{"id":5168,"date":"2022-06-14T06:31:58","date_gmt":"2022-06-14T05:31:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5168"},"modified":"2022-06-14T06:32:00","modified_gmt":"2022-06-14T05:32:00","slug":"gaia-ve-estrelas-estranhas-no-levantamento-mais-detalhado-da-via-lactea-ate-a-data","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/06\/14\/gaia-ve-estrelas-estranhas-no-levantamento-mais-detalhado-da-via-lactea-ate-a-data\/","title":{"rendered":"Gaia v\u00ea estrelas estranhas no levantamento mais detalhado da Via L\u00e1ctea at\u00e9 \u00e0 data"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ontem, a miss\u00e3o Gaia da ESA divulgou o seu novo tesouro de dados da nossa Gal\u00e1xia natal. Os astr\u00f3nomos descrevem estranhos &#8220;sismos estelares&#8221;, ADN estelar, movimentos assim\u00e9tricos e outras informa\u00e7\u00f5es fascinantes neste levantamento mais detalhado da Via L\u00e1ctea at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o do observat\u00f3rio Gaia da ESA \u00e9 criar o mapa multidimensional mais preciso e completo da Via L\u00e1ctea. Isto permite aos astr\u00f3nomos reconstruir a estrutura da nossa Gal\u00e1xia e a evolu\u00e7\u00e3o passada ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos, e compreender melhor o ciclo de vida das estrelas e o nosso lugar no Universo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"729\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/qpGV2veK_o-1024x729.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5169\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/qpGV2veK_o-1024x729.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/qpGV2veK_o-300x214.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/qpGV2veK_o-768x547.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/qpGV2veK_o-1536x1094.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/qpGV2veK_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Esta imagem mostra quatro mapas do c\u00e9u feitos com os novos dados do Gaia da ESA divulgados a 13 de junho de 2022.<br><strong>1. Velocidade radial<\/strong>\u00a0(canto superior esquerdo)<br>O DR3 do Gaia da ESA mostra-nos a velocidade a que mais de 30 milh\u00f5es de objetos na Via L\u00e1ctea (na sua maioria estrelas) se movem em dire\u00e7\u00e3o a n\u00f3s ou para longe de n\u00f3s. A isto chama-se &#8216;velocidade radial&#8217;. Podemos agora ver como os objectos se movem sobre uma grande por\u00e7\u00e3o do disco da Via L\u00e1ctea.<br>A rota\u00e7\u00e3o do disco, projetada ao longo da linha de vis\u00e3o, \u00e9 vis\u00edvel a partir da altern\u00e2ncia de \u00e1reas claras (afastando-se de n\u00f3s) e escuras (aproximando-se de n\u00f3s). V\u00e1rios objetos, cuja velocidade radial difere da do seu ambiente pr\u00f3ximo, s\u00e3o vis\u00edveis por contraste.<br>As Grande e Pequena Nuvens de Magalh\u00e3es (GNM e PNM) aparecem como pontos brilhantes no canto inferior direito da imagem. A gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio \u00e9 vis\u00edvel como uma ligeira faixa quase-vertical abaixo do Centro Gal\u00e1ctico. V\u00e1rios enxames globulares aparecem como pequenos pontos na imagem, tais como 47 Tucanae, o ponto escuro \u00e0 esquerda imediata da PNM.<br><strong>2. Velocidade radial e movimento pr\u00f3prio\u00a0<\/strong>(canto inferior esquerdo)<br>Este mapa do c\u00e9u mostra o campo de velocidade da Via L\u00e1ctea para ~26 milh\u00f5es de estrelas. As cores mostram as velocidades radiais das estrelas ao longo da linha de vis\u00e3o. O azul mostra as partes do c\u00e9u onde o movimento m\u00e9dio das estrelas est\u00e1 na nossa dire\u00e7\u00e3o e o vermelho mostra as regi\u00f5es onde o movimento m\u00e9dio est\u00e1 para longe de n\u00f3s. As linhas vis\u00edveis na figura tra\u00e7am o movimento das estrelas projetadas no c\u00e9u (movimento pr\u00f3prio). Estas linhas mostram como a dire\u00e7\u00e3o da velocidade das estrelas varia em fun\u00e7\u00e3o da latitude e longitude gal\u00e1cticas. As Grande e Pequena Nuvens de Magalh\u00e3es (GNM e PNM) n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis, uma vez que apenas estrelas com dist\u00e2ncias bem definidas foram selecionadas para fazer esta imagem.