{"id":5157,"date":"2022-06-10T06:20:30","date_gmt":"2022-06-10T05:20:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5157"},"modified":"2022-06-10T06:20:31","modified_gmt":"2022-06-10T05:20:31","slug":"o-fim-do-amanhecer-cosmico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/06\/10\/o-fim-do-amanhecer-cosmico\/","title":{"rendered":"O fim do &#8220;amanhecer c\u00f3smico&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grupo de astr\u00f3nomos liderado por Sarah Bosman do Instituto Max Planck para Astronomia cronometrou robustamente o fim da \u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro para cerca de 1,1 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A reioniza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou quando a primeira gera\u00e7\u00e3o de estrelas se formou ap\u00f3s a &#8220;idade das trevas&#8221; c\u00f3smica, um longo per\u00edodo em que s\u00f3 o g\u00e1s neutro preenchia o Universo sem quaisquer fontes de luz. O novo resultado resolve um debate que durou duas d\u00e9cadas e baseia-se nas assinaturas de radia\u00e7\u00e3o de 67 quasares com impress\u00f5es do g\u00e1s hidrog\u00e9nio por onde a luz passou antes de chegar \u00e0 Terra. A determina\u00e7\u00e3o do fim deste &#8220;amanhecer c\u00f3smico&#8221; vai ajudar a identificar as fontes ionizantes: as primeiras estrelas e gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.mpia.de\/5860343\/mpia-pr_ionisationend_bosman_2022_fig1_en-1654003981.jpg?t=eyJkb19ub3RfdHJhbnNmb3JtIjp0cnVlLCJvYmpfaWQiOjU4NjAzNDN9--7a6e4885fb3a7218ff0e260dcb647e62e3557eb3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"698\" height=\"465\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/xXoKhsWw_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5158\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/xXoKhsWw_o.jpg 698w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/xXoKhsWw_o-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px\" \/><\/a><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica da hist\u00f3ria c\u00f3smica proporcionada pela luz brilhante de quasares distantes. A observa\u00e7\u00e3o com um telesc\u00f3pio (inferior esquerdo) permite-nos obter informa\u00e7\u00f5es sobre a chamada \u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o (&#8220;bolhas&#8221; em cima \u00e0 direita) que se seguiu \u00e0 fase do Big Bang (em cima \u00e0 direita).<br>Cr\u00e9dito: Instituto Carnegie para Ci\u00eancia\/Instituto Max Planck para Astronomia (anota\u00e7\u00f5es)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Universo passou por diferentes fases desde o seu in\u00edcio at\u00e9 ao seu estado atual. Durante os primeiros 380.000 anos ap\u00f3s o Big Bang, era um plasma ionizado quente e denso. Ap\u00f3s este per\u00edodo, arrefeceu o suficiente para que os prot\u00f5es e eletr\u00f5es que preenchiam o Universo se pudessem combinar em \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio neutros. Durante a maior parte desta &#8220;idade das trevas&#8221;, o Universo n\u00e3o tinha fontes de luz vis\u00edvel. Com o advento das primeiras estrelas e gal\u00e1xias, cerca de 100 milh\u00f5es de anos mais tarde, esse g\u00e1s tornou-se gradualmente ionizado pela radia\u00e7\u00e3o UV (ultravioleta) das estrelas novamente. Este processo separa os eletr\u00f5es dos prot\u00f5es, deixando-os como part\u00edculas livres. Esta era \u00e9 geralmente conhecida como &#8220;amanhecer c\u00f3smico&#8221;. Hoje em dia, todo o hidrog\u00e9nio espalhado entre gal\u00e1xias, o g\u00e1s intergal\u00e1ctico, est\u00e1 totalmente ionizado. Contudo, quando isso aconteceu \u00e9 um tema muito discutido entre os cientistas e um campo de investiga\u00e7\u00e3o altamente competitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um fim tardio do amanhecer c\u00f3smico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada por Sarah Bosman do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha, determinou agora com precis\u00e3o o fim da \u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o para 1,1 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. &#8220;Estou fascinada com a ideia das diferentes fases pelas quais o Universo passou, levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Sol e da Terra. \u00c9 um grande privil\u00e9gio contribuir com uma nova pequena pe\u00e7a para o nosso conhecimento da hist\u00f3ria c\u00f3smica,&#8221; diz Sarah Bosman. Ela \u00e9 a principal autora do artigo cient\u00edfico publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frederick Davies, tamb\u00e9m astr\u00f3nomo