{"id":5130,"date":"2022-05-31T06:18:37","date_gmt":"2022-05-31T05:18:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5130"},"modified":"2022-05-31T06:18:39","modified_gmt":"2022-05-31T05:18:39","slug":"geologia-a-50-anos-luz-o-webb-prepara-se-para-estudar-mundos-rochosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/31\/geologia-a-50-anos-luz-o-webb-prepara-se-para-estudar-mundos-rochosos\/","title":{"rendered":"Geologia a 50 anos-luz: o Webb prepara-se para estudar mundos rochosos"},"content":{"rendered":"\n<p>Com os seus segmentos do espelho totalmente alinhados e os seus instrumentos cient\u00edficos em calibra\u00e7\u00e3o, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA est\u00e1 a poucas semanas de ficar totalmente operacional. Logo ap\u00f3s as primeiras observa\u00e7\u00f5es serem reveladas este ver\u00e3o, ter\u00e1 in\u00edcio a ci\u00eancia profunda do Webb.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as investiga\u00e7\u00f5es planeadas para o primeiro ano est\u00e3o estudos de dois exoplanetas quentes classificados como &#8220;super-Terras&#8221; pelo seu tamanho e composi\u00e7\u00e3o rochosa: 55 Cancri e, coberto de lava, e LHS 3844 b. Os investigadores v\u00e3o treinar os espectr\u00f3grafos de alta precis\u00e3o do Webb nestes planetas com vista a compreender a diversidade geol\u00f3gica dos planetas pela Gal\u00e1xia e a evolu\u00e7\u00e3o de planetas rochosos como a Terra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5131\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Jpz2llfW_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o que mostra como poderia ser o exoplaneta 55 Cancri e, com base no entendimento atual do planeta. 55 Cancri e \u00e9 um planeta rochoso com um di\u00e2metro quase duas vezes superior ao da Terra orbitando a apenas 0,015 unidades astron\u00f3micas da sua estrela parecida com o Sol. Devido \u00e0 sua \u00f3rbita \u00edntima, o planeta \u00e9 extremamente quente, com temperaturas diurnas que atingem cerca de 2400 graus Celsius.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, Dani Player (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>A super-quente super-Terra 55 Cancri e<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>55 Cancri e orbita a menos de 2,4 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da sua estrela parecida com o Sol (1\/25 da dist\u00e2ncia entre Merc\u00fario e o Sol), completando uma \u00f3rbita em menos de 18 horas. Com temperaturas de superf\u00edcie muito acima do ponto de fus\u00e3o de minerais t\u00edpicos que formam rochas, pensa-se que o lado diurno do planeta esteja coberto por oceanos de lava.<\/p>\n\n\n\n<p>Presume-se que os planetas que orbitam t\u00e3o perto da sua estrela tenham bloqueio de mar\u00e9, com um lado virado permanentemente para a estrela. Como resultado, o ponto mais quente do planeta deve ser aquele que enfrenta a estrela mais diretamente, e a quantidade de calor proveniente do lado diurno n\u00e3o deve mudar muito ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas este n\u00e3o parece ser o caso. As observa\u00e7\u00f5es de 55 Cancri e pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA sugerem que a regi\u00e3o mais quente n\u00e3o \u00e9 a parte que enfrenta a estrela mais diretamente, enquanto que a quantidade total de calor detetada a partir do lado diurno varia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ser\u00e1 que 55 Cancri e tem uma atmosfera espessa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma explica\u00e7\u00e3o para estas observa\u00e7\u00f5es \u00e9 que o planeta tem uma atmosfera din\u00e2mica que move o calor. &#8220;55 Cancri e poderia ter uma atmosfera espessa dominada por oxig\u00e9nio ou azoto,&#8221; explicou Renyu Hu do JPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, que lidera uma equipa que vai utilizar o NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb e o MIRI (Mid-Infrared Instrument) para capturar o espectro de emiss\u00f5es t\u00e9rmicas do lado diurno do planeta. &#8220;Se tiver uma atmosfera, [o Webb] tem a sensibilidade e o alcance de comprimento de onda para a detetar e determinar do que \u00e9 feita,&#8221; acrescentou Hu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ou ser\u00e1 que chove lava \u00e0 noite em 55 Cancri e?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outra possibilidade intrigante, no entanto, \u00e9 que 55 Cancri e n\u00e3o tem bloqueio de mar\u00e9. Ao inv\u00e9s, pode ser como Merc\u00fario, girando tr\u00eas vezes por cada duas \u00f3rbitas (o que \u00e9 conhecido como uma resson\u00e2ncia 3:2). Como resultado, o planeta teria um ciclo dia-noite.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso poderia explicar porque \u00e9 que a parte mais quente est\u00e1 deslocada,&#8221; explicou Alexis Brandeker, investigador da Universidade de Estocolmo que lidera a outra equipa que estuda o planeta. &#8220;Tal como na Terra, levaria tempo para que a superf\u00edcie aquecesse. A hora mais quente do dia seria \u00e0 tarde, n\u00e3o ao meio-dia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de Brandeker planeia testar esta hip\u00f3tese usando o NIRCam para medir o calor emitido pelo lado iluminado de 55 Cancri e durante quatro \u00f3rbitas diferentes. Se o planeta tiver uma resson\u00e2ncia de 3:2, v\u00e3o observar cada hemisf\u00e9rio duas vezes e dever\u00e3o ser capazes de detetar qualquer diferen\u00e7a entre os hemisf\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste cen\u00e1rio, a superf\u00edcie aqueceria, derreteria e at\u00e9 seria vaporizada durante o dia, formando uma atmosfera muito fina que o Webb poderia detetar. \u00c0 noite, o vapor arrefeceria e condensar-se-ia para formar got\u00edculas de lava que choveriam de volta para a superf\u00edcie, tornando-a s\u00f3lida novamente \u00e0 medida que a noite cai.