<br><strong>3. Poeira interestelar<\/strong>\u00a0(canto superior direito)<br>O Gaia n\u00e3o s\u00f3 mapeia as estrelas na nossa Gal\u00e1xia, como tamb\u00e9m nos diz o que h\u00e1 entre as estrelas. O espa\u00e7o entre as estrelas n\u00e3o est\u00e1 vazio, mas sim cheio de poeira e nuvens de g\u00e1s, das quais nascem as estrelas.<br>Atrav\u00e9s das medi\u00e7\u00f5es precisas das posi\u00e7\u00f5es das estrelas e da sua luz dispersa, o Gaia permite-nos mapear a absor\u00e7\u00e3o da luz das estrelas pelo meio interestelar. Estes mapas fornecem-nos pistas essenciais para os mecanismos f\u00edsicos da forma\u00e7\u00e3o de estrelas, gal\u00e1xias, e a hist\u00f3ria da nossa Gal\u00e1xia natal.<br>Este mapa mostra a poeira interestelar que preenche a Via L\u00e1ctea. As regi\u00f5es escuras no centro do Plano Gal\u00e1ctico a preto s\u00e3o as regi\u00f5es com muita poeira interestelar a desaparecer para o amarelo \u00e0 medida que a quantidade de poeira diminui. As regi\u00f5es azuis escuras acima e abaixo do Plano Gal\u00e1ctico s\u00e3o regi\u00f5es onde h\u00e1 pouca poeira.<br><strong>4. Mapa qu\u00edmico<\/strong>\u00a0(canto inferior direito)<br>A composi\u00e7\u00e3o das estrelas pode dizer-nos mais sobre o seu local de nascimento e a sua viagem posterior e, portanto, sobre a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea. Com a divulga\u00e7\u00e3o dos dados de ontem, o Gaia traz-nos um mapa qu\u00edmico da gal\u00e1xia.<br>Com o Gaia, vemos que algumas estrelas da nossa Gal\u00e1xia s\u00e3o feitas de material primordial, enquanto outras como o nosso Sol s\u00e3o feitas de mat\u00e9ria enriquecida por gera\u00e7\u00f5es anteriores de estrelas. Estrelas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas do Centro e do Plano da nossa Gal\u00e1xia s\u00e3o mais ricas em metais do que estrelas a dist\u00e2ncias maiores.<br>Esta vis\u00e3o de todo o c\u00e9u mostra uma amostra das estrelas da Via L\u00e1ctea na publica\u00e7\u00e3o de dados de Gaia 3. A cor indica a metalicidade estelar. As estrelas mais vermelhas s\u00e3o mais ricas em metais.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que h\u00e1 de novo na terceira divulga\u00e7\u00e3o de dados?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DR3 (Data Release 3) do Gaia cont\u00e9m detalhes novos e melhorados para quase dois mil milh\u00f5es de estrelas na nossa Gal\u00e1xia. O cat\u00e1logo inclui novas informa\u00e7\u00f5es incluindo composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, temperaturas estelares, cores, massas, idades e a velocidade a que as estrelas se movem na nossa dire\u00e7\u00e3o ou para longe de n\u00f3s (velocidade radial). Grande parte desta informa\u00e7\u00e3o foi revelada por dados espectrosc\u00f3picos recentemente divulgados, uma t\u00e9cnica em que a luz das estrelas \u00e9 dividida nas suas cores constituintes (como um arco-\u00edris). Os dados tamb\u00e9m incluem subconjuntos especiais de estrelas, como aquelas que mudam de brilho ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m novo neste conjunto de dados, o maior cat\u00e1logo at\u00e9 agora de estrelas bin\u00e1rias, milhares de objetos no Sistema Solar, tais como asteroides e luas de planetas, e milh\u00f5es de gal\u00e1xias e quasares para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gaia data release 3: exploring our multi-dimensional Milky Way\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x6MGF0BhckE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sismos estelares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das descobertas mais surpreendentes resultantes