{"id":5234,"date":"2022-07-08T06:24:12","date_gmt":"2022-07-08T05:24:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5234"},"modified":"2022-07-08T06:24:32","modified_gmt":"2022-07-08T05:24:32","slug":"chandra-mostra-que-buraco-negro-gigante-gira-mais-devagar-que-os-seus-pares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/07\/08\/chandra-mostra-que-buraco-negro-gigante-gira-mais-devagar-que-os-seus-pares\/","title":{"rendered":"Chandra mostra que buraco negro gigante gira mais devagar que os seus pares"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos fizeram uma medi\u00e7\u00e3o recorde da rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro, uma das duas propriedades fundamentais dos buracos negros. O Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA mostra que este buraco negro est\u00e1 a girar mais lentamente do que a maioria dos seus primos mais pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00e9 o buraco negro mais massivo com uma medi\u00e7\u00e3o precisa da rota\u00e7\u00e3o e d\u00e1 pistas sobre como alguns dos maiores buracos negros do Universo crescem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros supermassivos cont\u00eam milh\u00f5es ou at\u00e9 mesmo milhares de milh\u00f5es de vezes a massa do Sol. Os astr\u00f3nomos pensam que quase todas as grandes gal\u00e1xias t\u00eam um buraco negro supermassivo no seu centro. Embora a exist\u00eancia de buracos negros supermassivos n\u00e3o esteja em disputa, os cientistas ainda est\u00e3o a trabalhar para compreender como crescem e evoluem. Uma informa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica \u00e9 a rapidez com que os buracos negros est\u00e3o a girar.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2022\/h1821\/h1821_lg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"615\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/BpAyAmSD_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5235\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/BpAyAmSD_o.jpg 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/BpAyAmSD_o-300x214.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/BpAyAmSD_o-768x547.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><\/a><figcaption>Os astr\u00f3nomos utilizaram o Chandra para determinar a rota\u00e7\u00e3o do buraco negro supermassivo no quasar H1821+643. Este \u00e9 o buraco negro mais massivo &#8211; que tem entre 3 e 30 mil milh\u00f5es de massas solares &#8211; a ter uma medi\u00e7\u00e3o precisa desta propriedade fundamental. Estas imagens de H1821+643 mostram raios-X pelo Chandra juntamente com dados no r\u00e1dio pelo VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation) e uma imagem \u00f3tica pelo telesc\u00f3pio PanSTARRS no Hawaii. O buraco negro supermassivo est\u00e1 localizado no ponto brilhante no centro da emiss\u00e3o r\u00e1dio e raios X. Est\u00e1 a girar a apenas metade da velocidade daqueles com uma massa inferior, dando pistas de como este e outros como ele podem ter crescido e evolu\u00eddo.<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/Universidade de Cambridge\/J. Sisk-Reyn\u00e9s et al.; r\u00e1dio &#8211; NSF\/NRAO\/VLA; \u00f3tico &#8211; PanSTARRS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Cada buraco negro pode ser definido por apenas dois n\u00fameros: a sua rota\u00e7\u00e3o e a sua massa,&#8221; disse Julia Sisk-Reynes do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge no Reino Unido, que liderou o novo estudo. &#8220;Embora isso pare\u00e7a bastante simples, a determina\u00e7\u00e3o destes valores para a maioria dos buracos negros tem provado ser incrivelmente dif\u00edcil.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para este resultado, os investigadores observaram raios-X que ricocheteavam de um disco de material que gira em torno do buraco negro num quasar conhecido como H1821+643. Os quasares cont\u00eam buracos negros supermassivos de crescimento r\u00e1pido que geram grandes quantidades de radia\u00e7\u00e3o numa pequena regi\u00e3o em torno do buraco negro. Localizado num enxame gal\u00e1ctico a cerca de 3,4 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra, o buraco negro de H1821+643 tem entre tr\u00eas e 30 mil milh\u00f5es de massas solares, o que o torna um dos mais massivos conhecidos. Em contraste, o buraco negro supermassivo no centro da nossa Gal\u00e1xia tem cerca de 4 milh\u00f5es de vezes a massa do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fortes for\u00e7as gravitacionais perto do buraco negro alteram a intensidade dos raios-X em diferentes energias. Quanto