{"id":5121,"date":"2022-05-27T06:17:28","date_gmt":"2022-05-27T05:17:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5121"},"modified":"2022-05-27T06:17:30","modified_gmt":"2022-05-27T05:17:30","slug":"nova-descoberta-sobre-galaxias-distantes-as-estrelas-sao-mais-massivas-do-que-pensavamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/27\/nova-descoberta-sobre-galaxias-distantes-as-estrelas-sao-mais-massivas-do-que-pensavamos\/","title":{"rendered":"Nova descoberta sobre gal\u00e1xias distantes: as estrelas s\u00e3o mais massivas do que pens\u00e1vamos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/pNcYEp1t_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/pNcYEp1t_o-1024x559.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5122\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/pNcYEp1t_o-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/pNcYEp1t_o-300x164.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/pNcYEp1t_o-768x419.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/pNcYEp1t_o.jpg 1100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, a nossa grande vizinha gal\u00e1ctica mais pr\u00f3xima, \u00e9 o objeto mais distante que podemos observar no c\u00e9u noturno \u00e0 vista desarmada.<br>Cr\u00e9dito: Getty<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma equipa de astrof\u00edsicos da Universidade de Copenhaga chegou a um resultado importante no que diz respeito \u00e0s popula\u00e7\u00f5es estelares para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea. O resultado pode mudar a nossa compreens\u00e3o de uma vasta gama de fen\u00f3menos astron\u00f3micos, incluindo a forma\u00e7\u00e3o de buracos negros, supernovas e a raz\u00e3o pela qual as gal\u00e1xias morrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que os seres humanos estudam os c\u00e9us que o aspeto das estrelas em gal\u00e1xias distantes tem sido um mist\u00e9rio. Num estudo publicado na The Astrophysical Journal, uma equipa de investigadores do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga est\u00e1 a colocar de lado a anterior compreens\u00e3o das estrelas para l\u00e1 da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 1955 que se assume que a composi\u00e7\u00e3o das estrelas nas outras gal\u00e1xias do Universo \u00e9 semelhante \u00e0 das centenas de milhares de milh\u00f5es de estrelas dentro da nossa &#8211; uma mistura de estrelas massivas, de massa m\u00e9dia e de massa baixa. Mas com a ajuda de observa\u00e7\u00f5es de 140.000 gal\u00e1xias em todo o Universo e de uma vasta gama de modelos avan\u00e7ados, a equipa testou se a mesma distribui\u00e7\u00e3o de estrelas aparente na Via L\u00e1ctea se aplica noutros locais. A resposta \u00e9 n\u00e3o. As estrelas em gal\u00e1xias distantes s\u00e3o tipicamente mais massivas do que as do nosso &#8220;bairro local&#8221;. A descoberta tem um grande impacto sobre o que pensamos saber sobre o Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A massa das estrelas diz muito aos astr\u00f3nomos. Se mudarmos a massa, tamb\u00e9m mudamos o n\u00famero de supernovas e buracos negros que surgem das estrelas massivas. Como tal, o nosso resultado significa que teremos de rever muitas das coisas que em tempos presumimos, porque as gal\u00e1xias distantes parecem bastante diferentes da nossa,&#8221; diz Albert Sneppen, estudante do Instituto Neils Bohr e primeiro autor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A luz analisada de 140.000 gal\u00e1xias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores assumiram que o tamanho e massa das estrelas noutras gal\u00e1xias eram semelhantes \u00e0 nossa durante mais de cinquenta anos, pela simples raz\u00e3o de n\u00e3o as poderem observar atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio, como podiam fazer com as estrelas da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>As gal\u00e1xias distantes est\u00e3o a milhares de milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Como resultado, apenas a luz das suas estrelas mais poderosas chega \u00e0 Terra. Isto tem sido uma dor de cabe\u00e7a para investigadores em todo o mundo durante anos, pois nunca puderam esclarecer com precis\u00e3o como as estrelas de outras gal\u00e1xias foram distribu\u00eddas, uma incerteza que os for\u00e7ou a acreditar que estavam distribu\u00eddas largamente como as estrelas da nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00f3 conseguimos ver a ponta do iceberg e sabemos h\u00e1 muito tempo que esperar que outras gal\u00e1xias se parecessem com a nossa n\u00e3o era um pressuposto particularmente bom de se fazer. Contudo, nunca ningu\u00e9m foi capaz de provar que outras gal\u00e1xias formam diferentes popula\u00e7\u00f5es de estrelas. Este estudo permitiu-nos fazer exatamente isso, o que pode abrir a porta para uma compreens\u00e3o mais profunda da forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias,&#8221; diz o professor associado Charles Steinhardt, coautor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo, os investigadores analisaram a luz de 140.000 gal\u00e1xias usando o cat\u00e1logo COSMOS, uma grande base de dados internacional com mais de um milh\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es da luz de outras gal\u00e1xias. Estas gal\u00e1xias est\u00e3o distribu\u00eddas do ponto mais pr\u00f3ximo ao mais distante do Universo, a partir do qual a luz viajou doze mil milh\u00f5es de anos antes de poder ser observada na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As gal\u00e1xias massivas morrem primeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os investigadores, a nova descoberta ter\u00e1 uma vasta gama de implica\u00e7\u00f5es. Por exemplo, continua por resolver a raz\u00e3o pela qual as gal\u00e1xias morrem e deixam de formar novas estrelas. O novo resultado sugere que isto poder\u00e1 ser explicado por uma simples tend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora que somos mais capazes de descodificar a massa das estrelas, podemos ver um novo padr\u00e3o; as gal\u00e1xias menos massivas continuam a formar estrelas, enquanto que as gal\u00e1xias mais massivas param de formar novas estrelas. Isto sugere uma tend\u00eancia notavelmente universal na morte das gal\u00e1xias,&#8221; conclui Albert Sneppen.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nbi.ku.dk\/english\/news\/news22\/new-discovery-about-distant-galaxies-stars-are-heavier-than-we-thought\/\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ac695e\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2205.11536\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, a nossa grande vizinha gal\u00e1ctica mais pr\u00f3xima, \u00e9 o objeto mais distante que podemos observar no c\u00e9u noturno \u00e0 vista desarmada.Cr\u00e9dito: Getty Uma equipa de astrof\u00edsicos da Universidade de Copenhaga chegou a um resultado importante no que diz respeito \u00e0s popula\u00e7\u00f5es estelares para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea. 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