{"id":5105,"date":"2022-05-24T06:17:46","date_gmt":"2022-05-24T05:17:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=5105"},"modified":"2022-05-24T06:17:47","modified_gmt":"2022-05-24T05:17:47","slug":"o-acumular-de-calor-do-sol-provavelmente-contribui-para-as-tempestades-de-poeira-de-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2022\/05\/24\/o-acumular-de-calor-do-sol-provavelmente-contribui-para-as-tempestades-de-poeira-de-marte\/","title":{"rendered":"O acumular de calor do Sol provavelmente contribui para as tempestades de poeira de Marte"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma equipa de investigadores relatou que um desequil\u00edbrio sazonal na quantidade de energia solar absorvida e libertada pelo planeta Marte \u00e9 uma causa prov\u00e1vel das tempestades de poeira que h\u00e1 muito intrigam os observadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O desequil\u00edbrio extremo de Marte no que toca ao or\u00e7amento energ\u00e9tico (um termo que se refere \u00e0 medi\u00e7\u00e3o da energia solar que um planeta absorve do Sol e depois liberta como calor) foi documentado pelos investigadores da Universidade de Houston Liming Li, professor associado de f\u00edsica; Xun Jiang, professora de ci\u00eancias atmosf\u00e9ricas; e Ellen Creecy, estudante de doutoramento e autora principal de um artigo publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia03170.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"525\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rBtnsZln_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5106\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rBtnsZln_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rBtnsZln_o-300x160.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rBtnsZln_o-768x409.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rBtnsZln_o-310x165.jpg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Investigadores da Universidade de Houston encontraram uma liga\u00e7\u00e3o entre as tempestades de poeira de Marte e o seu desequil\u00edbrio energ\u00e9tico sazonal. Outros estudos poderiam dar uma ideia de como as antigas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas afetaram o Planeta Vermelho, talvez at\u00e9 como o futuro da Terra pode ser moldado pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u00c0 esquerda, Marte em condi\u00e7\u00f5es limpas; \u00e0 direita, Marte envolvido por uma tempestade de poeira sazonal.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL\/MSSS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma das nossas descobertas mais interessantes \u00e9 que o excesso de energia &#8211; mais energia sendo absorvida do que emitida &#8211; poderia ser um dos mecanismos geradores das tempestades de poeira de Marte. Compreender como isto funciona em Marte pode fornecer pistas sobre os pap\u00e9is que o or\u00e7amento energ\u00e9tico da Terra assume no desenvolvimento de tempestades severas, incluindo furac\u00f5es, no nosso pr\u00f3prio planeta,&#8221; disse Creecy.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma fina atmosfera e uma \u00f3rbita muito el\u00edptica tornam Marte especialmente suscet\u00edvel a grandes diferen\u00e7as de temperatura. Absorve quantidades extremas de calor solar quando est\u00e1 mais perto do Sol nas suas esta\u00e7\u00f5es perielionares (primavera e ver\u00e3o para o hemisf\u00e9rio sul de Marte), que \u00e9 a mesma parte extrema da \u00f3rbita em que aparecem as suas tempestades de poeira. \u00c0 medida que a sua \u00f3rbita afasta Marte do Sol, \u00e9 absorvida menos energia solar pelo planeta. Este mesmo fen\u00f3meno tamb\u00e9m acontece na Terra, mas os investigadores descobriram que \u00e9 especialmente extremo em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Terra, os desequil\u00edbrios energ\u00e9ticos podem ser medidos de acordo com a esta\u00e7\u00e3o e o ano e desempenham um papel cr\u00edtico no nosso aquecimento global e nas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Num projeto separado, Creecy e colegas est\u00e3o a examinar se o desequil\u00edbrio energ\u00e9tico em Marte tamb\u00e9m existe em escalas de tempo mais longas e, se sim, quais seriam as implica\u00e7\u00f5es na mudan\u00e7a clim\u00e1tica do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Marte n\u00e3o \u00e9 um planeta que tenha qualquer tipo de mecanismos reais de armazenamento de energia, como n\u00f3s temos na Terra. Os nossos grandes oceanos, por exemplo, ajudam a equilibrar o sistema clim\u00e1tico,&#8221; disse Creecy.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, Marte cont\u00e9m sinais de que oceanos, lagos e rios foram outrora abundantes. Ent\u00e3o, o que aconteceu? Os factos s\u00e3o incertos quanto aos motivos ou quando o planeta se tornou neste globo quente e poeirento com uma abund\u00e2ncia de \u00f3xido de ferro &#8211; ferrugem, na verdade, cuja cor s\u00e9pia inspirou observadores de h\u00e1 s\u00e9culos atr\u00e1s a chamar-lhe o Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Marte j\u00e1 teve, no passado, oceanos e lagos, mas mais tarde sofreu aquecimento global e altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. De alguma forma, Marte perdeu os seus oceanos e lagos. Sabemos que est\u00e3o a acontecer altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas agora na Terra. Ent\u00e3o, o que \u00e9 que as li\u00e7\u00f5es do que aconteceu em Marte guardam para o futuro da Terra&#8221;, perguntou Li.<\/p>\n\n\n\n<p>Creecy e colegas chegaram \u00e0s suas conclus\u00f5es comparando quatro anos de dados (esses s\u00e3o anos marcianos, aproximadamente equivalentes a oito anos terrestres) das \u00f3rbitas e temperaturas de Marte com as condi\u00e7\u00f5es documentadas pelas miss\u00f5es da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os entusiastas planet\u00e1rios, eles notam que muitos dos dados podem ser acedidos gratuitamente a partir do website PDS (Planetary Data Systems) da NASA, embora alguma informa\u00e7\u00e3o esteja dispon\u00edvel apenas para os investigadores. Colaboraram tamb\u00e9m com cientistas da NASA, incluindo v\u00e1rios que foram membros-chave de miss\u00f5es passadas, incluindo a Mars Global Surveyor e duas miss\u00f5es, Curiosity e InSight, que ainda est\u00e3o a operar no solo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se abrirmos os olhos a um campo vasto, a Terra \u00e9 apenas um planeta. Com apenas um ponto, nunca podemos ver uma imagem completa. Temos de olhar para todos os pontos, todos os planetas, para obter uma imagem completa da evolu\u00e7\u00e3o da nossa pr\u00f3pria Terra. H\u00e1 muitas coisas que podemos aprender com os outros planetas&#8221;, disse Li. &#8220;Ao estudar a hist\u00f3ria de Marte, ganhamos muito. O que \u00e9 a mudan\u00e7a clim\u00e1tica? Qual \u00e9 a fase futura para o nosso planeta? Qual \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o da Terra? Tantas coisas que podemos aprender com os outros planetas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/uh.edu\/news-events\/stories\/2022-news-articles\/may-2022\/05162022-mars-seasons.php\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Houston (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/abs\/10.1073\/pnas.2121084119\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PNAS)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mars Global Surveyor:&nbsp;<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/mgs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Global_Surveyor\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rover Curiosity (MSL):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/msl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarsCuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/marscuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Science_Laboratory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>InSight:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/insight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/insight\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasainsight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/InSight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investigadores relatou que um desequil\u00edbrio sazonal na quantidade de energia solar absorvida e libertada pelo planeta Marte \u00e9 uma causa prov\u00e1vel das tempestades de poeira que h\u00e1 muito intrigam os observadores. 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