dos novos dados \u00e9 que o Gaia \u00e9 capaz de detetar sismos estelares &#8211; pequenos movimentos na superf\u00edcie de uma estrela &#8211; que mudam as formas das estrelas, algo para o qual o observat\u00f3rio n\u00e3o foi originalmente constru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anteriormente, o Gaia j\u00e1 tinha encontrado oscila\u00e7\u00f5es radiais que provocam incha\u00e7os e contra\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas nas estrelas, mantendo ao mesmo tempo a sua forma esf\u00e9rica. Mas o Gaia detetou agora outras vibra\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mais parecidas com tsunamis em grande escala. Estas oscila\u00e7\u00f5es n\u00e3o radiais mudam a forma global de uma estrela e s\u00e3o, portanto, mais dif\u00edceis de detetar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Gaia descobriu fortes sismos estelares n\u00e3o radiais em milhares de estrelas. O Gaia tamb\u00e9m revelou tais vibra\u00e7\u00f5es em estrelas que raramente foram vistas antes. Estas estrelas n\u00e3o deveriam ter quaisquer sismos estelares, de acordo com a teoria atual, apesar do Gaia os ter detetado \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os sismos estelares ensinam-nos muito sobre as estrelas, nomeadamente sobre o seu funcionamento interno. O Gaia est\u00e1 a abrir uma mina de ouro para a &#8216;asterosismologia&#8217; das estrelas massivas,&#8221; diz Conny Aerts da KU Leuven na B\u00e9lgica, membro da colabora\u00e7\u00e3o Gaia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2022\/06\/you_are_here\/24305809-1-eng-GB\/You_are_here.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a9\/62\/YeLO19Im_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem mostra uma impress\u00e3o art\u00edstica da Via L\u00e1ctea e por cima uma sobreposi\u00e7\u00e3o mostrando a localiza\u00e7\u00e3o e densidades de uma amostra estelar jovem da publica\u00e7\u00e3o de dados 3 de Gaia (em verde-amarelo). O sinal &#8220;voc\u00ea est\u00e1 aqui&#8221; aponta em dire\u00e7\u00e3o ao Sol.<br>A densidade da amostra at\u00e9 5 kpc (~16.300 anos-luz) do Sol \u00e9 fornecida nesta imagem sob a forma de superf\u00edcies de isodensidade. As superf\u00edcies de isodensidade fornecem uma vis\u00e3o da estrutura da nossa Gal\u00e1xia. Quanto maior for a densidade, mais estrelas jovens se encontram nesta \u00e1rea. Ver mais vers\u00f5es e ler\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/dr3-stories\" target=\"_blank\">mais sobre este mapa aqui<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gaia sees starquakes\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hMaiTLVFpEw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O ADN das estrelas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A composi\u00e7\u00e3o das estrelas pode dizer-nos mais sobre o seu local de nascimento e sobre a sua viagem posterior e, portanto, sobre a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea. Com a divulga\u00e7\u00e3o de dados de ontem, o Gaia est\u00e1 a revelar o maior mapa qu\u00edmico da Gal\u00e1xia associado a movimentos 3D, desde a nossa vizinhan\u00e7a solar at\u00e9 \u00e0s gal\u00e1xias mais pequenas que rodeiam a nossa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas estrelas cont\u00eam mais &#8220;metais pesados&#8221; do que outras. Durante o Big Bang, apenas foram formados elementos leves (hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio). Todos os outros elementos pesados &#8211; chamados metais pelos astr\u00f3nomos &#8211; s\u00e3o fabricados dentro das estrelas. Quando as estrelas morrem, libertam estes metais para o g\u00e1s e poeira entre as estrelas, chamado meio interestelar, a partir do qual se formam novas estrelas. A forma\u00e7\u00e3o das estrelas e a sua morte levam a um ambiente mais rico em metais. Portanto, a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de uma