{"id":5241,"date":"2022-07-12T17:59:48","date_gmt":"2022-07-12T16:59:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5241"},"modified":"2022-07-12T17:59:50","modified_gmt":"2022-07-12T16:59:50","slug":"lancando-luz-sobre-a-inesperada-complexidade-quimica-do-cometa-67p-c-g","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/07\/12\/lancando-luz-sobre-a-inesperada-complexidade-quimica-do-cometa-67p-c-g\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7ando luz sobre a inesperada complexidade qu\u00edmica do cometa 67P\/C-G"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma equipa de investigadoras lideradas pela Universidade de Berna identificou, pela primeira vez, uma riqueza inesperada de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas num cometa. Isto foi conseguido gra\u00e7as \u00e0 an\u00e1lise dos dados recolhidos durante a miss\u00e3o Rosetta da ESA no cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko, ou 67P\/C-G. Entregues \u00e0 Terra gra\u00e7as ao impacto de cometas, estes compostos org\u00e2nicos podem ter ajudado a dar o &#8220;pontap\u00e9 de sa\u00edda&#8221; da vida baseada no carbono tal como a conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cometas s\u00e3o f\u00f3sseis dos tempos antigos e das profundezas do nosso Sistema Solar, e s\u00e3o rel\u00edquias da forma\u00e7\u00e3o do Sol, dos planetas e das luas. Uma equipa liderada pela qu\u00edmica Dra. Nora H\u00e4nni do Instituto de F\u00edsica da Universidade de Berna, Departamento de Investiga\u00e7\u00e3o Espacial e Ci\u00eancias Planet\u00e1rias, conseguiu agora pela primeira vez identificar toda uma s\u00e9rie de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas num cometa, tal como relatam num estudo publicado no final de junho na prestigiada revista Nature Communications.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/hSFKmrD9_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/hSFKmrD9_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5242\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/hSFKmrD9_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/hSFKmrD9_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/hSFKmrD9_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/hSFKmrD9_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os dados do cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko, recolhidos enquanto o cometa passava o ponto da sua \u00f3rbita mais pr\u00f3ximo do Sol, mostram uma pletora de mol\u00e9culas surpreendentes sublimando as part\u00edculas de poeira expelidas. Em m\u00e9dia, esta mat\u00e9ria org\u00e2nica complexa assemelha-se \u00e0quela presente nos meteoritos e na chuva anular de Saturno, indicando uma origem pr\u00e9-solar partilhada.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Berna<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Uma an\u00e1lise mais precisa gra\u00e7as ao espectr\u00f3metro de massa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 1980, uma frota de naves espaciais foi enviada pelas grandes ag\u00eancias espaciais para passar pelo cometa Halley. A bordo estavam v\u00e1rios espectr\u00f3metros de massa que mediam a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica tanto da cabeleira do cometa &#8211; a atmosfera fina devido \u00e0 sublima\u00e7\u00e3o dos gelos comet\u00e1rios perto do Sol -, como tamb\u00e9m a das part\u00edculas de poeira de impacto. No entanto, os dados recolhidos por estes instrumentos n\u00e3o tinham a resolu\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para permitir uma interpreta\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, mais de 30 anos depois, o espectr\u00f3metro de massa de alta resolu\u00e7\u00e3o ROSINA, um instrumento liderado por Berna a bordo da sonda Rosetta da ESA, recolheu dados no cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko, tamb\u00e9m conhecido como 67P\/C-G, entre 2014 e 2016. Estes dados permitem agora que os investigadores esclare\u00e7am pela primeira vez o complexo &#8220;or\u00e7amento&#8221; org\u00e2nico de 67P\/C-G.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O segredo estava escondido na poeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando 67P\/C-G atingiu o seu peri\u00e9lio, o ponto orbital mais pr\u00f3ximo do Sol, tornou-se muito ativo. A sublima\u00e7\u00e3o de gelos comet\u00e1rios criou fluxos que arrastaram com eles part\u00edculas de poeira. As part\u00edculas expelidas eram aquecidas pela irradia\u00e7\u00e3o solar a temperaturas superiores \u00e0s normalmente registadas na superf\u00edcie comet\u00e1ria. Isto permitiu a liberta\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas maiores e mais pesadas, tornando-as dispon\u00edveis para o espectr\u00f3metro de massa de alta resolu\u00e7\u00e3o ROSINA-DFMS (Rosetta Orbiter Sensor for Ion and Neutral Analysis-Double Focusing Mass Spectrometer). A astrof\u00edsica e professora em\u00e9rita Dra. Kathrin Altwegg, investigadora principal do instrumento ROSINA e coautora do novo estudo, diz: &#8220;Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es extremamente poeirentas, a nave espacial teve de recuar para uma dist\u00e2ncia segura pouco superior a 200 km acima da superf\u00edcie comet\u00e1ria para que os instrumentos pudessem funcionar em condi\u00e7\u00f5es est\u00e1veis&#8221;. Assim, foi poss\u00edvel detetar esp\u00e9cies compostas de mais do que um punhado de \u00e1tomos que anteriormente tinham permanecido escondidas na poeira comet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o de dados t\u00e3o complexos \u00e9 um desafio. No entanto, a equipa de investigadoras identificou com sucesso uma s\u00e9rie de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas, que nunca tinham sido encontradas num cometa antes. &#8220;Encontr\u00e1mos, por exemplo, naftalina, respons\u00e1vel pelo cheiro caracter\u00edstico das bolas de naftalina. E tamb\u00e9m encontr\u00e1mos \u00e1cido benzoico, um componente natural do incenso. Al\u00e9m disso, identific\u00e1mos o benzalde\u00eddo, amplamente utilizado para conferir sabor a am\u00eandoa aos alimentos, e muitas outras mol\u00e9culas. Estes compostos org\u00e2nicos pesados tornam o &#8220;aroma&#8221; de Chury ainda mais complexo, mas tamb\u00e9m mais apelativo, como diz H\u00e4nni.