do mesmo instituto e coautor do artigo, comenta: &#8220;At\u00e9 h\u00e1 poucos anos, a sabedoria predominante era que a reioniza\u00e7\u00e3o tinha terminado quase 200 milh\u00f5es de anos antes. Aqui temos agora a evid\u00eancia mais forte de que o processo terminou muito mais tarde, durante uma \u00e9poca c\u00f3smica mais facilmente observ\u00e1vel pelas instala\u00e7\u00f5es de observa\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o atual&#8221;. Esta corre\u00e7\u00e3o temporal pode parecer marginal, considerando os milhares de milh\u00f5es de anos desde o Big Bang. No entanto, mais algumas centenas de milh\u00f5es de anos foram suficientes para produzir v\u00e1rias d\u00fazias de gera\u00e7\u00f5es estelares na evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica inicial. A determina\u00e7\u00e3o da era do &#8220;amanhecer c\u00f3smico&#8221; condiciona a natureza e a vida das fontes ionizantes presentes durante as centenas de milh\u00f5es anos que durou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta abordagem indireta \u00e9 atualmente a \u00fanica forma de caracterizar os objetos que levaram ao processo de reioniza\u00e7\u00e3o. A observa\u00e7\u00e3o direta destas primeiras estrelas e gal\u00e1xias est\u00e1 para al\u00e9m das capacidades dos telesc\u00f3pios contempor\u00e2neos. S\u00e3o simplesmente demasiado t\u00e9nues para obter dados \u00fateis dentro um per\u00edodo de tempo razo\u00e1vel. Mesmo instala\u00e7\u00f5es de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o como o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO ou o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb podem ter dificuldades com tal tarefa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quasares como sondas c\u00f3smicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para investigar quando o Universo ficou totalmente ionizado, os cientistas aplicam m\u00e9todos diferentes. Um deles \u00e9 medir a emiss\u00e3o de g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro na famosa linha espectral de 21 cent\u00edmetros. Ao inv\u00e9s, Sarah Bosman e colegas analisaram a luz recebida de fortes fontes de fundo. Utilizaram 67 quasares, os discos brilhantes de g\u00e1s quente que rodeiam os buracos negros massivos centrais em gal\u00e1xias ativas distantes. Ao olhar para o espectro de um quasar, que visualiza a sua intensidade disposta ao longo dos comprimentos de onda observados, os astr\u00f3nomos encontram padr\u00f5es onde parece faltar luz. \u00c9 a isto que os cientistas chamam linhas de absor\u00e7\u00e3o. O g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro absorve esta por\u00e7\u00e3o de luz ao longo da sua viagem desde a fonte at\u00e9 ao telesc\u00f3pio. Os espectros desses 67 quasares s\u00e3o de uma qualidade sem precedentes, o que foi crucial para o sucesso deste estudo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.mpia.de\/5860355\/mpia-pr_ionisationend_bosman_2022_fig2_en_hires-1654003981.jpg?t=eyJkb19ub3RfdHJhbnNmb3JtIjp0cnVlLCJvYmpfaWQiOjU4NjAzNTV9--7fa5573d52843babcd78eebc305d3a01b67e0e32\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/fe\/c2\/xVTxLRPF_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Da Terra, estamos sempre a olhar para o passado do cosmos. A luz de quasares distantes do Universo primitivo passou pelo g\u00e1s j\u00e1 parcialmente ionizado da \u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o, disposto em torno das primeiras gal\u00e1xias. O g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro entre as gal\u00e1xias produz as assinaturas de absor\u00e7\u00e3o. Devido \u00e0 expans\u00e3o do Universo, as linhas de absor\u00e7\u00e3o aparecem com um desvio para o vermelho diferente da gama UV.<br>Cr\u00e9dito: Departamento gr\u00e1fico do Instituto Max Planck para Astronomia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9todo envolve olhar para uma linha espectral equivalente a um comprimento de onda de 121,6 nan\u00f3metros (1 nan\u00f3metro equivale a 1&#215;10^-9 metros). Este comprimento de onda pertence \u00e0 gama UV e \u00e9 a linha espectral de hidrog\u00e9nio mais forte. No entanto, a expans\u00e3o c\u00f3smica desvia o espectro do quasar para comprimentos de onda mais longos quanto mais longe a luz viaja. Portanto, o desvio para o vermelho da linha de absor\u00e7\u00e3o UV observada pode ser traduzido para a dist\u00e2ncia da Terra. Neste estudo, o efeito deslocou a linha UV para o infravermelho \u00e0 medida que alcan\u00e7ava o telesc\u00f3pio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dependendo