{"id":5160,"date":"2022-06-14T06:20:42","date_gmt":"2022-06-14T05:20:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5160"},"modified":"2022-06-14T06:21:03","modified_gmt":"2022-06-14T05:21:03","slug":"5160","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/06\/14\/5160\/","title":{"rendered":"Descoberto um n\u00famero in\u00e9dito de an\u00e3s castanhas"},"content":{"rendered":"\n<p>As an\u00e3s castanhas, objetos misteriosos situados na linha entre estrelas e planetas, s\u00e3o essenciais para a nossa compreens\u00e3o tanto das popula\u00e7\u00f5es estelares como das popula\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias. Contudo, em quase tr\u00eas d\u00e9cadas de buscas, apenas 40 an\u00e3s castanhas puderam ser observadas. Uma equipa internacional liderada por investigadoras da The Open University e da Universidade de Berna observou diretamente quatro novas an\u00e3s castanhas gra\u00e7as a um novo e inovador m\u00e9todo de busca.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/XUoP4SZq_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"700\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/XUoP4SZq_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5161\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/XUoP4SZq_o.jpg 1000w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/XUoP4SZq_o-300x210.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/XUoP4SZq_o-768x538.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de uma an\u00e3 castanha.<br>Cr\u00e9dito: The Open University<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As an\u00e3s castanhas s\u00e3o objetos situados, em termos de massa, entre as estrelas mais leves e os planetas mais massivos, com uma mistura de caracter\u00edsticas estelares e planet\u00e1rias. Devido a esta natureza h\u00edbrida, estes objetos enigm\u00e1ticos s\u00e3o cruciais para melhorar a nossa compreens\u00e3o tanto das estrelas como dos planetas gigantes. As an\u00e3s castanhas que orbitam uma estrela m\u00e3e suficientemente longe s\u00e3o particularmente valiosas, pois podem ser fotografadas diretamente &#8211; ao contr\u00e1rio das que est\u00e3o demasiado pr\u00f3ximas da sua estrela e que, por isso, se escondem no seu brilho. Isto proporciona aos cientistas uma oportunidade \u00fanica de estudar os detalhes das atmosferas frias e semelhantes a planetas das an\u00e3s castanhas.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, apesar dos esfor\u00e7os not\u00e1veis no desenvolvimento de novas tecnologias de observa\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnicas de processamento de imagem, as dete\u00e7\u00f5es diretas destas an\u00e3s castanhas, companheiras de estrelas, t\u00eam permanecido bastante esparsas, com apenas cerca de 40 sistemas observados em quase tr\u00eas d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00f5es. Investigadores liderados por Mariangela Bonavita da Open University e Cl\u00e9mence Fontanive do Centro para o Espa\u00e7o e Habitabilidade do NCCR PlanetS da Universidade de Berna observaram diretamente quatro novas an\u00e3s castanhas que divulgam num novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Esta \u00e9 a primeira vez que m\u00faltiplos novos sistemas com an\u00e3s castanhas como companheiras, em separa\u00e7\u00f5es amplas, s\u00e3o anunciados ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9todo inovador de pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As an\u00e3s castanhas companheiras, com \u00f3rbitas largas, s\u00e3o j\u00e1 de si raras, e a sua dete\u00e7\u00e3o coloca diretamente enormes desafios t\u00e9cnicos, uma vez que as estrelas anfitri\u00e3s cegam completamente os nossos telesc\u00f3pios&#8221;, diz Mariangela Bonavita. A maioria dos levantamentos realizados at\u00e9 agora t\u00eam visado indeliberadamente estrelas aleat\u00f3rias em jovens enxames. &#8220;Uma abordagem alternativa para aumentar o n\u00famero de dete\u00e7\u00f5es \u00e9 apenas observar estrelas que mostram ind\u00edcios de um objeto adicional no sistema,&#8221; explica Cl\u00e9mence Fontanive. &#8220;Por exemplo, a forma como uma estrela se move sob a atra\u00e7\u00e3o gravitacional de uma companheira pode ser um indicador da exist\u00eancia dessa companheira, quer seja uma estrela, um planeta ou algo no meio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s desenvolvemos a ferramenta COPAINS que prev\u00ea os tipos de companheiras que podem ser respons\u00e1veis pelas anomalias observadas em movimentos estelares,&#8221; continua Cl\u00e9mence Fontanive. Aplicando a ferramenta COPAINS, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o selecionou cuidadosamente 25 estrelas pr\u00f3ximas que pareciam promissoras para a dete\u00e7\u00e3o direta de companheiras escondidas, de baixa massa, com base em dados do observat\u00f3rio espacial Gaia da ESA. Usando o instrumento SPHERE no VLT (Very Large Telescope) no Chile para observar estas estrelas, detetaram com sucesso dez novas companheiras com \u00f3rbitas que v\u00e3o desde a de J\u00fapiter at\u00e9 para l\u00e1 da de Plut\u00e3o, incluindo cinco estrelas de baixa massa, uma an\u00e3 branca (um denso remanescente estelar) e as quatro novas an\u00e3s castanhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grande impulso no ritmo de dete\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas descobertas avan\u00e7am significativamente o n\u00famero de an\u00e3s castanhas conhecidas que orbitam estrelas a grandes dist\u00e2ncias, com um grande impulso no ritmo de dete\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com qualquer levantamento anterior,&#8221; explica Mariangela Bonavita. Embora por agora esta abordagem se limite principalmente a assinaturas de an\u00e3s castanhas e companheiras estelares, as fases futuras da miss\u00e3o Gaia v\u00e3o empurrar estes m\u00e9todos para massas inferiores e permitir a descoberta de novos exoplanetas gigantes. Cl\u00e9mence Fontanive acrescenta: &#8220;Para al\u00e9m de termos tantas descobertas de uma s\u00f3 vez, o nosso programa tamb\u00e9m demonstra o poder destas estrat\u00e9gias de busca.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este resultado s\u00f3 foi poss\u00edvel porque pens\u00e1mos que, ao combinarmos instala\u00e7\u00f5es espaciais e terrestres para a imagem direta de exoplanetas, o todo \u00e9 maior que a soma das suas partes. Esperamos que este seja o in\u00edcio de uma nova era de sinergia entre diferentes instrumentos e m\u00e9todos de dete\u00e7\u00e3o&#8221;, conclui Mariangela Bonavita.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.unibe.ch\/news\/media_news\/media_relations_e\/media_releases\/2022\/media_releases_2022\/ground_breaking_number_of_brown_dwarfs_discovered\/index_eng.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Berna (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ounews.co\/science-mct\/ground-breaking-number-of-brown-dwarf-stars-discovered\/\" target=\"_blank\">\/\/ The Open University (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/513\/4\/5588\/6583003?login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2205.02213\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/vision\/universe\/starsgalaxies\/brown_dwarf_detectives.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As an\u00e3s castanhas, objetos misteriosos situados na linha entre estrelas e planetas, s\u00e3o essenciais para a nossa compreens\u00e3o tanto das popula\u00e7\u00f5es estelares como das popula\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias. 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