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-01g3ha022d0mkfftzb56q9njy6.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b9\/8e\/lZfcmBKr_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o que compara os exoplanetas rochosos LHS 3844 b e 55 Cancri e com a Terra e Neptuno. Tanto 55 Cancri e como LHS 3844 b est\u00e3o entre a Terra e Neptuno em termos de tamanho e massa, mas s\u00e3o mais semelhantes \u00e0 Terra em termos de composi\u00e7\u00e3o. Os planetas est\u00e3o dispostos da esquerda para a direita, por ordem de raio crescente.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, Dani Player (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>A menos quente super-Terra LHS 3844 b<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao passo que 55 Cancri e fornecer\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre a geologia ex\u00f3tica de um mundo coberto de lava, LHS 3844 b oferece uma oportunidade \u00fanica para analisar a rocha s\u00f3lida numa superf\u00edcie exoplanet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Como 55 Cancri e, LHS 3844 b orbita extremamente perto da sua estrela, completando uma revolu\u00e7\u00e3o em 11 horas. No entanto, como a sua estrela \u00e9 relativamente pequena e fria, o planeta n\u00e3o \u00e9 suficientemente quente para que a superf\u00edcie esteja derretida. Al\u00e9m disso, as observa\u00e7\u00f5es do Spitzer indicam que \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel que o planeta tenha uma atmosfera substancial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De que \u00e9 feita a superf\u00edcie de LHS 3844 b?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o possamos fotografar a superf\u00edcie de LHS 3844 b diretamente com o Webb, a falta de uma atmosfera obscura torna poss\u00edvel o estudo da superf\u00edcie com espectroscopia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acontece que diferentes tipos de rochas t\u00eam diferentes espectros,&#8221; explicou Laura Kreidberg no Instituto Max Planck para Astronomia. &#8220;Pode-se ver com os olhos que o granito \u00e9 de cor mais clara do que o basalto.&#8221; Existem diferen\u00e7as semelhantes na luz infravermelha que as rochas emitem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de Kreidberg vai utilizar o MIRI para capturar o espectro de emiss\u00e3o t\u00e9rmica do lado diurno de LHS 3844 b e depois compar\u00e1-lo com espectros de rochas conhecidas, como o basalto e o granito, para determinar a sua composi\u00e7\u00e3o. Se o planeta for vulcanicamente ativo, o espectro poder\u00e1 tamb\u00e9m revelar a presen\u00e7a de vest\u00edgios de gases vulc\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia destas observa\u00e7\u00f5es vai muito al\u00e9m de apenas dois dos mais de 5000 exoplanetas confirmados. &#8220;Eles v\u00e3o dar-nos novas perspetivas fant\u00e1sticas sobre planetas semelhantes \u00e0 Terra no geral, ajudando-nos a aprender como poderia ter sido a Terra primitiva quando estava quente como estes planetas est\u00e3o hoje,&#8221; disse Kreidberg.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas observa\u00e7\u00f5es de 55 Cancri e e LHS 3844 b ser\u00e3o realizadas como parte do programa de Observadores Gerais do Ciclo 1 do Webb. Os programas de Observadores Gerais foram selecionados competitivamente usando um sistema de revis\u00e3o an\u00f3nimo, o mesmo sistema usado para atribuir tempo no Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2022\/geology-from-50-light-years-webb-gets-ready-to-study-rocky-worlds\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>55 Cancri e:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/55_cnc_e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/55_Cancri_e\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LHS 3844 b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/lhs_3844_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LHS_3844_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets_detected_by_microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas descobertos via microlentes (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\">STScI<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\">ESA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/webbLaunch\/whereIsWebb.html\" target=\"_blank\">Onde est\u00e1 o Webb? (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/cycle-1-go\" target=\"_blank\">Programa de Observadores Gerais do Ciclo 1 (STScI)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\">MIRI (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com os seus segmentos do espelho totalmente alinhados e os seus instrumentos cient\u00edficos em calibra\u00e7\u00e3o, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA est\u00e1 a poucas semanas de ficar totalmente operacional. Logo ap\u00f3s as primeiras observa\u00e7\u00f5es serem reveladas este ver\u00e3o, ter\u00e1 in\u00edcio a ci\u00eancia profunda do Webb. 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