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m destas mol\u00e9culas fragrantes, tamb\u00e9m muitas esp\u00e9cies com a chamada funcionalidade pr\u00e9-bi\u00f3tica foram identificadas no or\u00e7amento org\u00e2nico de 67P\/C-G (por exemplo, formamida). Tais compostos s\u00e3o intermedi\u00e1rios importantes na s\u00edntese de biomol\u00e9culas (por exemplo, a\u00e7\u00facares ou amino\u00e1cidos). &#8220;Por conseguinte, parece prov\u00e1vel que os cometas impactantes &#8211; como fornecedores essenciais de mat\u00e9ria org\u00e2nica &#8211; tamb\u00e9m tenham contribu\u00eddo para o aparecimento da vida baseada no carbono na Terra&#8221;, explica H\u00e4nni.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"878\" height=\"863\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4949\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o.jpg 878w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o-300x295.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/99kpy4mW_o-768x755.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 878px) 100vw, 878px\" \/><\/a><figcaption>O cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko visto pela nave espacial Rosetta da ESA em mar\u00e7o de 2015. O cometa 67P foi o primeiro cometa conhecido a emitir oxig\u00e9nio molecular, uma mol\u00e9cula raramente encontrada em todo o Universo devido \u00e0 sua reatividade qu\u00edmica e \u00e0 dificuldade de a detetar.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/NAVCAM<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Compostos org\u00e2nicos em Saturno e nos meteoritos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas individuais, os investigadores tamb\u00e9m realizaram uma caracteriza\u00e7\u00e3o detalhada do conjunto completo de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas no cometa 67P\/C-G, permitindo coloc\u00e1-lo no contexto maior do Sistema Solar. Par\u00e2metros como a f\u00f3rmula da soma m\u00e9dia deste material org\u00e2nico ou a geometria de liga\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos \u00e1tomos de carbono nele contidos s\u00e3o importantes para uma vasta comunidade cient\u00edfica, desde astr\u00f3nomos a cientistas do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acontece que, em m\u00e9dia, o complexo or\u00e7amento org\u00e2nico de 67P\/C-G \u00e9 id\u00eantico \u00e0 parte sol\u00favel da mat\u00e9ria org\u00e2nica mete\u00f3rica&#8221;, explica H\u00e4nni e acrescenta: &#8220;Adicionalmente, para al\u00e9m da quantidade relativa de \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio, o or\u00e7amento molecular de 67P\/C-G tamb\u00e9m se assemelha fortemente \u00e0 mat\u00e9ria org\u00e2nica que chove em Saturno a partir do seu anel mais interior, como detetado pelo espectr\u00f3metro de massa INMS a bordo da sonda Cassini da NASA.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00f3 encontr\u00e1mos semelhan\u00e7as nos reservat\u00f3rios org\u00e2nicos do Sistema Solar, mas muitas das mol\u00e9culas org\u00e2nicas de 67P\/C-G est\u00e3o presentes em nuvens moleculares, os locais de nascimento de novas estrelas&#8221;, complementa a professora Dra. Susanne Wampfler, astrof\u00edsica do CSH (Center for Space and Habitability) da Universidade de Berna e coautora da publica\u00e7\u00e3o. &#8220;As nossas descobertas s\u00e3o consistentes e apoiam o cen\u00e1rio de uma origem pr\u00e9-solar partilhada dos diferentes reservat\u00f3rios do material org\u00e2nico do Sistema Solar, confirmando que os cometas transportam, de facto, material de tempos muito anteriores \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.unibe.ch\/news\/media_news\/media_relations_e\/media_releases\/2022\/media_releases_2022\/shedding_light_on_comet_churys_unexpected_chemical_complexity\/index_eng.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Berna (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-022-31346-9\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/67P\/Churyumov%E2%80%93Gerasimenko\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/rosetta\/14615-comet-67p\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sonda Rosetta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaMI\/Rosetta\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.esa.int\/rosetta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog da Rosetta &#8211; ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/imagearchives.esac.esa.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de imagens<\/a><br><a href=\"https:\/\/archives.esac.esa.int\/psa\/#!Table%20View\/Rosetta=mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dados da miss\u00e3o<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/ESA_Rosetta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RosettaMission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rosetta_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investigadoras lideradas pela Universidade de Berna identificou, pela primeira vez, uma riqueza inesperada de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas num cometa. 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