maior for a altera\u00e7\u00e3o, mais pr\u00f3xima a orla interna do disco deve estar do ponto de n\u00e3o retorno do buraco negro, conhecido como horizonte de eventos. Uma vez que um buraco negro girat\u00f3rio arrasta espa\u00e7o com ele e permite que a mat\u00e9ria orbite mais perto do que \u00e9 poss\u00edvel para um buraco negro que n\u00e3o gira, os dados de raios-X podem mostrar a rapidez com que o faz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que o buraco negro em H1821+643 gira a cerca de metade da velocidade que a maioria dos buracos negros com massas entre mais ou menos um e dez milh\u00f5es de s\u00f3is,&#8221; disse o coautor Christopher Reynolds, tamb\u00e9m do Instituto de Astronomia da mesma universidade. &#8220;A quest\u00e3o para um milh\u00e3o de d\u00f3lares \u00e9: porqu\u00ea?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta pode estar na forma como estes buracos negros supermassivos crescem e evoluem. Esta rota\u00e7\u00e3o relativamente lenta apoia a ideia de que os buracos negros mais massivos como o de H1821+643 realizam a maior parte do seu crescimento atrav\u00e9s da fus\u00e3o com outros buracos negros, ou atrav\u00e9s do g\u00e1s que \u00e9 puxado para dentro em dire\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias quando os seus grandes discos s\u00e3o perturbados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 prov\u00e1vel que os buracos negros supermassivos que crescem desta forma sofram muitas vezes grandes mudan\u00e7as de rota\u00e7\u00e3o, incluindo uma diminui\u00e7\u00e3o ou empurr\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o oposta. A previs\u00e3o \u00e9, portanto, que os buracos negros mais massivos devem ser observados a ter uma gama mais ampla de rota\u00e7\u00f5es do que os seus parentes menos massivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, os cientistas esperam que os buracos negros menos massivos acumulem a maior parte da sua massa a partir de um disco de g\u00e1s que gira \u00e0 sua volta. Dado que se espera que tais discos sejam est\u00e1veis, a mat\u00e9ria que entra aproxima-se sempre de uma dire\u00e7\u00e3o que far\u00e1 os buracos negros girarem mais rapidamente at\u00e9 atingirem a velocidade m\u00e1xima poss\u00edvel, que \u00e9 a velocidade da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A rota\u00e7\u00e3o moderada para este objeto ultramassivo pode ser uma evid\u00eancia da hist\u00f3ria violenta e ca\u00f3tica dos maiores buracos negros do Universo,&#8221; disse o coautor James Matthews, tamb\u00e9m do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge. &#8220;Pode tamb\u00e9m dar uma ideia do que ir\u00e1 acontecer ao buraco negro supermassivo na nossa Gal\u00e1xia daqui a milhares de milh\u00f5es de anos, quando a Via L\u00e1ctea colidir com Andr\u00f3meda e outras gal\u00e1xias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este buraco negro fornece informa\u00e7\u00f5es que complementam o que os astr\u00f3nomos aprenderam sobre os buracos negros supermassivos vistos na nossa Gal\u00e1xia e em M87, que foram fotografados com o EHT (Event Horizon Telescope). Nesses casos, as massas dos buracos negros s\u00e3o bem conhecidas, mas a rota\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo cient\u00edfico que descreve estes resultados de Sisk-Reynes e colaboradores aparece na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e est\u00e1 dispon\u00edvel online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/22_releases\/press_063022.html\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/images\/chandra-shows-giant-black-hole-spins-slower-than-its-peers.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/chandra-observatory-shows-black-hole-spins-slower-than-its-peers\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/514\/2\/2568\/6612076\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2205.12974\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/monstrous-black-holes-spin-more-slowly-but-why\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/156540\/most-black-holes-spin-rapidly-this-one-doesnt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2022-06-giant-black-hole-slower-peers.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>H1821+643:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/H1821+643\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos fizeram uma medi\u00e7\u00e3o recorde da rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro, uma das duas propriedades fundamentais dos buracos negros. 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