estrela \u00e9 um pouco como o seu ADN, dando-nos informa\u00e7\u00f5es cruciais sobre a sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o Gaia, vemos que algumas estrelas na nossa Gal\u00e1xia s\u00e3o feitas de material primordial, enquanto outras como o nosso Sol s\u00e3o feitas de mat\u00e9ria enriquecida por gera\u00e7\u00f5es anteriores de estrelas. Estrelas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas do centro e do plano da nossa Gal\u00e1xia s\u00e3o mais ricas em metais do que estrelas a dist\u00e2ncias maiores. O Gaia tamb\u00e9m identificou estrelas que vieram originalmente de gal\u00e1xias diferentes da nossa, com base na sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa Gal\u00e1xia \u00e9 uma miscel\u00e2nea incr\u00edvel de estrelas,&#8221; diz Alejandra Recio-Blanco do Observatoire de la C\u00f4te d\u2019Azur na Fran\u00e7a, membro da colabora\u00e7\u00e3o Gaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta diversidade \u00e9 extremamente importante, porque conta-nos a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia. Revela os processos de migra\u00e7\u00e3o dentro da nossa Gal\u00e1xia e a acre\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias exteriores. Mostra tamb\u00e9m claramente que o nosso Sol, e todos n\u00f3s, pertencemos a um sistema em constante mudan\u00e7a, formado gra\u00e7as \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de estrelas e g\u00e1s de origens diferentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The chemistry of our Milky Way\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L7WnIJEJXFo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas bin\u00e1rias, asteroides, quasares e mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros artigos cient\u00edficos publicados ontem refletem a amplitude e profundidade do potencial de descoberta do Gaia. Um novo cat\u00e1logo de estrelas bin\u00e1rias apresenta a massa e a evolu\u00e7\u00e3o de mais de 800 mil sistemas bin\u00e1rios, enquanto um novo levantamento de asteroides, compreendendo 156 mil corpos rochosos, est\u00e1 a analisar mais profundamente a origem do nosso Sistema Solar. O Gaia est\u00e1 tamb\u00e9m a revelar informa\u00e7\u00f5es sobre 10 milh\u00f5es de estrelas vari\u00e1veis, misteriosas macromol\u00e9culas entre estrelas, bem como quasares e gal\u00e1xias para l\u00e1 da nossa pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao contr\u00e1rio de outras miss\u00f5es que visam objetos espec\u00edficos, o Gaia \u00e9 uma miss\u00e3o de levantamento. Isto significa que, ao mesmo tempo que examina todo o c\u00e9u de milhares de milh\u00f5es de estrelas v\u00e1rias vezes, o Gaia consegue fazer descobertas que outras miss\u00f5es mais dedicadas n\u00e3o conseguem fazer. Este \u00e9 um dos seus pontos fortes e estamos ansiosos que a comunidade astron\u00f3mica mergulhe nos nossos novos dados para descobrir ainda mais sobre a nossa Gal\u00e1xia e arredores do que poder\u00edamos ter imaginado,&#8221; diz Timo Prusti, cientista do projeto Gaia na ESA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Social stars\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TPkjhXmW8k8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How Gaia detects binary stars\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BTzifJxi7wE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; 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2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asterosismologia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroseismology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.asteroseismology.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">asteroseismology.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem, a miss\u00e3o Gaia da ESA divulgou o seu novo tesouro de dados da nossa Gal\u00e1xia natal. 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