 massas solares e um raio muito pequeno semelhante ao do planeta Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos sistemas de vari\u00e1veis catacl\u00edsmicas, a transfer\u00eancia de mat\u00e9ria da estrela pequena forma um disco de acre\u00e7\u00e3o em torno da estrela compacta, mais massiva. O brilho de um sistema de vari\u00e1vel catacl\u00edsmica prov\u00e9m principalmente deste disco, e domina sobre a luz proveniente das duas estrelas. Um terceiro corpo escuro em \u00f3rbita de um bin\u00e1rio deste tipo pode influenciar a taxa de transfer\u00eancia de massa entre as duas estrelas e, por conseguinte, o brilho de todo o sistema. O m\u00e9todo descrito no novo trabalho baseia-se na mudan\u00e7a de brilho no disco de acre\u00e7\u00e3o devido a perturba\u00e7\u00f5es do terceiro corpo que orbita em torno das duas estrelas interiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sua investiga\u00e7\u00e3o, o l\u00edder da equipa Dr. Carlos Chavez e colaboradores estimaram a massa e a dist\u00e2ncia de um terceiro corpo em \u00f3rbita de quatro distantes vari\u00e1veis catacl\u00edsmicas diferentes, utilizando as altera\u00e7\u00f5es de brilho de cada sistema. De acordo com c\u00e1lculos efetuados pela equipa, tais varia\u00e7\u00f5es de brilho t\u00eam per\u00edodos muito longos em compara\u00e7\u00e3o com os per\u00edodos orbitais no sistema triplo. Duas das quatro vari\u00e1veis catacl\u00edsmicas parecem ter corpos semelhantes a planetas em \u00f3rbita \u00e0 sua volta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Chavez comenta as novas descobertas: &#8220;O nosso trabalho provou que um terceiro corpo pode perturbar uma vari\u00e1vel catacl\u00edsmica de tal forma que pode induzir mudan\u00e7as de brilho no sistema. Estas perturba\u00e7\u00f5es podem explicar tanto os per\u00edodos muito longos que foram observados &#8211; entre 42 e 265 dias &#8211; como a amplitude dessas altera\u00e7\u00f5es de luminosidade&#8221;. Ele acrescenta: &#8220;Dos quatro sistemas que estud\u00e1mos, as nossas observa\u00e7\u00f5es sugerem que dois dos quatro t\u00eam objetos de massa planet\u00e1ria em \u00f3rbita \u00e0 sua volta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas pensam que esta \u00e9 uma nova t\u00e9cnica promissora para encontrar planetas em \u00f3rbita de sistemas estelares bin\u00e1rios, somando-se aos milhares j\u00e1 encontrados nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/news\/new-method-detect-exoplanets\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/news\/new-method-detect-exoplanets\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/514\/3\/4629\/6628650?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vari\u00e1vel catacl\u00edsmica:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/prepds\/cvcat\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cataclysmic_variable_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, foi encontrado um grande n\u00famero de exoplanetas em torno de estrelas singulares. 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