{"id":5124,"date":"2022-05-31T06:13:47","date_gmt":"2022-05-31T05:13:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5124"},"modified":"2022-05-31T06:13:48","modified_gmt":"2022-05-31T05:13:48","slug":"porque-e-que-ainda-nao-descobrimos-exoplanetas-coorbitais-sera-que-as-mares-podem-fornecer-uma-possivel-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/31\/porque-e-que-ainda-nao-descobrimos-exoplanetas-coorbitais-sera-que-as-mares-podem-fornecer-uma-possivel-resposta\/","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que ainda n\u00e3o descobrimos exoplanetas coorbitais? Ser\u00e1 que as mar\u00e9s podem fornecer uma poss\u00edvel resposta?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/8B2OPIyB_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/8B2OPIyB_o-1024x559.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5125\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/8B2OPIyB_o-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/8B2OPIyB_o-300x164.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/8B2OPIyB_o-768x419.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/8B2OPIyB_o.jpg 1283w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um objeto coorbital que acompanha um exoplaneta.<br>Cr\u00e9dito: Claudio Ventrella<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, n\u00e3o descobrimos nenhum exoplaneta com objetos coorbitais. Um novo estudo sugere que as mar\u00e9s podem estar a causar oscila\u00e7\u00f5es que removem os coorbitais antes de os conseguirmos detetar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No nosso Sistema Solar, existem v\u00e1rios milhares de exemplos de objetos coorbitais: corpos que partilham a mesma \u00f3rbita \u00e0 volta do Sol ou de um planeta. Os asteroides troianos s\u00e3o um exemplo disso. Ainda n\u00e3o observ\u00e1mos quaisquer coorbitais semelhantes em sistemas exoplanet\u00e1rios, apesar dos 5000 exoplanetas j\u00e1 descobertos. Num novo estudo publicado na revista Icarus por Anthony Dobrovolskis do SETI e por Jack Lissauer do Centro de Pesquisa Ames da NASA, os autores teorizam que se formam alguns exoplanetas troianos, mas os que s\u00e3o grandes e que est\u00e3o em \u00f3rbitas de per\u00edodo curto (e portanto relativamente f\u00e1ceis de detetar) s\u00e3o tipicamente for\u00e7ados a sair da \u00f3rbita partilhada pelas mar\u00e9s. Colidem com a estrela ou com o seu planeta gigante quando isso acontece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se ou quando os exoplanetas troianos forem descobertos, este trabalho pode ajudar a revelar algumas propriedades das suas estruturas internas,&#8221; disse Dobrovolskis, cientista investigador do Instituto SETI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui na Terra, a fric\u00e7\u00e3o causada pelas mar\u00e9s faz com que a rota\u00e7\u00e3o da Terra abrande, resultando no afastamento da nossa Lua. Generalizando a teoria da fric\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s a sistemas com mais de dois corpos, os autores aplicam a teoria a sistemas que incluem uma estrela, um planeta gigante e um planeta parecido com a Terra oscilando em torno do ponto L4 ou L5 de um planeta gigante (ou do ponto equil\u00e1tero do planeta gigante).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base na sua an\u00e1lise, as mar\u00e9s levantadas pela estrela e pelo planeta gigante no planeta parecido com a Terra fizeram crescer as suas oscila\u00e7\u00f5es at\u00e9 se tornarem inst\u00e1veis. Fizeram simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas que mostram que as oscila\u00e7\u00f5es do troiano mudam de forma oval para a forma de uma banana e acabam por sair da \u00f3rbita partilhada, colidindo ou com a estrela ou com o planeta gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados s\u00e3o consistentes com os resultados anteriormente publicados em 2013 por Rodriguez et al., e em 2021 por Couturier et al. Isto sugere que as mar\u00e9s est\u00e3o a remover os exoplanetas coorbitais antes de os podermos observar. Mesmo que esse seja o caso, podemos ainda descobrir exoplanetas coorbitais. \u00c9 tamb\u00e9m poss\u00edvel que a miss\u00e3o Lucy da NASA aos asteroides troianos, lan\u00e7ada no passado m\u00eas de outubro, possa fornecer pistas adicionais sobre o papel das mar\u00e9s nos sistemas coorbitais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.seti.org\/press-release\/why-havent-we-discovered-co-orbital-exoplanets-could-tides-offer-possible-answer\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.seti.org\/press-release\/why-havent-we-discovered-co-orbital-exoplanets-could-tides-offer-possible-answer\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto SETI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0019103522001968\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Icarus)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Configura\u00e7\u00e3o coorbital:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Co-orbital_configuration\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets_detected_by_microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas descobertos via microlentes (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista de um objeto coorbital que acompanha um exoplaneta.Cr\u00e9dito: Claudio Ventrella At\u00e9 agora, n\u00e3o descobrimos nenhum exoplaneta com objetos coorbitais. 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