da fra\u00e7\u00e3o entre o g\u00e1s de hidrog\u00e9nio neutro e o g\u00e1s de hidrog\u00e9nio ionizado, o grau de absor\u00e7\u00e3o, ou inversamente, a transmiss\u00e3o atrav\u00e9s de uma tal nuvem, atinge um valor particular. Quando a luz encontra uma regi\u00e3o com uma fra\u00e7\u00e3o elevada de g\u00e1s ionizado, n\u00e3o pode absorver a radia\u00e7\u00e3o UV de forma eficiente. Esta propriedade \u00e9 o que a equipa estava \u00e0 procura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A luz do quasar passa por muitas nuvens de hidrog\u00e9nio a diferentes dist\u00e2ncias ao longo do seu trajeto, cada uma delas deixando a sua marca em pequenos desvios para o vermelho da gama UV. Em teoria, a an\u00e1lise da mudan\u00e7a na transmiss\u00e3o por cada linha desviada para o vermelho deveria produzir o tempo ou dist\u00e2ncia em que o g\u00e1s hidrog\u00e9nio ficou totalmente ionizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os modelos ajudam a desembara\u00e7ar as influ\u00eancias concorrentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infelizmente, as circunst\u00e2ncias s\u00e3o ainda mais complicadas. Desde o fim da reioniza\u00e7\u00e3o, apenas o espa\u00e7o intergal\u00e1ctico est\u00e1 totalmente ionizado. Existe uma rede de mat\u00e9ria parcialmente neutra que liga as gal\u00e1xias e enxames de gal\u00e1xias, chamada &#8220;teia c\u00f3smica&#8221;. Onde o g\u00e1s hidrog\u00e9nio \u00e9 neutro, deixa tamb\u00e9m a sua marca na luz do quasar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para desembara\u00e7ar estas influ\u00eancias, a equipa aplicou um modelo f\u00edsico que reproduz varia\u00e7\u00f5es medidas numa \u00e9poca muito posterior, quando o g\u00e1s intergal\u00e1ctico j\u00e1 estava totalmente ionizado. Quando compararam o modelo com os seus resultados, descobriram um desvio num comprimento de onda em que a linha dos 121,6 nan\u00f3metros foi deslocada por um factor de 5,3 vezes correspondente a uma idade c\u00f3smica de 1,1 mil milh\u00f5es de anos. Esta transi\u00e7\u00e3o indica o tempo em que as mudan\u00e7as na luz medida do quasar se tornam inconsistentes com as flutua\u00e7\u00f5es apenas da teia c\u00f3smica. Portanto, esse foi o per\u00edodo mais recente em que o g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro deve ter estado presente no espa\u00e7o intergal\u00e1ctico e, subsequentemente, se tornou ionizado. Era o fim do &#8220;amanhecer c\u00f3smico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O futuro \u00e9 promissor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este novo conjunto de dados fornece uma refer\u00eancia crucial contra a qual as simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas dos primeiros mil milh\u00f5es de anos do Universo ser\u00e3o testadas nos pr\u00f3ximos anos,&#8221; diz Frederick Davies. Elas v\u00e3o ajudar a caracterizar as fontes ionizantes, as primeiras gera\u00e7\u00f5es de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A dire\u00e7\u00e3o futura mais excitante para o nosso trabalho \u00e9 expandi-lo para tempos ainda anteriores, em dire\u00e7\u00e3o ao ponto m\u00e9dio do processo de reioniza\u00e7\u00e3o,&#8221; salienta Sarah Bosman. &#8220;Infelizmente, dist\u00e2ncias maiores significam que aqueles primeiros quasares s\u00e3o significativamente mais fracos. Por conseguinte, a \u00e1rea de recolha alargada de telesc\u00f3pios da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, como o ELT, ser\u00e1 crucial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpia.de\/news\/science\/2022-10-cosmicdawn\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para Astronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/514\/1\/55\/6598046?login=false\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.03699\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2323120-cosmic-dawn-ended-200-million-years-later-than-cosmologists-thought\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/156199\/cosmic-dawn-ended-1-1-billion-years-after-the-big-bang\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reionization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quasar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quasar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de astr\u00f3nomos liderado por Sarah Bosman do Instituto Max Planck para Astronomia cronometrou robustamente o fim da \u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro para cerca de 1,1 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. 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