{"id":5136,"date":"2022-06-03T06:15:45","date_gmt":"2022-06-03T05:15:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5136"},"modified":"2022-06-03T06:16:09","modified_gmt":"2022-06-03T05:16:09","slug":"astronomos-identificam-116-000-novas-estrelas-variaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/06\/03\/astronomos-identificam-116-000-novas-estrelas-variaveis\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos identificam 116.000 novas estrelas vari\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com um novo artigo cient\u00edfico, astr\u00f3nomos da Universidade Estatal do Ohio identificaram cerca de 116.000 novas estrelas vari\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes corpos celestes foram encontrados pelo levantamento ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae), uma rede de 20 telesc\u00f3pios espalhados por todo o mundo que pode observar todo o c\u00e9u cerca de 50.000 vezes mais profundamente do que o olho humano. Os investigadores da universidade acima mencionada operam o projeto h\u00e1 quase uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, num artigo publicado no site de pr\u00e9-impress\u00e3o arXiv, os investigadores descrevem como utilizaram t\u00e9cnicas de aprendizagem de m\u00e1quina para identificar e classificar estrelas vari\u00e1veis &#8211; objetos celestes cujo brilho aumenta e diminui com o tempo, especialmente se observados a partir da nossa perspetiva da Terra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/9yWjnYUT_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"897\" height=\"627\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/9yWjnYUT_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5137\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/9yWjnYUT_o.png 897w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/9yWjnYUT_o-300x210.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/9yWjnYUT_o-768x537.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 897px) 100vw, 897px\" \/><\/a><figcaption>Um telesc\u00f3pio do ASAS-SN que ajuda os astr\u00f3nomos a descobrir novas estrelas.<br>Cr\u00e9dito: ASAS-SN<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es que estas estrelas sofrem podem revelar informa\u00e7\u00f5es importantes sobre a sua massa, raio, temperatura e mesmo a sua composi\u00e7\u00e3o. De facto, at\u00e9 o nosso Sol \u00e9 considerado uma estrela vari\u00e1vel. Levantamentos como o ASAS-SN s\u00e3o uma ferramenta especialmente importante para encontrar sistemas que possam revelar as complexidades dos processos estelares, disse Collin Christy, o autor principal do artigo e analista do ASAS-SN na Universidade Estatal do Ohio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As estrelas vari\u00e1veis s\u00e3o como um laborat\u00f3rio estelar,&#8221; disse. &#8220;S\u00e3o lugares realmente engra\u00e7ados no Universo onde podemos estudar e aprender mais sobre como funcionam realmente as estrelas e sobre as pequenas complexidades que t\u00eam.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas para localizar mais destas entidades elusivas, a equipa teve primeiro que ir buscar dados anteriormente n\u00e3o utilizados do projeto. Durante anos, o ASAS-SN olhou para o c\u00e9u utilizando filtros de banda V, lentes \u00f3ticas que s\u00f3 conseguem identificar estrelas cuja luz cai no espectro de cores vis\u00edveis a olho nu. Mas em 2018, o projeto passou a utilizar filtros de banda g &#8211; lentes que podem detetar mais variedades de luz azul &#8211; e a rede passou de poder observar cerca de 60 milh\u00f5es de estrelas de cada vez para mais de 100 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ao contr\u00e1rio da campanha de ci\u00eancia cidad\u00e3 do ASAS-SN, que depende de volunt\u00e1rios para filtrar e classificar dados astron\u00f3micos, o estudo de Christy exigiu a ajuda da intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se se quiser olhar para milh\u00f5es de estrelas, \u00e9 imposs\u00edvel que alguns humanos o fa\u00e7am sozinhos. Vai levar uma eternidade,&#8221; disse Tharindu Jayasinghe, coautor do artigo, estudante de doutoramento em astronomia e bolseiro na mesma universidade. &#8220;Por isso tivemos de trazer algo criativo para a mistura, como t\u00e9cnicas de aprendizagem de m\u00e1quina.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O novo estudo centrou-se em dados do Gaia, uma miss\u00e3o para tra\u00e7ar um mapa tridimensional da nossa Gal\u00e1xia, bem como em dados do 2MASS e AllWISE. A equipa de Christy usou um algoritmo de aprendizagem de m\u00e1quina para gerar uma lista de 1,5 milh\u00f5es de estrelas vari\u00e1veis candidatas a partir de um cat\u00e1logo de 55 milh\u00f5es de estrelas isoladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, os investigadores reduziram ainda mais o n\u00famero de candidatas. Das 1,5 milh\u00f5es de estrelas que estudaram, quase 400.000 revelaram-se estrelas vari\u00e1veis verdadeiras. Mais de metade j\u00e1 eram conhecidas da comunidade astron\u00f3mica, mas 116.027 delas revelaram-se ser novas descobertas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o estudo precisasse de aprendizagem de m\u00e1quina para ser conclu\u00eddo, a equipa de Christy diz que ainda h\u00e1 um papel para os cientistas cidad\u00e3os. De facto, os volunt\u00e1rios da campanha de ci\u00eancia cidad\u00e3 j\u00e1 come\u00e7aram a identificar dados de lixo, disse. &#8220;Ter pessoas a dizer-nos qu\u00e3o maus os nossos dados s\u00e3o \u00e9 deveras \u00fatil, porque inicialmente, o algoritmo olharia para os dados maus e tentaria fazer sentido dos mesmos,&#8221; disse Christy.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a utiliza\u00e7\u00e3o de um conjunto de treino de todos estes dados maus permite \u00e0 equipa modificar e melhorar o desempenho global do seu algoritmo. &#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que estamos realmente a combinar a ci\u00eancia cidad\u00e3 com t\u00e9cnicas de aprendizagem de m\u00e1quina no campo da astronomia das estrelas vari\u00e1veis,&#8221; disse Jayasinghe. &#8220;Estamos a expandir os limites do que se pode fazer quando estes dois se juntam.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.osu.edu\/astronomers-identify-116000-new-variable-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Ohio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2205.02239\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Estrela vari\u00e1vel:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Variable_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aavso.org\/vsx\/index.php?view=about.vartypes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AAVSO (The American Association of Variable Star Observers)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Levantamento ASAS-SN:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.astronomy.ohio-state.edu\/asassn\/index.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Estatal do Ohio<\/a><br><a href=\"https:\/\/asas-sn.osu.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Estatal do Ohio #2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/All_Sky_Automated_Survey_for_SuperNovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Citizen ASAS-SN:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.zooniverse.org\/projects\/tharinduj\/citizen-asas-sn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/AsassnCitizen\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancia cidad\u00e3:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Citizen_science\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2MASS:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2MASS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo artigo cient\u00edfico, astr\u00f3nomos da Universidade Estatal do Ohio identificaram cerca de 116.000 novas estrelas vari\u00e1veis. 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